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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Por que não temer a quimio
O tratamento ainda é considerado o melhor para barrar o câncer e os riscos de metástase. E, graças às evoluções dos remédios, está cada vez mais eficaz e menos agressivo

POR ROSE MERCATELLI
FOTOS FERNANDO GARDINALI
PRODUÇÃO LUANA PRADE

A boa notícia é que uma nova categoria de remédios já permite uma estratégia mais precisa de combate. Conhecidos como drogas inteligentes ou anticorpos monoclonais, esses medicamentos não tentam barrar a conseqüência do câncer (a multiplicação celular) e sim disparar tiros mais certeiros, diretamente na proteína ou enzima ou gene que está causando o descontrole celular (o tumor).

Um exemplo de como esses novos 'soldados' atuam é o Herceptin, indicado para o tratamento do câncer mamário. Ele atua especificamente contra o gene HER-2, que, agora se sabe, provoca uma multiplicação mais rápida e agressiva das células doentes e responde por 30% dos tumores malignos de mama.

COMO O PACIENTE PODE COLABORAR?

Quem é submetido à quimioterapia pode ajudar seu organismo a resistir melhor aos efeitos colaterais. Veja as orientações do oncologista Pedro Navarro, do Hospital e Maternidade São Camilo, de São Paulo:
 É importante estar bem alimentado para melhorar a reação aos efeitos colaterais e diminuir o risco de contrair infecções. Portanto, mais do que nunca, uma dieta saudável é fundamental.
 Para evitar náuseas e vômitos após as aplicações, procure antes fazer refeições com a comida na temperatura ambiente ou fria.
 Evite frituras, coma devagar e várias vezes ao dia em pequenas porções para não sobrecarregar o trabalho de seu aparelho digestivo.
 Meça sempre a temperatura e, em caso de febre, avise imediatamente o médico antes de se submeter à sessão de quimioterapia.
 Cuidado com pequenos ferimentos. Caso ocorram, lave bem a área com água e sabão e proteja o local com um curativo. É importante também avisar seu médico.
 Só use outro medicamento mediante orientação do oncologista responsável pelo tratamento.

O melhor para o paciente

A indicação de quais serão as melhores drogas a serem usadas e do tipo de quimioterapia a ser adotado é tarefa complexa que depende de vários fatores como característica do tumor (se tem crescimento mais rápido ou mais lento, se é pequeno ou grande) e do tempo em que o câncer está no organismo. "A duração da quimio varia de acordo com o objetivo. Se funcionará como paliativo, apenas para melhorar a qualidade de sobrevida do paciente, ela deverá ser administrada indefinitivamente. Nos casos em que a quimioterapia é utilizada para impedir uma metástase com um risco calculado de seis meses, por exemplo, o tratamento deverá durar o mesmo tempo", avalia a oncologista Célia Tosello, do IBCC.

A escolha dos medicamentos também dependerá dos efeitos secundários que provocam no organismo. Além de atuar melhor nesse ou naquele tipo de tumor, cada quimioterápico também tem uma habilidade específica para atingir determinados tipos de células normais, de várias regiões do corpo. Dessa maneira, existem drogas que atacam tumores, mas, em compensação, podem atingir as fibras do músculo cardíaco, provocando uma cardiopatia. Outros afetam as células renais, aumentando as chances de distúrbios nos rins. Alguns quimioterápicos também atacam o sangue e podem desencadear de anemia severa a queda de resistência e sangramentos.

Por todos esses fatores, a quimioterapia para ser eficaz e oferecer o mínimo de riscos e efeitos colaterais para o paciente deve ser cuidadosamente estudada pelo especialista antes de sua indicação.

RADIOTERAPIA TAMBÉM É CAPAZ DE COMBATER O CÂNCER?
Sim. Afinal, trata-se de um tratamento que utiliza radiações ionizantes para destruir células cancerígenas. A radiação provoca um dano no DNA das células do tumor, evitando assim que elas cresçam e se reproduzam de forma acelerada e anormal. A quantidade de sessões, de radiação utilizada e do tempo de exposição é determinada pelo tipo e tamanho do tumor. É indicada para combater tumores sólidos, mas também é utilizada para o tratamento de leucemias e linfomas. Pode ser indicado como terapia isolada ou combinada com outras, como a cirurgia e/ou quimioterapia.

EFEITOS COLATERAIS

Mesmo os quimioterápicos mais modernos não estão isentos de causar sintomas indesejáveis. Os efeitos tóxicos mais importantes são:
Leucopenia: é a redução do número de glóbulos brancos do sangue, o que pode levar a uma queda na resistência e, conseqüentemente, a um maior número de infecções.
Plaquetopenia: redução do número de plaquetas. Como essas células do sangue entram no mecanismo de coagulação, poderão acontecer sangramentos.
Anemia: significa a redução dos glóbulos vermelhos do sangue. Raramente requer transfusão, pois essa queda não é tão importante quanto a dos glóbulos brancos.
Alopecia: é a queda de cabelo. Como o fio cresce devido à multiplicação celular que ocorre em sua raiz, é natural que, sob o efeito da quimioterapia, o cabelo pare de crescer e comece a cair. Quando o tratamento se encerra, os fios voltam a crescer novamente.
Mucosite: a quimioterapia pode reduzir a espessura da mucosa o que gera inflamação e uma eventual formação de pequenas ulcerações. É comum o surgimento de uma infecção oportunista causada por um fungo conhecido como Candida albicans ou sapinho.
Náuseas e vômitos: ocorre pela ação do medicamento sobre áreas específicas do sistema nervoso.

OBJETIVOS DIFERENCIADOS

A quimioterapia pode ser ministrada isoladamente (monoquimioterapia) ou com vários medicamentos combinados (poliquimioterapia). Esta forma é a que apresenta resultados mais eficazes, pois consegue uma maior resposta a cada aplicação, diminui o risco de resistência às drogas e consegue atingir as células em diferentes fases do seu ciclo de divisão. Além disso, o tratamento pode ser feito em conjunto com a radioterapia (que utiliza radiações ionizantes para destruir as células cancerosas) e/ou a cirurgia, dependendo do tipo de tumor, localização e estágio da doença. De acordo com a finalidade do tratamento, a quimio pode ser classificada como:

CURATIVA - quando há a erradicação total do tumor.
ADJUVANTE - utilizada depois da cirurgia, como forma de prevenção de metástases.
NEOADJUVANTE OU PRÉVIA - administrada antes da cirurgia, esse tratamento visa a redução parcial do tumor, preparando a área para o procedimento cirúrgico e/ou radioterápico.
PALIATIVA - não se destina à cura do tumor propriamente dito, mas tem como objetivo melhorar a qualidade da sobrevida do paciente com câncer.

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