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Edição 119 | EXPEDIENTE
Família / Home

  Como os pais estão deixando os filhos obesos
Saiba por que pais e mães são hoje o foco das ações que visam reduzir ou controlar o peso de crianças e adolescentes

por Cristina Almeida | Ilustração Luiz Lentini

Tal pai, tal filho. Esse lema descreve como a família tem um papel importante no avanço de uma doença que, em 30 anos, triplicou sua incidência na infância e juventude: a obesidade. Quando as crianças vivem num ambiente onde há desatenção com a qualidade dos alimentos ingeridos e o sedentarismo, as chances de que elas se tornem obesas na idade adulta aumentam em 33,3%. É verdade que a patologia está também relacionada à genética e ao metabolismo. Mas, hoje, os especialistas acreditam que o sucesso da prevenção e do tratamento desse mal depende de mudanças no estilo de vida da criança e, principalmente, do seu núcleo familiar.
O fator família passou a ser relevante porque, na última década, estudos internacionais mostraram que 80% das crianças que estavam acima do peso entre 10 e 15 anos tornaram-se obesas aos 25 anos.
Uma recente pesquisa apresentada na XI Conferência Internacional de Obesidade, em Estocolmo (Suécia), por Melinda Sothern, professora de Saúde Pública da Universidade de Nova Orleans (EUA), mostrou que a Síndrome Metabólica (desequilíbrio nos níveis de glicemia, colesterol e pressão arterial) é mais comum entre filhos de mulheres que engordaram muito na gravidez, ou em crianças que nasceram com peso acima da média, bem como entre aquelas com peso inferior, mas que são sedentárias.

 

O peso dos meninos

No Brasil, a pesquisadora Maria Aparecida Zanetti Passos, do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conduziu uma pesquisa entre adolescentes na faixa dos 10 aos 15 anos. Os resultados indicam que a obesidade atinge uma população cada vez mais jovem, e é grande (25,56%) o número de adolescentes brasileiros com índice de massa corpórea (IMC) acima de 25 (IMC entre 25 e 30 é igual a sobrepeso; a partir de 30, obesidade). E os meninos são a maioria.
O Ministério da Saúde não está alheio a esses resultados e, por isso, tem monitorado o avanço da doença entre adultos. Em 2009, a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) detectou que, em três anos, os índices de sobrepeso e obesidade aumentaram de 42,7% para 46,6%.

 

Causas complexas

Todos esses dados trouxeram à luz a conexão existente entre hábitos familiares e obesidade na infância, que hoje atinge 22 milhões de crianças em todo o mundo. Além da Síndrome Metabólica, as consequências desse fenômeno são o aumento de doenças como diabetes do tipo 2, hipertensão, problemas cardiovasculares e apneia do sono.
Na opinião do pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, coordenador clínico do Setor de Medicina do Adolescente da Unifesp, a progressão desordenada da obesidade na juventude possui causas complexas, que incluem a carga genética de cada um, passam pela alimentação incorreta, e ainda contam com fatores emocionais e metabólicos.
Entretanto, completa: "Acredito que a redução maciça da atividade física habitual, principalmente aquela não relacionada diretamente à prática de exercícios, é a principal causa da alteração que temos testemunhado nos últimos 30, 40 anos".

 



Espalhar doces pela casa


Esse tipo de hábito estimula as famosas "beliscadas". Proibir não é a saída, e, portanto, eles podem ser oferecidos em horários que não interfiram nas principais refeições. As porções, porém, devem ser controladas.

 

 

 




Ter muitos refrigerantes disponíveis na geladeira


O controle da ingestão dessas bebidas deve ser gradual. É comum que crianças e adolescentes tomem líquidos para deglutir rapidamente os alimentos. As bebidas do tipo gasosas, além de interferirem no metabolismo ósseo e no esmalte dos dentes, causam distensão gástrica e aumentam a capacidade de ingestão de alimentos. Prefira beber sucos ou água.

 

 

 

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