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Edição 79 | EXPEDIENTE
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  5 verdades sobre as DSTs

 

Pesquisa indica que mais de 10 milhões de brasileiros já apresentaram sintomas de doenças sexualmente transmissíveis

 

Por Ivan Alves

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ocorram cerca de 340 milhões de casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) por ano no mundo. Uma recente pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde indica que mais de 10 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de uma DST. Desse total, 18% dos homens e 11,4% das mulheres não buscaram atendimento médico. No Brasil, as estimativas de infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa são:

 

Herpes genital

640.9 mil

 

HPV

685.4 mil

 

Sífilis

937 mil

 

Gonorréia

1 541.8 milhão

 

Clamídia

1 967.2 milhão

 

Fonte : PN-DST/AIDS, 2003

 

 

Diversas campanhas são criadas, dia a dia, com o objetivo de levar informação à população sexualmente ativa, com o objetivo de reduzir o número de infectados. Ainda assim, alguns mitos e falsos conceitos vão à contramão das ações de prevenção e tratamento das patologias, expondo milhares de pessoas ao perigo.

 

Confira 5 verdades sobre as DSTs

 

1. DSTs facilitam a transmissão sexual do HIV

As feridas deixadas nos órgãos genitais por determinadas DSTs favorecem a entrada do HIV no organismo. Daí a importância em procurar um especialista a qualquer sinal diferente. Além de diminuir as chances de transmissão do vírus da Aids, o tratamento melhora a qualidade de vida da pessoa infectada e interrompe a cadeia de difusão dessas doenças.

 

2. Mulheres têm mais dificuldades em identificar os sintomas

DST merece a atenção de todos. As mulheres, em especial, devem ser bastante cuidadosas quanto aos sintomas, uma vez que, em diversos casos, não é fácil distinguir seus sinais das reações orgânicas comuns ao seu organismo.

 

3. População sexualmente ativa, sem distinção, é passiva de contágio

A multiplicação dos grupos de risco faz com que praticamente toda a população sexualmente ativa possa contrair.

 

4. Os sinais de uma DST podem aparecer em outras regiões do corpo

Como qualquer doença, as DSTs não tratadas podem levar a consequências trágicas. Um HPV, por exemplo, pode originar câncer de colo de útero na mulher e câncer de pênis no homem. Algumas uretrites mais graves podem levar a um estreitamento (estenose) da uretra, o canal por onde passa a urina. A sífilis, por sua vez, pode resultar em graves consequências neurológicas, assim como promover o aparecimento de lesões genitais, que podem levar a cicatrizes e deformidades no corpo do pênis.

 

5. Pais infectados podem transmitir a doença para seus filhos

As DSTs podem provocar uma interrupção espontânea da gravidez (aborto), determinar uma gravidez ectópica (fora do útero), atingir o feto durante seu desenvolvimento, causando-lhe lesões ou o nascimento com malformações. O recém-nascido pode ser atingido durante o parto, nesse caso, a criança pode ter doenças nos olho e nos pulmões, entre outros problemas. 

 

Fonte: Oskar kaufmann, urologista



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