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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Seu filho vive pensando na "morte da bezerra"?
Por trás desse comportamento, pode estar escondido um distúrbio ignorado e que prejudica o desempenho escolar e o desenvolvimento social da criança

POR LILIAN HIRATAILUSTRAÇÃO MG STUDIO

Você fala, mas parece que ele está no mundo da lua. Não fica parado por muito tempo, é superativo. Na escola, suas notas vão de mal a pior. Os colegas se afastaram e a relação com a família vai mal. Esses sintomas são comuns em crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), doença, na maioria das vezes, percebida na infância ou adolescência e que atinge cerca de 6% dos brasileiros.

Para tirar as dúvidas sobre o assunto, Viva Saúde conversou com o americano George J. DuPaul, professor e coordenador de psicologia escolar na Universidade Lehigh, na Pensilvânia (EUA) e co-autor do livro TDAH nas Escolas (Ed. M.Books). Confira.

VIVA SAÚDE Entrevista
 
GEORGE J. DUPAUL, professor e coordenador de psicologia escolar na Universidade Lehigh, Pensilvânia (EUA) e co-autor do livro TDAH nas Escolas (Ed. M.Books)
 

Viva Saúde: Quais são os sinais que indicam o TDAH?
George: Os sintomas são vários, mas incluem, principalmente, desatenção e hiperatividade ou impulsividade (veja todos os sinais no quadro Os primeiros indícios). Essas atitudes devem preocupar os pais, fundamentalmente, quando estiverem associadas a outras, como quando o filho costuma agir sem pensar, é extremamente ativo e tem baixo rendimento escolar, por exemplo.

VS: Como os pais devem reagir ao desconfiar do problema?
George: Procurar um pediatra e um psicólogo qualificado (pode ser o profissional que atua na escola) para fazer uma avaliação cuidadosa.

VS: Como saber se é TDAH e não apenas preguiça?
George: Primeiro é preciso identificar se a criança realmente tem problemas de concentração e de controle da impulsividade. A preguiça, por outro lado, está relacionada à letargia (falta de interesse) e à apatia (falta de ânimo).

VS: Qual é a causa da doença?
George: Ela é ainda desconhecida, mas há fortes evidências de que o fator hereditário desempenha grande papel no desenvolvimento do TDAH. No momento, acredita-se que a combinação de específicas variações genéticas pode levar ao problema. No entanto, não existe um teste exclusivo que revela se a criança tem ou não TDAH. Por isso, é fundamental que o médico, ao avaliar o garoto ou a garota, levante informações com pais e professores sobre seu comportamento, no dia-a-dia, em casa e na escola. Porém, não há cura para o transtorno, ou seja, ele irá acompanhar a pessoa pelo resto da vida.

VS: O TDAH sempre surge nos primeiros anos de vida?
George: A maioria dos casos aparece quando a criança tem menos de sete anos. Mas é possível surgir até os 18 anos de idade, na adolescência, especialmente se o jovem for muito inteligente, a ponto de conseguir compensar suas deficiências (de atenção e impulsividade) nas primeiras fases escolares, que não são tão difíceis para boa parte das pessoas.

VS: É verdade que os sintomas desaparecem com o avançar da idade?
George: Aproximadamente 33% das crianças conseguem “se livrar” da doença quando se tornam adultas. É provável que isso aconteça porque essas pessoas aprendem a lidar com o problema e passam a organizar suas vidas de maneira diferente.

VS: Essas crianças são menos inteligentes?
George: De maneira nenhuma. A garotada com TDAH tem desempenho escolar abaixo da média por conta de problemas de concentração e de impulsividade, que atrapalham o aprendizado e o resultado de tarefas e trabalhos nos quais está envolvida, e não pela falta de inteligência. Em torno de 20% a 30% dessas crianças também têm deficiência de aprendizagem (sem explicação aparente) em uma área específica, como leitura e cálculos.

VS: Como é o tratamento? O uso dos remédios não é perigoso para a saúde dos pequenos?
George: Utilizamos a combinação de medicamentos estimulantes com a terapia comportamental (outros tipos, como a terapia tradicional, não surtem efeitos significativos neste caso). Mas os remédios devem ser prescritos e monitorados por um médico especializado. Os efeitos colaterais dessas drogas não ameaçam a saúde, mas desencadeiam problemas alimentares (aumentam a fome) e de sono, além de aumentar a irritabilidade quando a dose é diminuída.

VS: Confirmado o diagnóstico, o que deve ser mudado?
George: Tudo o que suprir as necessidades da criança, tanto em casa quanto na escola. Os pais precisam ter em mente que seu filho tem uma deficiência e que algumas atitudes precisam ser tomadas para minimizar os efeitos que ela propicia. A criança com TDAH necessita ser lembrada constantemente das expectativas que a envolvem, mas também precisa ser reconhecida pelo esforço que ela está fazendo para melhorar. Por exemplo, os pais e professores poderiam implementar um sistema de recompensa quando o pequeno conseguir manter sua atenção focada em algum evento e terminar tarefas escolares. Mas sempre estabelecendo objetivos e metas realistas para ele.

VS: Qual é o papel da escola em relação ao aluno com TDAH?
George: Os professores devem reconher que aquela criança tem uma deficiência, saber como auxiliá-la e ter conhecimento do transtorno. No geral, alunos com TDAH não exigem uma escola especial, somente alguns ajustes dentro da sala de aula, como um reforço nas matérias que ele sente mais dificuldades de aprendizado. Vale ressaltar que alguns irão exigir um reforço um pouco mais intenso do que outros na mesma condição.

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