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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Jovens
Muitos fatores podem influenciar no comportamento dos adolescentes, desde o relacionamento com pais e amigos e o que ele vê na internet até a genética. Ensinar valores e limites é a chave para impedir que ele se torne uma pessoa violenta

por sílvia dalpicolo
fusão de imagens: helton gomes

Um aluno do 3.º ano do Ensino Médio, de 17 anos, agrediu três funcionários da escola em que estuda, em Canoas (RS). Por estourar o limite de atrasos imposto pela instituição, ele foi impedido de entrar e assim bateu na vice-diretora, em uma monitora e em um professor de matemática. Na zona sul de São Paulo, um estudante do 1.º ano do Ensino Médio empurrou sua professora na sala de aula, que foi diagnosticada com luxação de uma vértebra. Enquanto isso, na capital gaúcha, outra docente sofreu traumatismo craniano após ser atingida por uma adolescente de 15 anos. Cenas como essas nunca foram tão frequentes. O comportamento violento vindo de jovens já faz parte das notícias diárias e a pergunta constante é: por que eles estão cada vez mais agressivos?

A verdade é que há diversas razões para que isso aconteça. Não é apenas um motivo ou situação que desencadeia a agressividade nesses adolescentes. "A violência é um fenômeno de múltiplas causas", define Rose Miyahara, coordenadora do Centro de Referência às Vítimas de Violência do Instituto Sedes Sapientiae. "Pais violentos, privações materiais ou afetivas, valores culturais que induzam à discriminação e ao preconceito estão associados e resultam nesse tipo de comportamento", completa.

Livres (até) demais

A cada dia os jovens buscam mais a liberdade, especialmente dentro de casa. Que adolescente gosta que o pai ou a mãe fique ligando o dia todo para investigar seus passos? Seja pela falta de tempo, pois ficam o dia todo fora de casa, no trabalho, ou para passar a imagem de "modernos", os pais estão cada vez mais liberais. Isso não quer dizer que a atitude seja de todo errada, apenas que é preciso dosar o quanto de autonomia se deve dar aos adolescentes.

"De fato hoje os pais têm menos tempo disponível para os filhos, o que gera sentimento de culpa. Os excessos são observados quando pai ou mãe agem de forma extremamente permissiva, ou são exigentes demais e tornam os poucos momentos de união cheios de cobranças", explica Carolina Nikaedo, psicóloga da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (Edac), de São Paulo. Geraldo Possendoro, professor de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), chama a atenção para a atitude que alguns pais têm atualmente.: "Cada vez menos dizem 'não' aos filhos. A família não estabelece limites, da infância à adolescência".

De olhos bem abertos

Outra reação errada da família é achar que tudo o que o jovem faz é parte da rebeldia típica da fase. "Todos veem a adolescência como um período passageiro e natural, esperando que um dia ela termine e os problemas sejam resolvidos", explica Ana Bock, psicóloga e professora titular da PUC-SP.

É preciso estar atento a tudo o que rodeia o adolescente. Isso porque há diversas influências que podem inclinálo à violência. "O grupo de amigos e suas formas de cultura são importantes, assim como o modo de se relacionar com os parentes. O alerta mais importante é: para que os jovens sejam violentos é preciso que ele viva em uma cultura na qual esse tipo de comportamento é oferecido como possibilidade", argumenta Ana.

fusão de imagens: helton gomes

Tecnologia pode ser vilã

Estudo feito pelo Instituto de Soluções de Internet para Crianças, nos EUA, e publicado na revista Pediatrics aponta que aqueles que navegam por sites com conteúdo violento têm mais tendência de adotar esse tipo de perfil. Foi analisada a relação entre a violência na mídia e comportamentos agressivos (como atirar em alguém, por exemplo) em quase 1.600 adolescentes. A cada site violento visitado, o risco de comportamento agressivo aumentava em 50%. Aqueles que admitiram acessar páginas em que pessoas reais lutavam e atiravam em outras eram cinco vezes mais propensos a desenvolver essa postura.

Para Carolina Nikaedo, programas de TV, internet e jogos de videogame têm parcela de culpa nesse contexto, porém não podem ser apontados como únicos responsáveis. "Eles influenciam a maneira como o jovem encara essas atitudes, mas não determinam que eles se tornem agressivos, como um fenômeno isolado", completa.

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