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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Nem os bebês escapam dela
Engana-se quem pensa que a acne é um problema exclusivo de adolescentes. Cravos e espinhas também podem aparecer em crianças e até em recém-nascidos. Saiba o que fazer se isso acontecer com o seu filho

POR EULINA OLIVEIRA | ILUSTRAÇÃO BUSSADORI

A acne costuma atormentar a vida da maioria dos jovens durante a puberdade. A doença atinge cerca de 80% dos adolescentes. Mas o que fazer quando as famigeradas espinhas começam a despontar na pele do seu filho quando ele ainda é uma criança? Pois é, essas erupções cutâneas também acometem os pequenos antes dos oito, nove anos. E são mais comuns do que se imagina, inclusive em recém-nascidos!

As causas da acne normalmente são as mesmas, em crianças ou adolescentes. Segundo a dermatologista Maria Fernanda Lerardi Ribeiro, de São Paulo, estas pequenas lesões na pele são decorrentes de predisposição genética, alterações hormonais, períodos de estresse emocional, exposição exagerada ao sol, uso de medicamentos (como corticóides), consumo excessivo de vitamina B12 e até aplicação de protetores solares oleosos. “O emprego de aditivos químicos em alimentos industrializados também contribui para o aumento do número de casos”, acredita a médica.

A dermatologista Shirlei Borelli, também de São Paulo, ressalta que é extremamente importante investigar as causas da acne em menores de oito anos de idade, pois podem existir alterações hormonais que precisam ser tratadas para não comprometer o desenvolvimento normal da criança.

Boa parte dos casos de acne infantil se deve à puberdade precoce — que é caracterizada pelo aparecimento dos primeiros sinais de amadurecimento sexual, antes dos oito anos de idade em meninas e dos nove anos em meninos. Situação em que é necessária a intervenção médica não só para tratar a acne, mas também para avaliar a necessidade de se interromper esse processo com o uso de medicamentos. Isso porque o desenvolvimento sexual precoce pode levar à estagnação do crescimento e ao aumento da quantidade de pêlos no corpo.

A acne costuma ser menos persistente em crianças e desaparece de modo gradativo em cerca de três anos. Porém, o tratamento é indispensável. O processo de formação de espinhas em crianças é similar ao dos adolescentes. “Há o entupimento de uma estrutura chamada folículo piloso, onde são gerados os pêlos, e uma conseqüente liberação do sebo para a superfície da pele”, explica a dermatologista paulista Érica Monteiro.

ESPINHAS NO BERÇO
A chamada acne neonatal afeta cerca de 30% dos recém-nascidos. Ela aparece normalmente entre a terceira e a quarta semana de vida e persiste até os seis meses. Esse tipo de acne surge em bebês com predisposição genética e é desencadeado pelos hormônios andrógenos (masculinos) que são transmitidos da mãe para a criança durante a gestação e a amamentação. Estes hormônios estimulam a produção excessiva das glândulas sebáceas. “Os hormônios maternos podem levar ao surgimento de espinhas e pequenos cravos, porém não é aconselhável espremê-los, já que são lesões leves e não deixam cicatrizes”, alerta a dermatologista Érica Monteiro. Na maioria das vezes o problema não exige nenhum tratamento, pois regride após a diminuição dos hormônios maternos no organismo do bebê. Mas, segundo a dermatologista Shirlei Borelli, em alguns casos excepcionais, que só podem ser diagnosticados por um especialista, a acne neonatal é persistente e deve ser tratada com remédios. “Podem ser usados, por exemplo, tretinoína, peróxido de benzoíla ou eritromicina tópica”, informa.

COMO TRATAR?

O tratamento da acne infantil depende das causas. Os procedimentos variam da reposição hormonal à utilização de produtos que diminuam o espessamento da pele e o excesso da produção de sebo. Incluem até o emprego de medicamentos por via oral, dependendo da gravidade do caso.

“Assim como nos adolescentes, o tratamento da acne infantil envolve limpeza e cuidado diário da pele. Além do uso de sabonetes e loções, é importante a aplicação de produtos para reduzir o aparecimento de novas lesões ou melhorar as já presentes, evitando o surgimento de manchas e cicatrizes permanentes”, recomenda a dermatologista.

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