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O que é melhor: Açúcar ou adoçante?

Publicado em 20 de Mar de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Descubra, a partir de suas necessidades pessoais, se é melhor optar pelo açúcar ou pelo adoçante



Texto: Nathalie Ayres / Foto: Divulgação / Adaptação: Ana Paula Ferreira

Opte por açúcares naturais, que estão presentes em massas, cereais, tubérculos, frutas e leite.

Foto: Divulgação.

Quantas vezes ouvimos a frase que dá título a esta matéria? As respostas variam: enquanto escolher o açúcar mostra relaxamento com a forma física, a opção do adoçante revela preocupação com os possíveis quilos a mais. Mas qual dessas opções, realmente, atende aos seus objetivos de saúde?  Segundo os especialistas em nutrição, a solução correta talvez seja: nenhuma das duas. “Em todas as situações, abdicar do açúcar e dos dulcificantes adicionados seria a melhor escolha, sem dúvida”, acredita o nutrólogo Mohamad Barakat, do Health4Life (SP). Porém, essa é a escolha mais difícil. Afinal, estamos acostumados ao sabor doce desde sempre. Daniela Jobst, nutricionista clínica funcional e membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional (CBNF), explica que “ele é manifestado já no fim da gravidez, portanto temos uma memória para este paladar que nos traz emoções boas”. Isto significa que é natural ter uma predileção por esse gosto. Porém, com o tempo, ele passa a ser usado para mascarar sabores in natura, em vez de realçá-los. Barakat afirma que o ideal é ensinar as crianças a apreciarem gostos originais. “A ideia é tornar a pessoa menos compulsiva por comer doces”, completa.

 

Troque o açúcar por alimentos com açúcares naturais

Mas isso não significa que devemos vetá-lo de nossa dieta, já que existem açúcares naturais nos mais diversos tipos de comidas. “Esse é o caso de massas, cereais, tubérculos, frutas, leite, etc.”, enumera a nutricionista Karina Barros, consultora da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad-SP). Eles são importantes por serem carboidratos, “que são transformados em glicose (açúcar) e então distribuídos em energia aos órgãos e sistemas”, acrescenta. A diferença é que alguns deles são complexos (demoram mais para serem digeridos) e outros são simples (são absorvidos como glicose rapidamente, o que aumenta a quantidade desse componente no sangue). É aqui que reside o perigo, pois essa alta taxa pode causar problemas. “O excesso de açúcar gera um processo inflamatório, o que acarreta obesidade, diabetes, hipertensão e síndrome metabólica”, declara Daniela. Esses problemas vão piorando caso o consumo de açúcar não seja reduzido. Além das doenças crônicas, outros males aparecem. “Há um estímulo à produção de insulina, que é antagonista ao hormônio do crescimento (GH). Ele também aumenta a eliminação de cálcio e geralmente serve como combustível das células cancerígenas, o que as ajuda a se reproduzirem”, alerta a especialista. Uma overdose de açúcar pode atrapalhar até o funcionamento do cérebro, como descobriram três pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA). Ao colocarem animais de laboratório em uma dieta com excesso de xarope de milho (rico em frutose), foi notada uma diminuição no ritmo dos neurônios, atrapalhando a memória e o processo de aprendizagem.

 



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