Pressão sob controle Responda rápido: quais são as taxas ideais de pressão sanguínea? Se você ficou na dúvida, saiba que não é o único. Para prevenir os problemas decorrentes dessa medição, é preciso monitorar de perto os altos e baixos
POR RITA TREVISAN
MAIS VEGETAIS
Mas não basta apenas reduzir a quantidade de sal na alimentação. A adoção de uma dieta rica em verduras, legumes, frutas e pobre em gorduras, com carnes, leite e derivados magros, também ajuda a combater a pressão alta. "Esse padrão alimentar conhecido como DASH - no original, em inglês, Dietary Approaches to Stop Hypertension - foi divulgado em 1995 e até hoje se mostra uma medida eficaz.
Várias pesquisas vêm demonstrando que, mesmo numa dieta com quantidades diárias de ingestão de até 7,5 gramas de sal, e uma readequação nesses moldes, os resultados para a pressão foram tão bons quanto os dos regimes que simplesmente reduziram drasticamente o sódio", garante Cynthia. A especialista também chama a atenção para a necessidade de restringir calorias. "Reduzir peso e circunferência abdominal, quando o paciente apresenta sobrepeso ou obesidade, é condição primeira para o tratamento da hipertensão.
Sabemos que a pressão sobe à medida que ganhamos peso. A relação é direta", afirma. Para o cardiologista Heno Lopes, a importância dos ácidos graxos, como o ômega 3, não deve ser desprezada. "Temos estudos muito bem feitos que comprovam que o consumo regular de salmão e sardinha ajudam a reduzir a pressão arterial", garante. O consumo de álcool, por outro lado, precisa ser controlado. "Em excesso, ele aumenta a pressão arterial.
Por isso, o limite diário é de duas taças de vinho ou duas latas de cerveja para os homens. Para as mulheres, a metade", adverte o cardiologista e nefrologista Celso Amodeo, chefe da área de Hipertensão do HCor.
CUIDAR E TRATAR
Adotar uma rotina regular de exercícios físicos, dormir bem e evitar o estresse são medidas eficientes para controlar a pressão alta. No caso da pressão baixa, o principal cuidado é manter a hidratação constante, fracionar a alimentação, além de evitar locais abafados e com grande circulação de pessoas. Já o tratamento da hipertensão, além das mudanças na rotina, prevê a adoção de medicamentos.
Em vez de usar uma única droga, a tendência atual é valer-se de dois ou mais remédios associados, em doses baixas, para minimizar os efeitos colaterais. "Existem diversas classes de medicamentos, que vão desde diuréticos a drogas que atuam sobre o sistema nervoso. O importante é diagnosticar no paciente quais são os mecanismos envolvidos na alteração da pressão para, então, prescrever o tratamento ideal", esclarece Amodeo.
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