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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Verão, calor e... suor
Transpirar é normal e faz bem - manda para bem longe do nosso corpo substâncias tóxicas e umidifica a pele. Mas, quando ocorre transpiração em excesso, pode ser a gota que faltava para um vexame público. Saiba como conter este problemão

POR FRANÇOISE TERZIAN

Transpiração do bem
 
Suar é prova de que o corpo está trabalhando para evitar problemas. A transpiração umidifica a pele e serve como forma de excreção de diversas substâncias potencialmente tóxicas, como cloreto de sódio, potássio e bicarbonato. Tomar banho sempre que estiver muito suado é a melhor recomendação. Cuidado para não abusar dos sabonetes com desodorante e nem dos sprays, pois eles podem causar manchas na pele.
 

Suores suspeitos

A hiperidrose pode ser dividida em primária e secundária. A primária é a que não tem causa definida. Neste caso, o suor em excesso está principalmente relacionado a fatores emocionais. Estima-se que a hiperidrose de fundo emocional afete por volta de 0,6% da população mundial. "Ela melhora durante o sono", explica a dermatologista Juliana Kingston (RJ), membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética. Já a hiperidrose secundária, mais comum, pode estar associada à obesidade, menopausa, uso de drogas (como antidepressivos), distúrbios endocrinológicos (hipoglicemia, hipertireoidismo, etc) e disfunções neurológicas (como paraplegia e outras lesões focais do sistema nervoso central).

Quem tem predisposição à hiperidrose enfrenta problemas ainda maiores durante o verão, quando as altas temperaturas fazem com que as glândulas sudoríparas trabalhem a todo vapor. É a hiperidrose hipotalâmica ou térmica, que ocorre devido a um estímulo maior do hipotálamo, pequena região do cérebro que regula determinados processos metabólicos, incluindo a temperatura corporal. Exercícios, doenças e o calor são os principais fatores capazes de estimular o hipotálamo. "Por isso, a transpiração pode se intensificar durante o verão", explica a médica Juliana.

O resultado? Aparecimento de assaduras e fissuras nas axilas, além do surgimento de vários fungos e bactérias na pele, que podem contribuir para o aparecimento e manutenção de doenças dermatológicas como infecções piogênicas (com pus), fúngicas e dermatites de contato. Mas não pense que é só isso.

A médica Keila Rachel de Azevedo, coordenadora do ambulatório de obesidade, celulite e gordura localizada da Sociedade Brasileira de Medicina Estética do Rio de Janeiro, conta que algumas pessoas suam tanto que não conseguem nem exercer atividades rotineiras, como manipular folhas de papel ou segurar uma caneta. Músicos, por exemplo, podem ter dificuldade para tocar instrumentos como violino e piano. Outros se sentem extremamente envergonhados ao cumprimentar alguém, por conta da mão molhada de suor, ou ficam incomodados em vestir camisas claras, já que, nesses casos, as manchas de suor ficam muito evidentes - mesmo pouco tempo depois de se tomar banho. Sem falar do mau cheiro, desagradável resultado da decomposição do suor por bactérias encontradas nas axilas e nos pés.

Suor noturno
 
FOTOS: SÍMBOLO IMAGENSEmbora muita gente tenha a sensação de que suou horrores durante o sono, esse problema praticamente inexiste do ponto de vista fisiológico. Segundo os médicos, quando isso ocorre, na verdade, é preciso investigar, pois pode se tratar de um sintoma de alguma doença, como a Doença de Hodgkin, um tipo de linfoma. Outra hipótese levantada pelos especialistas é a de que a hiperidrose noturna ocorra em indivíduos com o estado emocional afetado e que estejam sofrendo de transtornos como estresse ou ansiedade, por exemplo.
 

OPERAÇÃO ENXUGA
  FOTOS: SÍMBOLO IMAGENSHá várias armas contra o suor excessivo, desde cuidados paliativos, como o uso de antitranspirantes até tratamentos invasivos, como cirurgias e a aplicação de toxina botulínica. Para a dermatologista Juliana Kingston, a primeira saída é aderir aos antiperspirantes, que bloqueiam a ação das glândulas sudoríparas, enquanto os desodorantes comuns apenas disfarçam o mau cheiro. Como vantagem, eles oferecem baixo custo e eficácia em alguns casos. Os dermatologistas também podem indicar cremes formulados com ativos, como formaldeído, permanganato de potássio e cloreto de alumínio. Eles são os mais usados - e os mais eficientes - para combater o suor excessivo. Existe também a possibilidade de fazer uso de medicamentos por via oral. Entretanto, a médica lembra que se deve levar em consideração os efeitos colaterais destes remédios, como secura na boca, diminuição da libido e tontura, entre outros. Para quem quer fugir destes efeitos colaterais, a aplicação de injeção local (axilas, mãos e pés) de toxina botulínica do tipo A é uma boa saída. "Ela apresenta excelente resposta clínica e baixa incidência de problemas como hematomas e dor durante a aplicação. Seus efeitos duram cerca de cinco meses", diz a médica Keila Rachel. Seu maior inconveniente é o alto custo. Mas, se o problema for persistente e incomodar muito, a cirurgia surge como a melhor alternativa. Acredita-se que 35% dos casos de hiperidrose acabem na mesa de cirurgia. O procedimento é caracterizado pela retirada do tecido subcutâneo com as glândulas sudoríparas e apresenta boa resposta terapêutica, desde que seja bem realizado. Para quem sofre de hiperidrose extrema, há uma cirurgia específica: a simpatectomia torácica. Ela consiste em cortar os nervos que estimulam a produção de suor em partes específicas do corpo. Alguns hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) realizam esta cirurgia e, embora seja uma boa solução, a médica Juliana Kingston alerta para o fato de que a intervenção pode ser ineficiente na cura da hiperidrose palmar e axilar e ainda trazer complicações como pneumonia e hiperidrose compensatória em outras áreas. Por isso, ela recomenda a simpatectomia apenas nos casos em que as outras opções não apresentaram resultado.
   

 

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