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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Guia dos rins saudáveis
é possível proteger este importante órgão e garantir mais saúde.

POR ANDRÉ BERNARDO

Os sinais da Insuficiência Renal:
1. Alteração na cor da urina (a urina adquire uma coloração escura, quase sanguinolenta);
2. Dor ou queimação ao urinar;
3. Mudança no hábito de urinar (passa a urinar com mais frequência e, principalmente, à noite);
4. Urina com muita espuma;
5. Inchaço nas pernas e ao redor dos olhos;
6. Dor lombar;
7. Pressão arterial elevada;
8. Anemia ou palidez fora do habitual;
9. Fraqueza e desânimo constantes;
10. Sensação de náusea e vômito pela manhã.

DE OLHO NA CREATININA

Quando os rins não funcionam direito, certas toxinas, como a ureia e a creatinina, se acumulam no organismo. É por isso que essas substâncias são usadas pelos médicos para avaliar a gravidade da doença. Segundo eles, se determinada pessoa pertence aos principais grupos de risco para doenças renais, como hipertensos, diabéticos ou maiores de 50 anos, deve pedir ao seu médico para avaliar o estado de seus rins, por meio de exames de urina, que avaliam a quantidade de ureia, e de sangue, a dosagem de creatinina.

"Se o indivíduo tem histórico de doença renal na família, deve procurar orientação médica o mais precocemente possível. Nestes casos, aconselhamos uma avaliação com urologista ou nefrologista pediátrico, já nos primeiros anos de vida. Se tem outros fatores de risco, como hipertensão ou diabetes, deve buscar avaliação médica periódica, de preferência de 6 em 6 meses", pondera Eloísio Alexsandro da Silva.

Na maioria das vezes, a evolução da doença renal é lenta e, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, melhor o prognóstico. "A creatinina é uma espécie de marcador de impurezas. Quando os rins não estão funcionando bem, o índice de creatinina tende a aumentar no sangue. Por isso mesmo, as pessoas precisam aprender que a dosagem de creatinina para a prevenção das doenças renais é tão importante quanto a do colesterol para as cardiovasculares", compara Eduardo Rocha.

SÃO DUAS AS PRINCIPAIS DOENÇAS QUE, SE NÃO FOREM TRATADAS PRECOCE E ADEQUADAMENTE, PODEM LEVAR O INDIVÍDUO À INSUfiCIÊNCIA RENAL: A HIPERTENSÃO E O DIABETES

ÓRGÃO VITAL

Mas os rins não são responsáveis, apenas, por eliminar toxinas do organismo. Deles depende, também, a produção de hemácias. Os rins liberam um hormônio, a eritropoetina, que regula a produção dos glóbulos vermelhos do sangue. "É por isso que um dos principais problemas enfrentados por quem sofre de insuficiência renal é a anemia", explica Eloísio Alexsandro.

Outra função importante dos rins é regular a nossa pressão sanguínea. São eles que controlam as concentrações de sódio do organismo. Quando os rins não trabalham como deveriam, a pressão sanguínea tende a subir mais do que o desejado e provoca inchaço ao redor dos olhos e nas pernas, principalmente.

Se os rins estão muito debilitados, deixam de cumprir as suas funções e põem em risco a vida do paciente. Neste estágio, a pessoa começa a apresentar sintomas como fraqueza, náuseas, vômitos, inchaço e anemia. A alternativa, então, é substituir as funções renais por algum tipo de tratamento: a diálise ou o transplante. Quanto à diálise, existem dois tipos: a hemodiálise e a diálise peritoneal. A hemodiálise busca promover a retirada das substâncias tóxicas do organismo por meio da passagem do sangue por um filtro artificial.

OPÇÕES DE TRATAMENTO

Logo no início do tratamento, os médicos constroem, cirurgicamente, uma fístula, que servirá de ligação entre uma veia do braço do paciente e uma artéria para aumentar o fluxo de sangue. A cada sessão, o sangue é retirado por uma agulha injetada na fístula. O sangue, então, passa por um cilindro cheio de capilares, pelos quais acontece a filtração do sangue. As impurezas ficam retidas no cilindro enquanto o sangue, já devidamente filtrado, volta para o organismo através de um cateter introduzido em outra veia do braço. Normalmente, esse procedimento é feito três vezes por semana e cada sessão de hemodiálise dura, em média, de 3 a 4 horas.

Já a diálise peritoneal funciona de maneira diferente. Em vez de usar um filtro artificial para "limpar" o sangue do paciente com insuficiência renal, utiliza-se o peritônio - membrana que reveste, internamente, as paredes do abdome. Mas como funciona a diálise peritoneal? Através da colocação de um cateter flexível no abdome do paciente, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Após ser infundido, o líquido, que os médicos chamam de "banho de diálise", vai permanecer por algumas horas no abdome do paciente até ser drenado.

Embora as doenças renais sejam assintomáticas, os médicos chamam a atenção dos pacientes considerados de risco, como hipertensos, diabéticos e acima dos 50 anos, para certos hábitos relacionados ao sistema urinário. "Se uma pessoa não tem o hábito de ir ao banheiro à noite, mas, de repente, começa a levantar duas ou três vezes de madrugada para urinar, essa é uma indicação precoce de que ela pode ter doença renal crônica", avisa Jocemir Lugon, da Câmara Técnica de Nefrologia do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj).

Chefe do setor de Nefrologia do Hospital Federal da Lagoa do Rio de Janeiro, Ana Beatriz Barra enfatiza que as pessoas devem estar atentas ao aspecto e ao cheiro da urina. Segundo ela, a coloração normal da urina é amarelo-clara. "Se estiver avermelhada ou espumando, é sinal de que a pessoa não está ingerindo quantidade suficiente de água. O indicado é procurar um nefrologista rapidamente", aconselha Ana Beatriz.

FOTOS: SHUTTERSTOCK / ILUSRTRAÇÃO: SANDRA TIR 

INIMIGO MORTAL

Segundo os médicos, há medidas simples, mas eficazes, para manter os rins saudáveis. A principal delas é, sem dúvida, consumir menos sal. Os nefrologistas são categóricos ao afirmar que, do ponto de vista alimentar, o sal é o maior inimigo do rim. "O sal é essencial à alimentação. Mas os níveis consumidos pelo brasileiro já são quase três vezes maiores do que os recomendados pela Organização Mundial da Saúde", ressalva Eloísio Alexsandro da Silva. A OMS recomenda que adultos consumam de 4 g a 6 g de sal por dia. Além de ingerir menos sal, os especialistas indicam, ainda, manter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas e tomar água, bastante água. "Algo em torno de 1,5 litro a 2 litros por dia", especifica Fabrício Guimarães Bino.

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