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Edição 119 | EXPEDIENTE
Clínica Geral / Home

Terapia complementar
  A integralidade no cuidado
A medicina antroposófica promove a união da individualidade com todo o organismo. O objetivo é equilibrar o sistema imunológico

por Cristina Almeida

Para entender as doenças e alcançar a cura, o ser humano, antes, deve ser compreendido em toda a sua complexidade. Esse é o princípio que rege a Medicina Antroposófica (MA), prática que conjuga conhecimentos científicos e espirituais: a saúde e o adoecer são resultado não só de fenômenos biológicos, mas se relacionam a aspectos indivisíveis da pessoa.

Nascida há quase cem anos, a MA foi desenvolvida pela médica Ita Wegman, inspirada por Rudolf Steiner e sua obra Antroposofia. De acordo com Ricardo Ghelman, médico pediatra e clínico geral, membro da coordenação do Núcleo de Medicina Antroposófica (Numa), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Steiner era um humanista e entendia que "O homem deve ser visto como portador de corpo, alma (psique) e individualidade, isto é, como um ser noopsicosomático, cujas instâncias dinâmicas definem processos de saúde e doença, num contexto histórico e social".

No Brasil, a prática foi introduzida há 60 anos e possui pequena representatividade no Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte (MG); São João Del Rei (MG); São Paulo (Associação Comunitária de Monte Azul e Unifesp), além da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJJF). Mesmo assim, fala Ghelman, "O País tem um crescimento do contingente de médicos antroposóficos, atrás apenas de Alemanha e Suíça".

Dado o seu caráter complementar, a rigor, todos podem se beneficiar com essa terapia, incluídos os casos em que já não se pode falar em prevenção, pois "cada organismo guarda em si mecanismos de resgate da saúde, que podem ser recrutados por medicamentos específicos", explica Rita de Cássia Rossini Rahme, presidente da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA).

Como a terapia age

Uma das particularidades da MA é que ela admite atuação ampliada que integra a cooperação multidisciplinar de outros profissionais de saúde. Por isso, o tratamento inclui várias práticas fundamentadas pela antroposofia. Os medicamentos utilizados são os dinamizados (semelhantes aos homeopáticos), ou os fitoterápicos, embora os sintéticos (alopáticos) sejam também usados em menor proporção. "Tratando-se de uma medicina complementar, muitas vezes eles serão mantidos ou indicados, caso sejam necessários", esclarece Rita.

Como os remédios da MA atuam teoricamente por seus efeitos físicos (energéticos) e não químicos, há baixo risco de intoxicação ou efeitos colaterais. Mas Rita adverte: "A ação desses medicamentos, apesar de sutil, pode ser bastante poderosa. Nesse aspecto, a MA não difere da medicina tradicional e a automedicação ou a indicação por leigos é desaconselhável".

Útil principalmente quando há sintomas (fadiga, cefaleia, dificuldades digestivas, alterações leves de comportamento e de humor, dismenorreias, etc.), mas ainda não se verificam mudanças anatômicas, a MA é ainda eficaz em situações de doença instalada, tanto nas agudas como nas crônicas. Na pediatria, é eficiente nas alergias, infecções de repetição, déficit de atenção, etc. Nos adultos, há boa resposta para doenças autoimunes (tireoidite de Hashimoto, por exemplo), reumáticas, enxaquecas, dores crônicas e até câncer.

"Apesar de a MA exigir a participação ativa do paciente no tratamento, a adesão deles é boa", afirma Rita. E quanto aos resultados, como em toda terapia, eles podem variar quanto ao tempo de espera. "Mas podemos ter surpresas positivas", comenta a especialista. "No caso das doenças crônicas, não há que se falar em cura. Aqui, o que se busca é o maior controle. Nosso trabalho, então, é alcançar esse objetivo no menor tempo e com o mínimo de medicamentos possíveis", conclui.

Entenda os tipos de intervenção

 Consulta e diagnóstico - A consulta dura 60 minutos, tempo necessário para a análise do histórico do paciente. Além disso, sintomas são avaliados para identificar suas relações com as organizações de forças e sistemas neurossensorial, rítmico e metabólico, conceitos fundamentais da MA. Exames podem ser solicitados e, entre eles, a cristalização com cloreto de cobre ou análise do fio do cabelo.

 Terapia medicamentosa - Todos medicamentos são obtidos dos reinos mineral, vegetal e animal. Não há contraindicações para o uso.

 Aplicações externas - Compressas com substâncias medicinais, fricções de pele com escovas ou pomadas de plantas ou metais. Indicadas em várias e diferentes situações, desde doenças agudas até tratamentos de revitalização e desintoxicação.

 Euritmia - Prática corporal ativa orientada por um terapeuta com formação em euritmia curativa. Os movimentos são semelhantes ao tai chi chuan, mas em razão de suas diferentes bases, são associados a fonemas que representam sons primordiais. A função é harmonizadora e os efeitos desejados podem ser anabolizante, relaxante ou desintoxicante. Não há contraindicação nem efeito colateral.

Foto: Fabio Mangabeira / Produção: Janaina Rezende.

 





 
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