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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Sem neuras na primeira visita ao gineco
Atenção, meninas! Conhecer o corpo e suas transformações na pré-adolescência é uma atitude inteligente e saudável. E, como você irá comprovar a seguir, a consulta ao ginecologista, além de necessária a partir dos 12 anos, não é nenhum bicho-de-sete-cabeças

POR SHIRLEY SANTOS

Ao contrário do que se imagina, a primeira consulta ao ginecologista não é nenhum “bicho- de-sete-cabeças”. É preciso saber que, além de ser importante para garantir a boa saúde, a visita a este profissional é uma ótima oportunidade para poder tirar da gaveta todas aquelas dúvidas que ficam rondando a cabeça nesta idade, especialmente quando o assunto é sexualidade.

Para entender essa necessidade, é fundamental o conhecimento das transformações que ocorrem no corpo da menina no início da pré- adolescência, também chamada de puberdade. É nesta fase, entre os 12 e 15 anos, que o corpo dá os primeiros sinais de mudança que determinam a passagem de menina para mulher.

Neste período de transição, o corpo feminino ganha uma nova forma. O desenvolvimento dos seios, o aparecimento dos pêlos pubianos e a primeira menstruação anunciam que é tempo de se conhecer. É então neste momento que entra a figura do médico ginecologista, um grande aliado que irá explicar e cuidar de todas estas modificações hormonais.

Porém, muitos mitos e medos ainda são criados e cultivados neste momento, não apenas na cabeça das adolescentes, mas também na dos próprios pais (especialmente das mães), que muitas vezes associam a experiência desta primeira consulta com um estímulo ao início da vida sexual de suas filhas.

Estas idéias, segundo especialistas, dificultam ainda mais este tipo de acompanhamento médico, essencial para evitar problemas futuros de saúde nas garotas. Portanto, é importante esclarecer todas as dúvidas.

NA SALA COM O DOUTOR
O QUE ACONTECE NA PRIMEIRA CONSULTA?
É mais um “bate-papo” para que o ginecologista possa lhe conhecer melhor. Ele faz perguntas relacionadas a doenças de infância, enfermidades na família, hábitos de vida (alimentação, sono, atividades físicas etc.), primeira menstruação, presença de cólicas e a regularidade dos ciclos menstruais (se você tem menstruado todo mês, se o fluxo é pouco ou muito intenso, se dura a mesma quantidade de dias todos os meses....). É essencial sempre dizer a verdade, porque é por meio das suas respostas que o seu médico fará uma avaliação correta, indicando sempre o que for melhor para você e, conseqüentemente, para a sua saúde e bem-estar.

O QUE EU DISSER AO GINECOLOGISTA, MEUS PAIS FICARÃO SABENDO?
Pode abrir o seu coração. Esta é uma conversa que ficará apenas entre você e ele. Você tem o direito de ter a sua intimidade preservada. Para isso, existe um código de ética médica que obriga este profissional a manter sigilo absoluto sobre tudo o que é dito pelo paciente. Somente quando há alguma situação que signifique risco de morte, a família deve ser comunicada.

E SE O MÉDICO ACHAR A MINHA PERGUNTA BOBA?
Não é preciso ter medo de perguntar o que quiser, mesmo aquelas questões que lhe pareçam “bobas”. Afinal, diante de você estará alguém preparado e disposto a lhe ouvir. Esta é uma ótima oportunidade para descobrir tudo aquilo que você não perguntou e nem teve coragem de perguntar para sua mãe ou suas amigas, por alguma razão. Antes da consulta, uma dica para se lembrar de tudo o que gostaria de saber, é anotar em um papel as perguntas, sejam em relação a sexo, camisinha, menstruação, anticoncepcionais ... Se quiser, você poderá ler ou entregar a ele a sua ‘misteriosa e poderosa listinha’.

