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Edição 79 | EXPEDIENTE
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  Dieta funcional
Cada vez mais, inúmeros itens que estão à disposição nas prateleiras do supermercado e na feira podem ser grandes aliados de sua saúde. Uns são velhos conhecidos, outros acabaram de chegar. Saiba como eles agem para que seu organismo funcione da melhor forma, garantindo, assim, um dia-a-dia saudável e cheio de energia

por ana lúcia neiva

Sabe aquela propaganda que lhe promete devolver o dinheiro caso o iogurte não faça seu intestino funcionar como um relógio? Pois esse é um exemplo de alimento funcional, batizado de probiótico. Há ainda o prebiótico e o simbiótico. E não se pode esquecer dos itens enriquecidos com vitaminas e minerais, como os achocolatados infantis. Fora os famosos light, diet e zero, dentre outros. Alguns desses termos são desconhecidos para você? Pois VivaSaúde traduz o “nutricionês” para que, na hora de comprar e montar o cardápio para sua família, você saiba por que determinado alimento deve ser mais ou menos consumido e descubra os benefícios que ele traz para a saúde de todos. Vamos lá?

Para prevenir doenças
Alimentos funcionais são aqueles que possuem um ou mais ingredientes ou componentes ativos que desempenham determinados efeitos metabólicos, fisiológicos ou benéficos na saúde, prevenindo ou reduzindo o risco de doenças crônico-degenerativas, como as cardiovasculares, o câncer, o diabetes e a hipertensão, dentre outras.

A aveia, a soja e o azeite de oliva, por exemplo, ajudam a reduzir o colesterol ruim, o chamado LDL. Mas é preciso consumi-los em certa quantidade, aquela que comprovadamente vai beneficiar a saúde e o bem-estar físico. No caso da aveia, são necessárias quatro colheres de sopa de farelo de aveia por dia. Quanto à soja, o ideal é o consumo diário de pelo menos uma xícara do grão cozido. Em relação ao azeite, basta uma colher de sopa.

“É importante deixar claro que os alimentos funcionais não curam, mas reduzem o risco de doenças”, alerta Andréa Dario Frias, doutora em Ciência da Nutrição pela Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (FEA-Unicamp) e pós–doutorada em Nutrição pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq-USP). Isto é, esses alimentos são excelentes armas para prevenir doenças e manter a saúde. E mais: para consumi-los, não há necessidade de supervisão médica.

Porém, de acordo com Andréa, o consumidor deve tomar cuidado na hora de comprar esses alimentos, ficando atento ao rótulo. “Muitos produtos não contêm o componente funcional na quantidade adequada. As bebidas de soja aromatizadas, por exemplo, geralmente possuem apenas 1 ou 2 gramas de proteína de soja por porção. Mas, para ajudar a diminuir o colesterol, o ideal seria que a porção apresentasse pelo menos 6,25 gramas dessa proteína”. Conclusão: para o alimento realmente ‘funcionar’, deve conter a quantidade mínima para favorecer a saúde do consumidor.


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