Revista Viva Saúde  
alguns ciencia comer dicas dor editorial existe nutrição saude tratamento
 
 
Edição 119 | EXPEDIENTE
Viver Bem / Home

  Corra mais e melhor
Aprenda o que comer, quais os treinos ideais e os cuidados que deve tomar para estar preparado para corridas de rua de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km

Por Fernanda de Almeida
 

Cada vez mais a corrida de rua ganha adeptos. Depois de algum tempo treinando, a maioria se inscreve para participar de competições com distâncias de 5 km, 10 km, 21 km ou 42 km. Se você é um deles, antes de calçar o tênis e sair por aí dando suas passadas, vale a pena checar as dicas de especialistas para se preparar corretamente e melhorar seu rendimento.

Quando praticada com cuidado, a corrida é um excelente exercício. “Ajuda a regular a pressão arterial, especialmente em alguns pacientes hipertensos. Reduz a glicemia, taxa de açúcar no sangue, importante no controle do diabetes. Diminui o nível do mau colesterol (LDL) e principalmente a elevação do bom colesterol (HDL), importantes para a redução do risco cardiovascular. Evita a incidência de doenças ligadas ao sedentarismo, desde osteoarticulares até cardiovasculares, como a angina e o infarto do miocárdio. Reduz peso, prevenindo doenças que aparecem com a obesidade, como a hipertensão arterial e o diabetes”, diz o cardiologista Marcelo Cantarelli, da Angiocardio, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia Intervencionista (SP).

Para obter todos esses benefícios, um treinamento adequado para o seu objetivo é fundamental. “Quando você fortalece os músculos, evita lesões, reforçando tornozelo, joelhos e quadril, e ganha mais segurança para melhorar o rendimento nas provas”, afirma Bianca Vilela, personal trainner e proprietária da Academia Vitta (SP). Além disso, os treinos melhoram a autoestima, pois o competidor sabe que está preparado para completar a prova, o que dá motivação para continuar os treinamentos.

Avaliação médica
Os exames de avaliação física são fundamentais e obrigatórios. É é só através deles que se pode constatar se a pessoa tem alguma condição clínica ou patologia que contraindique a prática do exercício.

Além disso, a avaliação pode determinar quais os cuidados e orientações que a pessoa deverá ter antes de iniciar a prática de exercícios. “Na maioria das vezes, as intercorrências médicas graves durante a atividade física são causadas por doenças cardiovasculares não diagnosticadas e tratadas previamente”, alerta Cantarelli.

Também é importante fazer uma avaliação nutricional. “Os principais exames são o hemograma, o de composição corporal, de dosagem de nutrientes e minerais e glicemia”, orienta Daniela Jobst, nutricionista da Clínica Nutri Jobst (SP).

 

Cada uma das distâncias das competições — 5 km, 10 km, 21 km e 42 km — exige uma velocidade e resistência diferentes. Nas corridas mais curtas, a velocidade deve ser aprimorada, e nas longas há necessidade de trabalhar mais a resistência

 

Para cada distância, um treinamento
Cada uma das distâncias das competições — 5 km, 10 km, 21 km e 42 km — exige uma velocidade e resistência diferentes. Nas corridas mais curtas, a velocidade deve ser aprimorada, e nas longas há necessidade de trabalhar mais a resistência. Por isso, o treinamento para elas deve funcionar de maneiras distintas. A personal Bianca explica que “nas corridas de longa distância o desgaste físico é maior e exige mais dos músculos, por isso, esses atletas devem fazer um trabalho mais forte de musculação”. O tempo de preparo também varia muito. “Em média, alguém que está se preparando para correr 5 km e 10 km demora cerca de três meses de treino até conseguir completar essa distância. Quem se prepara para os 21 km, demora cerca de seis meses. E para a maratona, o treino costuma durar um ano”, conta Luis Tavares, personal trainner que coordena um grupo de corrida denominado Equipe de Corredores Tavares (SP).

