Embutidos, é possível consumir sem culpas Práticos e saborosos, os embutidos estão na mesa da maioria dos lares brasileiros. Mas seu consumo exagerado pode ter efeitos negativos no organismo. Falamos com especialistas para saber como, quando e quanto é possível consumi-los. Sem culpa
Por Fernanda de Almeida / Fotos: Danilo Tanaka / Produção: Janaina Resende
Para quem tem pouco tempo, os alimentos embutidos são uma solução rápida e prática. Embora facilitem o dia a dia, é preciso consumi-los com parcimônia, para que eles não afetem o organismo com seus aditivos químicos e alto teor de gordura e sal. Os embutidos mais consumidos pelos brasileiros são a linguiça e a salsicha, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E o consumo de embutidos aumentou de 1,78% para 2,2% de 2008 para 2009 — dados mais recentes. O consumo da linguiça aumentou de 38,89% em 1999 para 50,9% em 2009, um aumento de quase 12% em 10 anos.
De maneira geral, nos embutidos podem ser incluídos componentes distintos como carnes suínas, bovinas e de aves, mistura de cura (sal comum, açúcares, fosfatos, nitritos e nitratos), condimentos (glutamato monossódico, alho, cebola, e especiarias como pimentas, cravo, gengibre, noz-moscada, cominho e mostarda em pó), enchedores (farinha de trigo, cevada, arroz e amido — produtos ricos em amidos, mas pobres em proteína, portanto, aumentam a capacidade de retenção de água, mas têm escassa capacidade emulsionante), ligadores (leite em pó ou produtos derivados da soja, como farinhas, triturados, proteína texturizada, concentrada e isolada de soja) e também são utilizados moldes metálicos ou tripas artificiais (colágeno reconstituído, celulose ou sintéticas) ou naturais (provenientes de bovinos, suínos ou ovinos). A finalidade é dar uma forma a esses produtos.

“As carnes passam por diversos processos e recebem uma série de ingredientes para conservação. Como resultado, obtém-se um produto com grandes quantidades de gorduras e sal. São altamente prejudiciais para o sistema cardiovascular, aumentando o risco de hipertensão, e ainda contribuem para o ganho de peso”, alerta Mariana Pizzoccaro, nutricionista da Grani Amici (Jundiaí - SP). Mas segundo uma pesquisa realizada pela Escola de Saúde Pública de Harvard que analisou diversas partes do mundo e envolveu mais de 1 milhão de pessoas, o consumo de embutidos pode estar relacionado a casos de câncer de intestino.
Os pesquisadores concluíram que 50 g diários de alimentos, tais como o bacon, a salsicha e o presunto são capazes de aumentar o risco de problemas crônicos, como os cardíacos, em 42% e de diabetes tipo 2 em 19%.
"As carnes passam por processos e recebem ingredientes para conservação"
Tabela de valores nutricionais
A seguir listamos os valores nutricionais dos principais embutidos consumidos, mostrando a partir do menos para o mais calórico
Presunto
100 g
Calorias - 147,0 kcal
Proteínas -22,2 g
Carboidratos - 0,042 g
Gorduras - 5,71 g
Porção 1 fatia (20 g)
Calorias - 29,4 kcal
Proteínas - 4,44 g
Carboidratos - 0,008 g
Gorduras - 1,14 g |
Mortadela
100 g
Calorias - 313,0 kcal
Proteínas- 16,4 g
Carboidratos - 3,06 g
Gorduras - 25,4 g
Porção 1 fatia (30 g)
Calorias - 93,9 kcal
Proteínas - 4,35 g
Carboidratos - 0,92 g
Gorduras - 7,62 g |
Peito de peru
100 g
Calorias - 93,1 kcal
Proteínas - 21,76 g
Carboidratos - 0 g
Gorduras - 0,61 g
Porção 1 fatia (20 g)
Calorias - 18,62 kcal
Proteínas - 4,35 g
Carboidratos - 0 g
Gorduras - 0,12 g |
Salame
100 g
Calorias - 252,0 kcal
Proteínas - 14,6 g
Carboidratos - 2,47g
Gorduras - 20,0 g
Porção 1 fatia (6,5 g)
Calorias - 16,38 kcal
Proteínas - 0,95 g
Carboidratos - 0,16 g
Gorduras - 1,3 g |
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