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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Fiz cirurgia bariátrica. E agora?
A fila do SUS para reduzir o estômago ficou mais rápida. E a procura pela cirurgia é feita tanto por adolescentes quanto por idosos. Infelizmente, muita gente desconhece todas as dificuldades que vêm depois da cicatriz e nem está preparada para enfrentá-las

POR INÊS PEREIRA

Os novos desafios desses pacientes não ficam restritos à cozinha, é claro. De acordo com a psicóloga Silvana de Lourdes Martani, da clínica de endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa, aceitar e se adaptar a uma nova imagem após uma cirurgia de estômago pode levar meses de sofrimento emocional. Há casos de indivíduos que entram em crise e se arrependem da intervenção — eles perdem a identidade, a ponto de não conseguirem se reconhecer mais. “Não é apenas a figura vista no espelho que mudou, mas a relação com o corpo e com a dimensão que ele ocupa”, explica a psicóloga Silvana.

Por isso tudo, além de uma agenda de exames periódicos e idas ao médico, a ação de uma equipe multidisciplinar (incluindo endocrinologista, nutricionista, fi- sio terapeuta e psicólogo), neste tipo de intervenção, é indispensável. Nesse sentido, vários hospitais costumam organizar reuniões em que participam os grupos de profissionais da saúde e especialistas, pacientes operados e em preparação para a cirurgia e familiares — enfim, são momentos de troca e de apoio, em que experiências são relatadas e dúvidas, esclarecidas.

 

“MINHA FAIXA ETÁRIA ERA TOTALMENTE CONTRA-INDICADA PARA A CIRURGIA BARIÁTRICA. TANTO É QUE FUI O PRIMEIRO CASO, COM ESTA IDADE, DO MEU MÉDICO. Antes, sofria muito com uma artrose, extremamente agravada pelo excesso de peso, e já estava praticamente sem andar. Pior, nem podia fazer a operação no joelho que precisava. Na verdade, mal conseguia me mexer. Por isso, meu médico decidiu pela redução do estômago. Recuperei-me muito bem da cirurgia, fiz a dieta líquida no primeiro mês e logo me adaptei à nova rotina de cuidados alimentares. Há dois meses, fiz a operação no joelho e estou me restabelecendo. Levava uma vida estúpida. Hoje, ganhei nova disposição.”

Alayde Teixeira Coelho, dona de casa, 76 anos.
Peso antes: 186 kg.
Peso depois: 92 kg.
Técnica: Capella.

   

 

TIVE QUE APRENDER A COMER BEM DEVAGAR E POUQUINHO, MASTIGAR MUITO. SE ME ESQUEÇO E COMO RÁPIDO, VOMITO. ANTES DA CIRURGIA TINHA UM POUCO DE ESOFAGITE, REFLUXO, QUE PIOROU DEPOIS DA INTERVENÇÃO. O desespero me levou à decisão, em 2004. Além da obesidade, tinha diabetes, pressão alta e depressão. Depois da cirurgia, levei um mês para levantar e fazer tarefas mais pesadas da casa. Também fiquei com muita pele sobrando, mas, no mês passado, fiz uma plástica no braço e, aos poucos, farei as outras necessárias. Para mim, valeu o sacrifício. A dor pior é a da discriminação que sofria antes da sociedade.

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL
Antes
Depois

Terezinha Del Giudice, dona de casa, 58 anos.
Peso antes: 101 kg.
Peso depois: 62 kg.
Técnica: Capella.

   
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