Ao fazer um treinamento errado, o atleta corre o risco de sofrer o chamado overtraining, que é o excesso de treinos. “Uma pessoa que está exagerando pode apresentar sintomas depressivos, ficando doente com frequência por causa de sua baixa imunidade. Pode também ter fraturas por estresse, distúrbios alimentares e, no caso das mulheres, menstruais, além da queda de performance, apesar de estar treinando cada dia mais”, afirma Mauro Dinato, ortopedista e médico do Esporte, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

“Comumente as pessoas podem apresentar irritabilidade, depressão, falta de vontade para treinar, insônia, falta de apetite, cansaço, contusões, resfriados frequentes, cefaleias, sensação de perda de força física, tremores principalmente nas mãos, sede e ansiedade”, complementa o cardiologista Cantarelli.

Cuidados nutricionais garantem desempenho
Alimentar-se adequadamente traz benefícios para qualquer atividade física, inclusive a corrida. Uma dieta balanceada, que supre todas as necessidades do organismo, pode ajudar no desempenho e no resultado final, como perder gordura, definir músculos e aumentar o rendimento no esporte.

Os alimentos que não podem faltar antes e depois do treino são os carboidratos, pois são combustíveis para a atividade física, além de prevenirem a queima da massa muscular (arroz, batata e massa são ótimas opções por serem facilmente digeríveis). A proteína também é importante, pois age na recuperação do músculo. “Fique atento, porque se comer apenas alimentos com proteínas, deixando de lado os carboidratos, o organismo desvia nosso metabolismo para outras queimas, principalmente da massa magra e não gorda, aumentando o risco de lesão e overtraining”, orienta Daniela.

Se a alimentação do atleta estiver muito desbalanceada, o ideal é que ele procure um nutricionista e inicie a dieta equilibrada pelo menos duas semanas antes do início da prática, para que os resultados apareçam.

 

Correr sozinho ou em grupo?
Não existe um consenso sobre os benefícios de correr sozinho ou em grupo. A escolha depende da opinião do corredor. “A corrida em grupo funciona bem. Procuro agrupar as pessoas que tenham um mesmo ritmo de treino, evitando que o atleta corra mais forte do que esteja preparado só para poder acompanhar seu colega”, fala o personal Tavares. Já quem treina sozinho diz se concentrar melhor sem outras pessoas. Se essa for a sua opção, conte com um educador físico, principalmente se o objetivo é atingir uma meta que não se tentou anteriormente.

 

PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | Próxima >>



 
Viva Saúde :: 19/02/13
Exercícios que todo homem deveria fazer
 
Viva Saúde :: 30/01/13
Idosos + Fisioterapia = Saúde
 
Viva Saúde :: 19/02/13
Saia da rotina e turbine a memória
 

 
Viva Saúde :: Clínica Geral :: ed 79 - 2009
25 exames que seu médico deveria pedir


Viva Saúde :: Nutrição :: ed 70 - 2009
9 formas eficazes de acelerar o metabolismo


Viva Saúde :: Nutrição :: ed 78 - 2009
Alimentos que fazem a tireoide trabalhar mais (e você perder peso)


 










As novidades da Viva Saúde em primeira mão!





 


Faça já a sua assinatura!

Corpo a Corpo

A revista completa de beleza

Assine por 1 ano
10x de R$ 9,48
Assine!
Outras ofertas!

Dieta Já!
Conquiste o corpo que semprequis.

Assine por 1 ano
9x de R$ 9,20
Assine!
Outras ofertas!

Molde & Cia

Exclusiva como você.

Assine por 1 ano
11x de R$ 9,27
Assine!
Outras ofertas!

Viva Saúde

Pra viver mais e melhor

Assine por 1 ano
10x de R$ 9,48
Assine!
Outras ofertas!
 

Bye, bye, alface
Consumir salada no dia a dia é difícil? A dica é estimular seu paladar com diferentes tipos de folhas e molhos

As mentiras que as mulheres contam (aos médicos)
"Conte-me tudo, não me esconda nada". Essa é a súplica dos profissionais da saúde às pacientes



clínica geral
nutrição
família
viver bem
guia
nesta edição

  ContentStuff - Sistema de Gerenciamento de Conteúdo - CMS