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Edição 79 | EXPEDIENTE |
Da inibição do apetite à redução do risco de doenças como o câncer de cólon, os benefícios da caminhada são inúmeros e estão ao alcance de suas passadas por andré bernardo Segundo os médicos, uma simples caminhada ao ar livre é capaz de consumir 350 calorias em apenas uma hora. Na esteira, o gasto é um pouco menor: 330. Em compensação, chega a 420 em trilhas. "As pessoas precisam encarar esse exercício como um medicamento que previne doenças. Mas o efeito desse remédio é contínuo. Se você interrompe a atividade física, interrompe também o tratamento", afirma o cardiologista Daniel Kopiler, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC). Conte os passos É por essas e outras que, há dez anos ininterruptos, Ayrton Violento, presidente da ONG Anda Brasil, não deixa de caminhar todos os dias, chova ou faça sol. No currículo dele, alguns circuitos de longa distância, como o Parati- Trindade, no Rio de Janeiro, com 40 km; o Niterói-Cabo Frio, ainda no Rio, com 153 km; e o Piranhas-Piaçabuçu, em Alagoas, com 309 km. Com tantos quilômetros andados, Violento brinca ao dizer que tem uma espécie de "GPS nas pernas". "Até ganhei um pedômetro de presente, mas quase não o uso. Sempre acerto as distâncias que percorro de cabeça", diz. Para quem ainda não consegue fazer esse cálculo, Ravaglia apresenta o "pedômetro": um aparelho que contabiliza o número de passos durante uma caminhada. Só para se ter uma idéia, 3 mil passos é a média que uma pessoa sedentária dá por dia e 5 mil, o número que ela deveria atingir para manter o peso sem fazer dieta. O professor Carlos de Paula Eduardo é adepto da caminhada desde 1990, quando visitou o Japão pela primeira vez. Desde então, adquiriu o hábito de prender o pedômetro no cinto, assim que pula da cama. "No dia-a-dia, caminho entre 5 mil e 7 mil passos", orgulha-se Eduardo, que nunca utiliza o telefone da universidade se o interlocutor estiver a menos de 500 metros dele. "As metas a serem atingidas são individuais, mas as pessoas deveriam dar um mínimo de 4 mil passos por dia", aconselha. Rumo à meta De fato, estabelecer metas a serem cumpridas gradativamente é uma ótima estratégia para motivar quem planeja adotar uma vida mais saudável. Além do número de passos diários, a progressão pode ser avaliada tanto pela distância quanto pela duração da atividade. Na primeira semana, aconselham os especialistas, os iniciantes não devem exceder o tempo máximo de 10 minutos. Passado um mês, o tempo ideal de caminhada é de 30 minutos. Após um ano, o ex-sedentário já pode arriscar percursos de até uma hora de duração. Um detalhe a ser observado é o ritmo. Ele não deve ser tão leve que não demande um mínimo de esforço físico, nem tão intenso que deixe o caminhante sem fôlego. "Metas são importantes para estimular a pessoa a seguir adiante. Mas é preciso respeitar os próprios limites. Caso contrário, ela corre o risco de sofrer até um overtraining. E, em vez de aumentar o condicionamento físico, o rendimento pode até cair", alerta o cardiologista Daniel Kopiler.
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