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Edição 119 | EXPEDIENTE
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Menos estresse
  Fim de ano no trapézio: com menos estresse
Mil compromissos, trânsito, filas e toda a expectativa com o fechamento de mais um ciclo elevam os níveis de ansiedade e nervosismo. Mas acredite: se fizer um esforço, é possível começar o ano com muito mais saúde e alegria

Por Rita Trevisan e Thaís Macena Ilustração Melissa Lagoa

A perspectiva do final do ano move boa parte das pessoas em direção a alguns poucos objetivos: preparar a ceia e a casa para receber os amigos, planejar a viagem de férias, comprar presentes e participar de inúmeros compromissos sociais. A vida cotidiana, que já é corrida, vira um verdadeiro caos. Para se ter uma ideia, segundo pesquisa da International Stress Management Association (ISMA Brasil), experimenta-se um aumento de até 75% no nível de estresse no período que antecede as festas. O estudo foi feito em Porto Alegre (RS), com 678 pessoas na faixa etária de 25 a 55 anos.

Os resultados apontam para o que a maioria das pessoas sente na pele nesse período. Não bastasse o acúmulo de obrigações, essa também costuma ser uma fase de maior cobrança nas escolas e nos ambientes profissionais. "O estresse de fim de ano afeta desde as crianças e jovens por causa das provas, notas e atividades de recuperação, até os mais velhos que, em geral, estão sobrecarregados no trabalho. Isso porque muitas empresas fazem um balanço nesse período e algumas dão férias coletivas. Porém, para descansar alguns poucos dias em casa, é preciso trabalhar dobrado antes", observa o psicólogo clínico Armando Ribeiro das Neves Neto, professor e supervisor do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq-FMUSP).

A época também coincide com uma espécie de balanço pessoal, em que as pessoas costumam reavaliar metas, para descobrir o quanto avançaram em relação às suas realizações, dentro e fora do trabalho. "Sempre que um ano está terminando, é comum pararmos para refletir sobre o que fizemos ou deixamos de fazer. E é essa avaliação o que nos faz sentir mais ou menos pressionados, mais ou menos tristes ou melancólicos.

O final de ano também traz consigo a memória de outros finais de ano das nossas vidas, e, dependendo de como ela é atualmente, podemos sentir falta ou saudade dos bons tempos passados, seja com a família ou com amigos", diz a psicóloga Olga Tessari, autora do livro Dirija sua vida sem medo (Editora Letras Jurídicas). É a fase em que muitos se pegam nas perdas e nas frustrações, sem avaliar devidamente os ganhos ou mesmo o esforço feito. É o tempo de dizer: "Este é o primeiro Natal sem meu pai" ou "Mais um ano sem uma promoção no trabalho". Por outro lado, há uma certa cobrança para que, nos encontros da família, todos pareçam felizes e radiantes, o que evidentemente gera um certo nível de estresse em quem não está se sentindo 100% satisfeito consigo mesmo.

Não se leve tão a sério
Avalie se você não está se expondo a uma autocobrança excessiva e se não está focando apenas naquilo que não conseguiu realizar. "A personalidade é um fator-chave para deflagrar a reação ao estresse. Isso explica por que duas pessoas, expostas à mesma situação estressante, reagem de maneiras completamente diversas. Pensamentos pessimistas e intolerantes consigo mesmo são alguns dos aspectos emocionais que potencializam o problema em nossas vidas. Quem tem esses traços mais marcantes em sua personalidade, em geral, tem a clareza mental afetada, a ponto de não conseguir discernir entre problemas pequenos e solucionáveis e grandes problemas insolúveis", alerta o psicólogo Neves Neto. Reflita a respeito do que incomoda, tente identificar padrões de pensamentos distorcidos, negativos e irreais. Lembre-se sempre de não focar apenas no que não deu certo, mas também nos seus avanços, por menores que tenham sido. Em geral, a sensação de que fez o melhor que poderia ter feito, em determinada situação e com os recursos que tinha à mão, apazigua e conforta.

 

Chore, se precisar
Se em alguns momentos você sentir o coração apertado, por causa da ansiedade, da tensão ou da tristeza, permita-se chorar. "O choro alivia muito o estresse. Só não vale alimentar essa melancolia e frustração, relembrando situações que não vão voltar mais ou culpando-se. Aproveite a virada do ano para estabelecer novas metas e pensar em como pode ser mais feliz a cada dia, daqui em diante", sugere Olga.

 

 

 

Vá de floral
"O floral silifocum ajuda a organizar as ideias, permitido pensar com mais clareza e se organizar bem, mesmo no tumulto. Ele melhora a concentração, a memória e ajuda a manter o foco. Outro floral para os momentos de muita agitação é o digestorium, que ajuda a lidar com as situações desgastantes, controlando o nível de nervosismo e reduzindo os sintomas do estresse. Para sentir os benefícios, dê quatro borrifadas no interior da boca, três vezes ao dia, até se sentir mais relaxado ou durante período agitado", explica Gisele Herzeg, terapeuta floral.


Malabares de sonhos
Aproveite o fim de ano e defina novos objetivos para os próximos meses, pensando naquilo que realmente será capaz de lhe trazer satisfação e alegria. "Seja realista e defina atividades que poderá concretizar no prazo estabelecido, defina uma data para cada meta e quanto precisa juntar para chegar ao seu objetivo. Não estabeleça muitas metas, poucos objetivos ajudam você a manter o foco", ensina Barbosa. Também é o momento de compartilhar seus sonhos com aqueles que você ama. "Definam pelo menos um objetivo em comum, escrevam esse objetivo e deixem-no visível para todos. Discutam sobre que atividades devem ser feitas, por quem e quando, para que o objetivo seja atingido. Agendem encontros de lazer e bate-papo, para novamente discutir e revisar os passos desse projeto", diz Barbosa. Assim, você desfoca a atenção do que não foi feito até aqui e se prepara para o melhor, que ainda está por vir.

 

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