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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Revelamos 19 verdades sobre a prisão de ventre
O tão conhecido problema de 'intestino preso' afeta 15% dos brasileiros, em geral mulheres. Mas, na maioria dos casos, a dificuldade em 'fazer o número 2' não é causada por razões médicas e sim sociais

POR GIULIANO AGMONT
FOTOS FERNANDO GARDINALI

Um em cada sete brasileiros tem dificuldade de ir ao banheiro. São quase 30 milhões sofrendo com a chamada constipação intestinal, ou simplesmente prisão de ventre. As principais vítimas (75%) são mulheres. Os números ajudam a entender por que o intestino preso é a queixa isolada mais freqüente nos consultórios do gastroenterologista.

Apesar da popularidade do assunto, ainda há muitas dúvidas até entre os atormentados pelo desajuste intestinal há anos. Muitos relatam gastar fábulas de dinheiro em dietas, laxantes e consultas, e garantem que nada funciona.

Resultado: os mitos acabam prejudicando o diagnóstico e o tratamento. As pessoas tomam laxante só porque não conseguem evacuar todo dia. "E isso é um erro", garante o cirurgião e coloproctologista Paulo José Pereira de Campos Carvalho, coordenador do Núcleo de Fisiologia Gastrintestinal do Hospital Albert Einsten (SP) e integrante do Control (Centro de Estudos das Disfunções Urinárias e de Evacuação do Hospital São Luiz, SP). "Cada um tem seu tempo de trânsito intestinal para transformar o alimento em fezes e evacuar", diz o médico. O gastroenterologista Flávio Antonio Quilici, professor da Faculdade de Ciências Mé dicas da Pontifícia Universidade Ca - tó lica de Campinas (PUCC), concorda e acrescenta. "A constipação só se caracteriza se o indivíduo evacua menos de três vezes por semana".

Além disso, há o uso indiscriminado de remédios. "Os laxantes tornam-se cada vez menos eficazes, e a pessoa passa a tomar doses mais altas, agravando o quadro", garante a professora Maria do Carmo Friche Passos, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para desmitificar o assunto, Viva Saúde consultou alguns dos principais especialistas no distúrbio. Confi- ra, a seguir, 19 revelações sobre esse incômodo que causa dores, inchaço na barriga, gases e até mau humor.

1. Não é só porque você não consegue evacuar todos os dias que sofre de prisão de ventre.
A constipação intestinal é caracterizada por uma diminuição da freqüê n - cia de evacuações acompanhada por fezes ressecadas e endurecidas. Mas só tem a doença quem vai ao banheiro menos de três vezes por semana. Uma outra boa referência para identificar se há ou não a constipação é o tipo de fezes, que normalmente precisam ser pastosas, não-fragmentadas e umedecidas. Se elas apresentarem esse aspecto, mesmo que a evacuação ocorra de três em três dias, a pessoa não deve se preocupar. Já os que vão ao banheiro diariamente e fazem o chamado "cocô de cabrito", possivelmente têm o intestino preso.

2. O intervalo entre as idas ao banheiro varia entre os sexos.
Nos homens, esse tempo é de 30 horas em média e nas mulheres, de 40 a 60 horas. Mas isso varia conforme o tamanho do intestino, a sua força de contração e a dieta alimentar de cada um. O intervalo das mulheres costuma ser maior, porque a força de contração intestinal delas é menor.

3. O 'intestino preso' é um mal que atinge mais as mulheres.
Sim. Elas têm digestão e trânsito intestinal naturalmente mais lentos, por questões hormonais. Mas o principal motivo para a diferença é cultural. Como as mulheres são educadas desde cedo a não evacuar e nem soltar gases em locais "inapropriados", muitas desenvolvem a chamada síndrome da obstrução de saída.

Se a pessoa deixa de evacuar quando o corpo pede, a vontade passa e as fezes ficam mais tempo do que deveriam no intestino grosso. O bolo fecal perde água, resseca, endurece e aí fica difícil de ser eliminado. Com o tempo, o hábito de contrair-se, mesmo antes de ter a vontade de ir ao banheiro, inibe o reflexo espontâneo de abertura do ânus e esta ação involuntária desaparece, tornando a evacuação cada vez mais difícil.

4. É preciso resgatar o reflexo natural, indo ao banheiro sempre que der vontade. Caso contrário, as dificuldades para evacuar se manterão. E pior: o esforço ao longo dos anos poderá levar à incontinência fecal na velhice.

5. Achar que nada resolve o problema de prisão de ventre é pura falta de informação. Isso vale também para os médicos. Muitos não dão a importância que deveriam ao problema e prescrevem laxantes de forma indiscriminada, agravando a situação. O efeito do laxante parece com o de uma diarréia, o que significa que, após a eliminação de tudo o que estava no intestino, é natural que o corpo precise de alguns dias para produzir novas fezes. O paciente então entra em um círculo vicioso: toma laxante, porque acha que tem o intestino preso; e fica com o intestino preso, porque toma laxante!

Por isso é fundamental que o diagnóstico seja mais preciso e as pessoas entendam que reeducar o intestino depois de anos travando a evacuação requer tempo e dedicação.

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