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Como saber o que comer e qual o horário ideal?

Publicado em 17 de Jan de 2018 por Kelly Miyazato | Comente!

A ocorrência de infartos, ataques de asma ou de certas dores podem ser evitados, caso façamos a escolha certa sobre o que comer no horário ideal? Fique por dentro sobre as considerações dos especialistas!



 

Como saber o que comer e qual o horário ideal?

A cronobiologia ainda é uma área incipiente em todo o mundo. Há 20 anos, a Associação Médica Americana (AMA) entrevistou uma amostra significativa de profissionais norte-americanos e pessoas leigas para saber se eles sabiam quais os horários mais comuns para a ocorrência de infartos, ataques de asma ou de certas dores, e tanto médicos quanto pacientes erraram a maior parte das respostas. Smolensky, especialista em cronobiologia Michael Smolensky, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade do Texas, em Houston, nos Estados Unidos, e autor do livro The Body Clock Guide to Better Health (uma tradução livre seria “Guia do relógio biológico para melhorar a saúde”, sem tradução no Brasil), fala que a maior parte dos estudos farmacológicos não considera as diferenças entre tomar o medicamento de manhã ou à noite, o que é uma pena. Sabe-se, por exemplo, que todo mundo tem seu pico de cortisol pela manhã e, assim, tomar corticoides nesse período pode ser mais eficaz e gerar menos efeitos colaterais, já que é o horário em que o corpo já está habituado à descarga hormonal.

Embora já existam alguns estudos preliminares para definir os melhores horários para se tomar um suplemento de cálcio ou de vitamina D, por exemplo, o especialista fala que ainda é cedo para saber quais alimentos seriam melhor aproveitados em determinado período. Na visão de Smolensky, isso decorre não só do fato de as pesquisas em crononutrição ainda estarem no início, e também porque comer é um ato complexo, que envolve necessidades fisiológicas, questões culturais, emocionais, memórias afetivas e tantos outros fatores.

Estudos citados no livro de Smolensky indicam que, quando isolados num laboratório, sem noção do tempo, as pessoas tendem a fazer três refeições ao dia, ainda que permaneçam acordadas por mais ou menos horas. Mas ele admite ser impossível saber se isso ocorre porque essa é uma reação inata a um hábito aprendido. “No passado, a realeza fazia duas refeições ao dia; os criados, que tinham que acordar cedo, faziam três, e isso passou a ser reivindicado como um direito”, conta.

  • Dividir as refeições

O que para especialistas em cronobiologia pode confundir o relógio biológico, para os profissionais da área da nutrição é uma forma de otimizar a absorção de certas substâncias (e são muitos os nutrientes a nós essenciais!) e evitar que exageremos nas refeições. “A absorção se liga à capacidade de digestão e da qualidade da parede intestinal. A melhor estratégia, então, é fracionar as refeições em seis por dia, com volumes menores e mais constantes”, diz Vanderli Marchiori, membro da diretoria da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE). “Bioquimicamente não há diferenças significativas em relação ao horário de ingestão”, acredita ela.

A nutricionista Isabella Correia, da Clínica La Prath (RJ), concorda e acrescenta que, enquanto vitaminas hidrossolúveis (como a C) e lipossolúveis (A, D, E e K) devem ser consumidas junto ou perto das refeições, os minerais devem ser ingeridos longe delas, para serem melhor absorvidos. Deficiências de ferro, cálcio e selênio são comuns no Brasil.

 

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*Por Tatiana Pronin | Foto Marcelo Resende | Produção Estúdio Fuê | Adaptação Kelly Miyazzato.

 

Revista VivaSaúde | Ed. 176

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