Eles têm a força Açaí, batata, castanha... Descubra o que cada um deles tem de especial e como podem fornecer energia extra para o organismo
Por: Ivonete Luciro / ilustração: Tato Araujo
Carro tem um bom desempenho se o combustível for bom. Gasolina e álcool ruim fazem com que rodem por menos tempo, reclamem na subida. Com o nosso organismo também funciona assim. Dê a ele um monte de junkfood e, no final do dia, acabou toda a energia de que precisava para fazer suas atividades. Além de uma dieta certinha, que inclua muitas frutas, verduras e cereais integrais, você pode fazer algumas escolhas que darão um pique extra.
“O ideal é que a dieta contenha todos os grupos alimentares. As proporções são muito individuais, mas devem girar em torno de 55% de carboidratos, 25% de proteínas e 20% de gorduras”, diz a nutricionista funcional Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional (SP). “Os carboidratos devem estar em maior proporção se o objetivo for obter energia, muito embora ela também seja fornecida pelas proteínas e gorduras boas”, completa.
Nem é preciso tomar energéticos para ficar pilhado. “w”, garante a nutricionista Inty Davidson (SP). “Mas é importante lembrar que há outros fatores que também têm influência sobre a energia como o sono, o estresse, o sedentarismo, o fumo e o consumo de bebidas alcoólicas”, lembra.
Embora os alimentos certos se encarreguem de manter o pique, nem todo alimento é fonte de energia. Pelo contrário, fazem a bola baixar. Sabe aquela sensação que temos após comer uma feijoada? Ou logo após um churrasco? “Alguns alimentos apresentam esse efeito porque têm a digestão muito lenta e trabalhosa para o organismo”, diz Inty. É o caso das gorduras de origem animal e as carnes vermelhas, por exemplo. Elas fazem com que o corpo gaste muita energia para transformá-las em uma forma que possa ser absorvida pelo organismo (ácidos graxos e aminoácidos).
A cafeína e o açúcar também são sugadores de energia. “Pode parecer contraditório, mas, em excesso, essas substâncias causam um efeito rebote no organismo”, explica a nutricionista Cristina Martins, da Clínica Sara Bragança (RJ). Ou seja, provocam um período de grande agitação e estado de alerta, e, ao serem eliminados, o organismo sofre uma queda brusca de energia. Para evitar esse descompasso e apresentar opções mais saudáveis de energéticos naturais, as nutricionistas consultadas pela VivaSaúde elaboraram uma lista dos alimentos que farão você passar o dia todo animado e pronto para enfrentar o que vem pela frente. Confira!
CÉREBRO AFIADO COM COCO: a polpa é rica em lipídios (gordura), fonte de energia. A vantagem do óleo de coco é que sua gordura é composta por ácidos graxos de cadeia longa, aproveitados para a produção de energia.
Ponto forte: atua sobre o cérebro e tem substâncias que aumentam o fluxo de sangue local, melhorando seu desempenho. Mas não abuse de seu consumo. Três vezes por semana bastam. No caso do óleo use-o em cápsulas ou no tempero de saladas. Valor calórico: um pedaço (unidade) com 7 g contém 9,17 kcal. |
"Só a alimentação dá conta de suprir o organismo com macro e micronutrientes e toda a força de que ele precisa"
BANANA, PIQUE CONCENTRADO: a fruta melhora o estado geral do organismo. uma pesquisa publicada no jornal Mind, da universidade de oxford (gb), mostrou que os idosos que sofrem de depressão sentem-se melhor depois de comê-la. Isso graças ao triptofano, um tipo de proteína que é convertida em serotonina, o neurotransmissor que melhora o humor. rica em ferro, estimula a produção de hemoglobina no sangue e ajuda em casos de anemia. quando é seca (passa), traz mais energia, assim como todas as frutas-passas: os nutrientes aparecem de forma mais concentrada.
Ponto forte: contém três açúcares naturais: glicose, frutose e o amido, todos fornecedores de energia. pesquisas científicas mostram que duas bananas são suficientes para prover energia para um exercício físico intenso de 90 minutos de duração.
Valor calórico: uma unidade de banana prata (40 g) possui 39,40 kcal. |
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