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Edição 119 | EXPEDIENTE
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  Água de beber
Inodora, incolor e insípida, a água é também medicinal. Descubra se é realmente necessário consumir dois litros diários, conheça os diversos tipos e qualidades disponíveis no mercado, aprenda a melhor maneira de armazenar e entenda o que dizem os rótulos

por Fernanda de Almeida

Você toma pelo menos 2 L de água por dia? Se sua resposta foi não, fique tranquilo, talvez você realmente não precise de toda essa quantidade diária. Pelo menos foi isso que revelou um estudo recente publicado pelo site do Jornal de Medicina Britânico. Segundo a pesquisadora Margaret McCartney, ingerir a bebida quando não se está com sede pode trazer uma série de prejuízos ao corpo, como explica o gastroenterologista Ricardo Portieri, do Hospital Bandeirantes (SP): "O consumo excessivo de água pode levar à baixa concentração de sódio no sangue, chamada de hiponatremia, ou à sobrecarga renal".

O clínico geral Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concorda: "Ninguém precisa ficar atento à quantidade de ar que respira. Com a água devemos ter a mesma relação. O corpo pede quando sente necessidade; é para isso que sentimos a sede, para satisfazer uma necessidade momentânea e repor os líquidos que perdemos na urina e no suor, por exemplo". Definir uma quantidade de água a ser ingerida por dia é equivocado, já que isso varia de acordo com idade, sexo, peso, atividade física, clima e até mesmo a genética de cada um.

Boa para beber

Existem basicamente três tipos de água comercializados e que podemos consumir: a mineral, que é subterrânea; a purificada de sais, famosa água da torneira, que é tratada artificialmente, não sendo necessariamente de origem subterrânea; e a natural, que é captada da mesma forma que a mineral, mas que não possui suas propriedades. "A diferença entre a água mineral e a natural é que a primeira tem certos elementos, teores de sais minerais, que lhe dão uma qualidade terapêutica e medicamentosa, o que não ocorre com as águas comuns. E a diferença entre a água mineral e a da torneira é que a última não tem função terapêutica específica, porém possui os mesmos eletrólitos como o sódio, cálcio e potássio", define Portieri.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem regras definidas para o transporte e o comércio de água. Os veículos devem estar limpos e cobertos para evitar a luz ou a umidade da chuva. Os locais de armazenamento e comércio também devem estar limpos, secos e ventilados, com temperatura adequada e protegidos da incidência da luz, principalmente solar. Portieri explica que "a luz solar contribui para a excessiva proliferação de algas na água. Em excesso, esses organismos podem alterar a cor e o gosto do líquido e até mesmo causar problemas de saúde como mal-estar, febre, vômitos e diarreias".

Refresca e faz bem

Todos os seres vivos podem e devem tomar água, pois o corpo humano é composto por 70% desse líquido. "Repo-lo por meio da água potável - que podemos beber - ou de alimentos é fundamental para a manutenção do volume de líquido corpóreo, controle da temperatura corporal, transporte de nutrientes pelo corpo, digesagua tão de alimentos e eliminação de substâncias não utilizadas. Uma pessoa sobrevive sem se alimentar por muitos dias, mas sem hidratação pode morrer em poucos dias", afirma Camila Torreglosa, nutricionista do Hospital do Coração (HCor - SP).

A diferença entre a água mineral e a da torneira é que a última não tem função terapêutica específica, porém possui os mesmos eletrólitos como o sódio, cálcio e potássio

Talvez você já tenha reparado que existe uma infinidade de opções de tipos de água nas prateleiras de supermercado. Segundo Camila, todas as águas possuem pH neutro e contêm minerais (flúor, cálcio, cloro, enxofre, ferro, magnésio, manganês, potássio e sódio) e oligoelementos (cádmio, cromo, cobre, chumbo, mercúrio, selênio). "Isto vai depender muito de sua origem na natureza, já que os elementos que encontramos na água são, em sua maioria, provenientes de recursos naturais comum nas rochas e sedimentos subterrâneos. Um fator fundamental para a saúde é comparar e escolher a água cujo rótulo indica baixa quantidade de sódio por litro", sugere a nutricionista.

O que os olhos não veem...

O corpo sente. Pelo menos quando o assunto é água potável. Há anos pesquisadores observam as substâncias contidas nas águas que ingerimos (natural, mineral ou da torneira), a fim de entender se há relação desses compostos com problemas de saúde.

Um deles é Wilson Jardim, químico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp): "Existe uma série de substâncias que encontramos na água em pequenas quantidades e que, segundo a legislação atual brasileira, não são proibidas. Ainda não sabemos ao certo quais as consequências do consumo desses componentes a longo prazo, mas já há dados concretos mostrando que eles afetam comunidades aquáticas", explica.

Nos testes já realizados, foram encontrados hormônios sintéticos e naturais, fármacos, resquícios de produtos de higiene pessoal, antibióticos, fragrâncias, detergentes, entre outros elementos. Isso tudo nas águas potáveis disponíveis, ou seja, não estamos seguros quanto à qualidade do que ingerimos. E, pelo menos até agora, não há nada que o cidadão possa fazer para ter uma água melhor.

"Tem sido cada vez mais comum o diagnóstico de inflamação de tireoide, por exemplo. O que era um problema essencialmente feminino tem afetado um número crescente de homens. Alguns estudos relacionam o aumento desse mal ao excesso de iodo - cujo consumo cresceu drasticamente nos hábitos alimentares dos humanos. Alguns pesquisadores relacionam o iodo em excesso à água da torneira, que contém um valor elevado dessa substância", explica o clínico geral Paulo Olzon. Para Jardim, o Ministério da Saúde precisa investir em pesquisas e certificar a qualidade da água que os brasileiros bebem. "A legislação vigente é antiga, e precisa ser revista", conclui o especialista.

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