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Edição 79 | EXPEDIENTE
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  Degeneração macular relacionada à idade
Oftalmologistas chamam a atenção para a doença, que atinge um em cada quatro indivíduos acima dos 60 anos. Só no Brasil, já são quase três milhões de pacientes com a visão central prejudicada e o comprometimento da qualidade de vida

POR ANDRÉ BERNARDO

O tratamento possível

Para os portadores de degeneração macular, Lucentis - nome comercial da substância ranibizumabe - já virou sinônimo de alívio. Segundo estudos clínicos realizados nos EUA e publicados no New England Journal of Medicine, cerca de 95% dos pacientes tratados com o medicamento tiveram a progressão da doença interrompida e 40% apresentaram melhoras na visão.

O Lucentis bloqueia a formação dos vasos sanguíneos que levam à perda da visão central na região da retina. Oswaldo Moura Brasil explica que o ranibizumabe é uma injeção aplicada na retina do paciente, com intervalos de seis a oito semanas. "O número de injeções depende da evolução da doença", observa o oftalmologista.

Na maioria das vezes, o número médio de aplicações é de três doses. Para Ricardo Japiassú, a terapia antiangiogênica, que inclui o Lucentis, é a melhor que existe para a DMRI do tipo úmida. O único porém é o custo do tratamento: R$ 3.000 cada dose. "A vantagem é que essa terapia recupera a visão total ou parcial do paciente em 90% dos casos", relata.


Transplante de retina como opção

Num futuro não muito distante, esse tipo de transplante pode se tornar realidade para os portadores de degeneração macular. A cirurgia consiste em retirar cerca de 1 milímetro quadrado da camada mais externa da retina e, logo em seguida, implantá-la na mácula do próprio paciente.

O objetivo é fazer com que o tecido transplantado venha a assumir as funções das células da mácula e, quem sabe, recuperar, ao máximo, a capacidade de o paciente enxergar. "Como o transplante de retina é do tipo autólogo, ou seja, o doador é o próprio paciente, o risco de rejeição é zero.

Mesmo assim, o procedimento ainda está em fase experimental", observa Ricardo Japiassú. Até o momento, apenas 40 procedimentos foram realizados em todo o mundo - sete deles no Brasil. Em 50% dos casos, a doença foi estabilizada. Cerca de 30% dos pacientes afirmaram ter notado melhoras significativas na qualidade da visão central.

 

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