O EXAME: Será que vai doer?
Na primeira consulta, o “exame ginecológico”, quando realizado, é feito de forma distinta, respeitando sempre estas duas condições:

QUANDO A PACIENTE É VIRGEM
Após se despir, a roupa é trocada por um avental ou “bata” com abertura na frente para lhe proporcionar maior conforto. Com você deitada em posição ginecológica (com as pernas erguidas e separadas), o médico irá avaliar:
AS MAMAS: apalpa o local para verificar se existe alguma alteração. O
ABDÔMEN: observa se o volume está normal.
A VULVA: verifica alterações, observando o desenvolvimento dos pêlos pubianos, dos pequenos e grandes lábios. O exame é feito sem provocar dores.

QUANDO ELA NÃO É VIRGEM
Um exame mais minucioso é feito neste caso, podendo, às vezes, causar leves incômodos, nada que possa ser comparado com dor. Além de observar estas partes do corpo (mamas, abdômen e vulva), também é realizado o exame de toque (feito através do canal vaginal e abdômen), pelo qual o médico tem condições de avaliar problemas no útero, trompas e ovários. É também nesta ocasião que é colhido material para a realização do “papanicolau”, um exame importante e necessário para a prevenção do câncer de colo do útero.

E OS MENINOS NÃO VÃO AO MÉDICO?
Os meninos, que também passam por transformações na pré–adolescência, podem recorrer ao médico hebiatra (médico de adolescentes) ou ao urologista, especialmente quando iniciarem a atividade sexual. Estes profissionais dão orientações que, na maioria dos casos, estão especialmente relacionadas a atividade sexual, tamanho do pênis e problemas com a ejaculação.

ANTES DA CONSULTA
QUAL A MELHOR IDADE PARA IR AO GINECOLOGISTA?
Não existe uma idade certa, porém, segundo especialistas, o ideal é que a consulta seja logo no início da puberdade (pré-adolescência), para que o médico possa acompanhá-la desde cedo. A visita também é aconselhada logo após a primeira menstruação, a primeira experiência sexual ou quando há alguns incômodos: cólicas, secreção vaginal, caroços e dores nos seios, mudanças na menstruação, entre outros. É bom anotar: o adiamento da primeira consulta poderá trazer conseqüências, como o atraso no tratamento de problemas que já estejam se desenvolvendo, gravidez precoce e até o risco maior de exposição a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

E SE FICAR COM VERGONHA?
Ok! É natural que exista um certo receio, afinal, muitas garotas temem a idéia de revelar sua intimidade. Mas o ginecologista é um profissional preparado, com sensibilidade para respeitar e entender todas estas expectativas. Escolha um médico que lhe deixe à vontade. Não há razão para temores, o importante é não ter medo de se cuidar.

O QUE É MELHOR: IR A UM MÉDICO OU MÉDICA?
A palavra aqui é “confiança”. Não importa o sexo do profissional. O mais importante é buscar um médico em quem você confie e com o qual se sinta à vontade.

SOZINHA OU COM A MÃE?
Se a garota tem menos de 13 anos é aconselhável que na primeira consulta a mãe ou outro familiar a acompanhe. Muitas vezes ter alguém ao lado traz mais segurança. O médico costuma fazer perguntas que somente a mãe saberá responder, como as doenças que a menina teve na infância, por exemplo. Quando a procura pela consulta é por vontade própria (geralmente acima dos 15 anos), movida por dúvidas que surgem com o início da atividade sexual (uso de anticoncepcionais, suspeita de gravidez, nódulo nos seios, etc), o fato de não ir acompanhada faz com que o vínculo com o médico seja maior. Esta cumplicidade (médicopaciente), torna mais fácil o diálogo, fazendo com que as orientações sejam melhor compreendidas e seguidas. A decisão de ir acompanhada ou não é da paciente e deve ser respeitada para que ela se sinta confortável e não haja constrangimentos.

FONTES: SOCIEDADE PARAENSE DE PEDIATRIA E CELINA POLETTO, GINECOLOGISTA-OBSTETRA, DA CLÍNICA MULHER INTEGRAL, DE SANTA CATARINA

 





 
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