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Sardinha: fonte de gordura boa

Publicado em 25 de Apr de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Rica em ômega-3, a sardinha ajuda a espaçar as crises de asma, além de facilitar o processo da respiração. Conheça outros benefícios deste peixe



Texto: Revista VivaSaúde Especial Asma / Foto: Shutterstock / Adaptação: Ana Paula Ferreira

A versão fresca da sardinha é mais rica em nutrientes, porém a em conserva também é

indicada. Foto: Shutterstock

Os peixes provenientes de águas frias e profundas, como a sardinha, são ricos no ácido-graxo ômega-3, um velho conhecido da saúde. Chamado de uma “gordura boa”, ele tem propriedades anti-inflamatórias, graças ao ácido dHA, que atua bloqueando substâncias e enzimas que possam provocar a vasoconstrição e o broncoespasmo, como as prostaglandinas e o tromboxane. Dessa forma, ele ajuda a espaçar as crises de asma, além de facilitar o processo da respiração. Esse nutriente colabora com a transferência do oxigênio dos pulmões para o sangue de quem tem problemas respiratórios. Também participa da síntese de hemoglobina, substância que dá cor ao sangue e também se liga ao gás, fazendo com que ele seja transportado pelas hemácias e chegue até as células do resto do corpo, onde ele participará da síntese de energia. As vitaminas E e D completam esse kit de benefícios. A primeira é antioxidante, eliminando os radicais livres que prejudicam os pulmões. Alguns estudos também evidenciam sua atuação reduzindo os níveis de IgE, anticorpos responsáveis pela resposta alérgica que comanda a produção de histaminas, causando inflamação. Já a baixa quantidade da segunda tem sido relacionada ao aumento de sintomas de alergias, de acordo com uma pesquisa do national Jewish Health Hospital (Estados Unidos).

Além disso, outro estudo feito na University of Pittsburgh School of Medicine e pela Louisiana State University School of Medicine (ambas norte-americanas), sugeriu que a vitamina D melhora as infecções causadas pelo fungo Aspergillus fumigates que causa alergias respiratórias e pode afetar pacientes com asma e bronquite.

Modo de usar: A versão fresca é mais rica em nutrientes, porém a em conserva também é indicada. Pode ser colocada em diversas receitas.

 

Consumo balanceado de ômega

As gorduras insaturadas, como o ômega-3 e o 6, também ajudam a regular o colesterol, reduzindo o LDL (considerado um vilão do corpo) e aumentando o HDL (o mocinho da história). Porém, não adianta atacar todos os alimentos com esses ácidos graxos, é preciso haver um equilíbrio entre seu consumo para que os benefícios deem as caras. A razão é de 1 para 4, ou seja, 1 grama de ômega-3 para 4 gramas de ômega-6. Isso porque o segundo é um nutriente pró-inflamatório, e, quando consumido em excesso, pode trazer malefícios para o organismo, principalmente para quem já é vítima das inflamações.

 



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