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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Tuberculose
Mal que invade os séculos

1 Um problema social sério
As camadas mais atingidas são as de baixa renda, que vivem em regiões de difícil acesso, com precárias condições de higiene. Os homens representam 60% dos casos da doença, que ainda é um dos principais problemas da área de saúde mundial. Há 2,2 bilhões de pessoas infectadas no mundo, sendo que 220 milhões a desenvolveram. A tuberculose é a doença infecto-contagiosa que mais mata. O desafi o dos países em desenvolvimento, como o Brasil, é reduzir pela metade a sua incidência até 2015.

A doença atingiu boa parte da geração de poetas românticos do século XVIII, no Brasil. E, certamente, colaborou para deixar a poesia da época marcada por versos cheios de pessimismo

ILUSTRAÇÕES: BUSSADORI

2 Muitos casos no Brasil
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil fi gura em 16º lugar entre os 22 países com mais casos da doença, como China, Índia, África do Sul, Indonésia e Rússia. O coordenador do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (PNCT/MS), Joseney Santos, confi rma que há no país 76 mil registros novos por ano e 5 mil mortes. Mais de 70% dos casos ocorrem no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Entre as principais vítimas estão os moradores de rua e os presidiários.

3 Prevenção na infância
Ainda não há uma vacina específi ca contra a tuberculose. Mas, para diminuir o efeito devastador da doença nas crianças, o Instituto Pasteur, na França, deu início, em 1942, à implementação da vacina BCG, em menores de um ano, com o objetivo de reforçar a imunidade da garotada contra as formas mais agressivas da doença. Até hoje o método é adotado em vários países. "A cobertura da vacinação em crianças menores de um ano no Brasil é de 100%, e de 90% na faixa etária até os cinco anos", afi rma o especialista Joseney Santos.

4 Contágio fácil
A tuberculose é provocada pelo Mycobacterym tuberculosis, conhecido como bacilo de Koch (descoberto em 1882, pelo cientista Robert Koch). O principal sintoma é a tosse. De contágio fácil, é transmitida por gotículas de saliva quando o portador fala, espirra ou tosse. A doença atinge o pulmão em 75% dos casos. Esta é a forma mais grave. Mas também pode afetar a pleura (camada que reveste esse órgão), os gânglios linfáticos (no pescoço), os ossos, a região ocular e as meninges (membranas que protegem o Sistema Nervoso Central). Só pessoas com a imunidade reduzida a desenvolvem, segundo o médico Hélio Bacha, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

OLHO NOS SINTOMAS Os mais comuns são tosse seca prolongada (por mais de três semanas), com escarro, febre, falta de ar, suor noturno, dor no tórax e perda de peso. O diagnóstico é feito a partir do exame de escarro (baciloscopia), nos postos de saúde.

5 Cientistas buscam a cura
O maior desafi o da ciência é encontrar a cura defi nitiva para a tuberculose. Há várias pesquisas sendo realizadas mundialmente e, no Brasil, uma das principais é feita pela Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os pesquisadores estão desenvolvendo a primeira vacina nacional contra a doença com caráter preventivo e de cura a partir do DNA - material presente em todas as células do organismo e que contém informações genéticas. Os testes foram bemsucedidos em animais. Na próxima fase, será testada em humanos. Se tudo correr bem, signifi cará a proteção completa contra a forma mais grave.

6 Associações com doenças
Formas mais graves da tuberculose estão associadas também à aids, por conta da baixa imunidade do paciente provocada pelo vírus HIV. Por ano, 350 mil pessoas morrem no mundo em decorrência disso. Quem tem diabetes ou é doente renal crônico e se submete a tratamento prolongado com corticóides corre o risco de contrai-la.

7 Interrupção difi culta a cura
Um dos problemas ainda é a falta de adesão no tratamento - o que difi culta a cura e facilita o contágio. A terapia mais usada é a que combina três substâncias, aplicadas no SUS, num período de seis meses. Como é supervisionado (o paciente vai todo dia a uma unidade de saúde para tomar os remédios), o índice de sucesso está na faixa de 95%. A rede pública oferece vale-transporte, lanche e cesta básica para estimular o doente a seguir o tratamento proposto pelo médico.





 
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