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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Vilões escondidos
Mesmo nos grandes centros urbanos, parasitas que vivem na água e nos alimentos não param de fazer suas vítimas. Os cuidados para evitar a visitinha indesejada são simples, mas precisam ser seguidos à risca

por rita trevisan / ilustração airon

Quem tem mais de 40 anos talvez se lembre dos tratamentos preventivos feitos com vermífugos, em casa mesmo, pelo menos uma vez por ano. No dia fatídico, os pais reuniam os filhos e praticamente obrigavam os pequenos a engolir o remédio, que em nada se comparava aos medicamentos que temos hoje no mercado e que até caem no gosto da criançada, de tão saborosos que são. Atualmente, o hábito já não é mais tão comum. As doenças causadas por parasitas, no entanto, estão longe de ser coisa do passado. "As verminoses ainda podem ser consideradas uma epidemia, pois são muito comuns no mundo todo, não apenas nas áreas rurais como também nos grandes centros urbanos. Tanto que, quando uma criança chega ao consultório queixando-se de dores abdominais, a primeira causa a ser investigada é a presença de parasitas", afirma Marcelo Nunes Iampolsky, professor de Pediatria e de Hebiatria da Faculdade de Medicina do ABC.

Observe os sintomas

Além da dor de barriga tão característica, a pessoa que apresenta um quadro de verminose pode sofrer com flatulência, náuseas, vômitos e diarréias. Falta de apetite ou muita fome, dificuldade de ganhar peso e deficiências no crescimento também podem estar relacionadas à chegada desses inquilinos desagradáveis. "Se imaginarmos que aquele verme, instalado no organismo, pode consumir parte dos nutrientes que ingerimos, fica fácil entender por que uma doença como essa pode comprometer o desenvolvimento, levando a quadros de anemia", explica Mauro Batista de Morais, gastroenterologista pediátrico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Como os alimentos são o nosso combustível, não é raro que pessoas que apresentem esse problema se queixem de cansaço, desânimo, falta de vontade de realizar as atividades da rotina. Nas crianças, ele pode até ter um impacto sobre o rendimento escolar.

PEQUENOS CUIDADOS GARANTEM MAIS SAÚDE
Como na maior parte dos casos os vermes aparecem como conseqüência da contaminação da água ou dos alimentos, é importante redobrar a atenção na hora de controlar o que entra e sai da sua cozinha. Confira as orientações da coordenadora de Nutrição do Centro Universitário senac, silvia Nogueira:

* Escolha muito bem o local onde vai comprar suas verduras e carnes, observando a higiene do ambiente, o cuidado dos funcionários no manuseio dos produtos e se o estabelecimento tem registro de inspeção.
* Use os seus sentidos como orientadores da compra. Leve em conta principalmente a aparência dos produtos e o odor.
* Não basta apenas lavar em água corrente os alimentos que serão consumidos crus. Esse deve ser o primeiro passo, mas, para matar os vermes que porventura estejam em contato com a folha ou a casca da fruta ou legume, o ideal é deixá-los de molho por pelo menos 15 minutos numa solução de água e hipoclorito de sódio. Na falta de um produto como esse, use uma colher (sopa) de água sanitária para um litro de água. Depois, lave novamente os alimentos em água corrente para retirar o excesso de produto antes de consumir.
* Verduras e legumes que serão levados ao fogo também devem passar por esse processo de higienização. Assim, se o alimento atingir o tempo e a temperatura necessários para um cozimento completo - e para a destruição total dos vermes -, a proteção já estará garantida.
* O vinagre não faz as vezes dos produtos à base de cloro e só é eficiente para eliminar pequenos insetos.
* Mesmo alimentos que serão comidos sem casca precisam ser bem lavados.
Consuma as carnes sempre muito bem cozidas, especialmente as suínas.
* Beba água mineral ou filtrada. Na falta dela, basta ferver pelo menos cinco minutos a que vem direto da caixa. O que não vale é tomar água direto da torneira.

Em alguns casos, o parasita pode se locomover pelo corvermes.po, transitando também pelas vias aéreas e provocando febre, tosse e até falta de ar. A presença desses vermes em outras regiões próximas ao intestino ainda pode ser apontada como uma das causas para quadros de pancreatite ou inflamações das vias biliares. Sintomas alérgicos, como dermatoses, rinites e conjuntivites, também podem ser notados em algumas pessoas contaminadas.

Importante lembrar, no entanto, que boa parte dos que entram em contato com algum tipo de parasitose não apresenta sequer um sintoma. As perdas para a saúde podem vir com o tempo e, nesse caso, são ainda maiores. "Se a pessoa tiver uma infestação muito grande, há o perigo de sofrer uma obstrução intestinal ou mesmo das vias aéreas, já que os vermes formam uma espécie de novelo de lã que se movimenta pelo organismo", esclarece Morais.

Para evitar esses e outros efeitos indesejáveis dos parasitas no seu corpo, a curto, médio e longo prazo, o ideal é investir em exames regulares, para investigar a presença dos vermes ou descartar de vez os riscos. O exame parasitológico das fezes deve ser feito pelo menos duas vezes por ano, como um diagnóstico de rotina. No material colhido, será analisada a presença de vermes adultos ou de ovos desses organismos. "Como os parasitas têm um ciclo, é muito grande o risco de não estarem colocando ovos no período em que foi colhida a amostra. Muitos deles também não saem junto com as fezes. Daí a importância de trabalhar com pelo menos três amostras, colhidas em dias diferentes", explica Iampolsky.

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