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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Pára-quedas de cabelos
É normal a mulher perder alguns fios diariamente. Mas fique atenta se esse número aumentar demais: pode ser indício de calvície feminina, um problema de saúde que também mexe com a auto-estima. Veja como deter esse processo

POR HELOÍSA NORONHA

Foto: Símbolo ImagensPara os homens o problema é chatinho, mas, de certa forma, previsível e aceitável. A calvície masculina tem até um hino que 'conforta' aqueles que já perderam os fios: "é dos carecas que elas gostam mais..." Para as mulheres, no entanto, trata-se de um incômodo terrível, capaz de causar um imenso impacto na aparência e na percepção de si mesma - afinal, os cabelos femininos sempre foram sinônimo de sensualidade e beleza. Hoje, felizmente, já existem loções, medicamentos orais, injeções e tratamentos à base de corrente elétrica que ajudam a combater a queda acentuada.

Nos homens, a perda aparece de forma clara, geralmente na parte frontal da cabeça (as famosas 'entradas'); nas mulheres o distúrbio surge de maneira mais difusa. Para diagnosticar a origem, é preciso fazer exames clínicos e laboratoriais, além do tricograma, um processo bem específico de análise dos fios. "É hábito solicitar também uma biópsia do couro cabeludo, que retira de quatro a seis milímetros da área afetada", conta Francisco Le Voci (SP), dermatologista do Hospital Albert Einstein.

Principais causas
São dois os tipos mais freqüentes de calvície feminina. O principal é a alopecia androgênica, de origem genética e que provoca a perda lenta e gradual dos fios a partir da linha que reparte o cabelo ao meio. Eles vão se tornando mais finos e menos numerosos. Muitas vezes é o cabeleireiro quem nota a falha. "A doença é herdada da avó, da mãe ou das tias e costuma surgir entre os 15 e 20 anos de idade", afirma o tricologista Valcenir Bedin (SP).

As pessoas predipostas a ficar calvas são mais sensíveis à ação dos hormônios masculinos (os andrógenos), que fazem os fios nascerem cada vez mais finos. Tanto homens quanto mulheres podem herdar receptores desses hormônios, que ficam nas raízes da parte de cima da cabeça. "Ou seja, a moça com tendência à calvície absorve mais hormônios do que as outras", sentencia Bedin.

A evolução da queda é lenta, mas se torna mais intensa se houver alteração hormonal, como a que ocorre em um quadro de síndrome dos ovários policísticos. Em certas mulheres, a alopecia só se manifesta após a menopausa, quando cessa a produção de hormônios femininos. Dificilmente fica-se careca por completo, embora isso possa acontecer em casos mais graves.

A outra ocorrência comum de calvície é chamada de eflúvio telógeno, que significa a queda acelerada e temporária dos fios. Em geral, é decorrente de traumas emocionais. Porém, é provável que também esteja associada a infecções, doenças da tireóide e dermatite seborréica (conhecida por caspa).

'Fórmulas mágicas' adiam consulta médica
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Laboratório Galderma envolvendo pacientes e dermatologistas, a primeira atitude de uma pessoa ao perceber a queda é recorrer - erroneamente - à automedicação. Em busca de um 'pára-quedas', aplicam-se loções e xampus específicos no couro cabeludo. Alguns pacientes demonstram vulnerabilidade às soluções 'mágicas', sem muita eficácia e baixa credibilidade. E só depois de tentarem de tudo, sozinhos, é que decidem procurar ajuda médica. Apesar da vaidade e do fato de considerarem a calvície preocupante, as mulheres costumam demorar meses e até anos, por medo ou vergonha, para ir ao consultório. Já os homens buscam auxílio em uma semana.

O tratamento da calvície feminina combina drogas tópicas e orais. Os medicamentos mais usados são: o minoxidil; o 17-alfa-estradiol - uma espécie de progesterona, o hormônio masculino; o hairactive, a auxina tricógena e a tiolisina complex. "Eles podem cessar o processo e até melhorar o aspecto geral dos fios, principalmente pelo seu engrossamento", diz a dermatologista Denise Steiner (SP).

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