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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Fora do ar por alguns segundos
O desmaio assusta bastante, e não é para menos. O mal súbito é uma reação natural de defesa do organismo à falta de oxigênio no cérebro - e pode ocorrer por inúmeras razões, desde um impacto emocional até uma arritmia cardíaca ou um derrame

POR JANETE TIR

FOTOS: SÍMBOLO IMAGENSEstá tudo bem e, de repente, a pessoa literalmente apaga. Cai no chão desmaiada. Depois de alguns segundos, já começa a voltar a si e, é lógico, vai imediatamente ao médico tentar descobrir o que aconteceu para que, do nada, perdesse os sentidos. Pelo menos é isso o que deveria ser feito: todo desmaio requer atenção e precisa ser investigado.

Segundo Paulo Olzon Monteiro da Silva, chefe da disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), "a perda súbita de consciência normalmente ocorre por uma insuficiência de oxigenação no cérebro, que pode ser desencadeada por vários motivos".

A razão mais comum costuma ser um choque emocional, mas a síncope também pode estar relacionada desde a uma simples queda de pressão até arritmias cardíacas ou mesmo à presença de distúrbios e doenças mais graves e sérias (como infecções, derrames, epilepsia...).

Independentemente da causa, a rea - ção do organismo é a mesma: desmaiar é uma defesa natural. Ocorre quando o fluxo sangüíneo não consegue atingir e irrigar o cérebro de forma suficiente. Sem oxigênio para os neurônios, a pessoa começa a perder as suas capacidades cognitivas, culminando na perda parcial ou total da consciência. Após o desmaio e a queda, o sangue não precisa mais enfrentar o efeito da gravidade e, assim, caminha com facilidade das pernas para o coração e, em seguida, se direciona para a região cerebral.

Entender por que uma redução da pressão arterial ou um descontrole dos batimentos cardíacos (que fazem o sangue chegar mais devagar ao cérebro), ou porque a presença de uma lesão cerebral pode prejudicar a chegada do oxigênio aos neurônios e provocar o desmaio é mais fácil.

Mas por que, afinal, emoções fortes são capazes de derrubar algumas pessoas? De acordo com os especialistas, o mecanismo é o mesmo que faz o paciente com uma dor intensa desfalecer. Na hora, há uma descarga de adrenalina enorme e esta substância em excesso no corpo, por sua vez, provoca uma vasoconstrição. Traduzindo: as artérias diminuem a espessura e fazem o sangue chegar com dificuldade e em pouca quantidade às células cerebrais.

UMA EM CADA TRÊS PESSOAS JÁ DESMAIOU OU AINDA VAI DESMAIAR NA VIDA. QUANTO MAIS AVANÇADA A IDADE EM QUE ISSO OCORRE, MAIOR DEVERÁ SER A ATENÇÃO DISPENSADA. UM IDOSO QUE DESMAIA, POR EXEMPLO, PRECISA PROCURAR UM CARDIOLOGISTA

Só um médico é capaz de saber a diferença e a gravidade entre um desmaio e outro, mas alguns sinais podem fazer a vítima acelerar a busca por uma ajuda mais especializada.

O cardiologista Dario Ferreira, do Hospital e Maternidade São Camilo, de São Paulo, lembra uma regra básica para percebermos quando a perda de consciência pode ser um sinal de problema mais sério: se a vítima não recobrou a consciência rapidamente (após cerca de 30 a 40 segundos), é melhor procurar por socorro.

Enquanto os médicos não chegam, a dica para as pessoas que estiverem ao redor é checar as funções vitais e estancar possíveis focos de sangramento. Se o desmaiado ameaçar vomitar, ou estiver babando muito, a recomendação é virá-lo de lado para evitar um sufocamento.

AS RAZÕES PARA O DESMAIO
 ARRITMIA CARDÍACA:
o coração fica sem funcionar um tempinho ou funciona de forma errada, diminuindo o fluxo sangüíneo e reduzindo a freqüência cardíaca. Como a quantidade de oxigênio levada ao cérebro pelo sangue é baixa, ocorre a síncope. A diferença em relação aos outros desmaios é que este não vem acompanhado por sinais típicos como suor frio, palidez, visão escurecida, tonturas, náuseas... A pessoa não sente nada, simplesmente desaba no chão.

 QUEDA DE PRESSÃO: quando isso ocorre, é porque a quantidade de fluxo sangüíneo foi reduzida. A pessoa desmaia, porque o sangue não tem força suficiente para irrigar o cérebro.

 HIPOGLICEMIA: a queda dos níveis de glicose é um problema associado aos diabéticos que dependem de insulina (o hormônio responsável pela regulação da glicemia - a taxa de glicose no sangue). O cérebro é muito sensível à falta de glicose - uma situação bastante comum em portadores de diabetes. Em casos de hipoglicemia, o diabético começa a suar frio, fica meio atrapalhado e confuso e, na maioria das vezes, nem chega a desmaiar. Ao sentir o mal-estar, os endocrinologistas recomendam tomar um suco de laranja ou um copo de leite para estabilizar o nível de glicose.

 SÍNCOPE VASO-VAGAL: caracterizada pela perda de consciência e de tônus postural. É um descontrole do sistema nervoso autônomo diante de um choque emocional, um ferimento, uma cólica muito forte, a presença de labirintite e até em situações em que a pessoa permanece de pé por muito tempo. Qualquer uma destas situações desencadeia uma resposta que faz subir a freqüência cardíaca. Para contrabalançar, o organismo age de modo contrário. Só que esta reação é muito violenta e provoca uma queda brusca da pressão arterial, da freqüência cardíaca ou de ambas. Daí acontece o desmaio. Somente as pessoas que sofrem com a síncope vaso-vagal constantemente precisam ser analisadas pelo médico.

 ALCALOSE RESPIRATÓRIA: é uma situação mais comum entre mulheres e está associada a fobias e pânico. Quando alguém entra em contato com a causa de um determinado medo (por exemplo, animais, ambientes escuros ou fechados, lugares muito altos), há um descontrole da respiração. Com isso, o organismo perde muito gás carbônico e o sangue fica mais alcalino, o que pode levar a tonturas e, até mesmo, ao desmaio. Neste tipo de desmaio, a vítima chega até a cair, mas não perde a consciência totalmente: lembra de tudo o que aconteceu ou foi dito, enquanto esteve desmaiada. Recomenda-se às pessoas mais suscetíveis a esse desmaio a prática de ioga, tai chi chuan ou meditação - atividades que ajudam a lidar com as emoções negativas e ainda melhoram a respiração.

 PANCADAS NA CABEÇA: um traumatismo craniano, seguido de perda de consciência, é um evento grave e requer cuidados médicos imediatos para verificar se houve alguma lesão cerebral.





 
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