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Importância do colágeno para o corpo

Publicado em 02 de Sep de 2015 por Marília Alencar | Comente!

Procura-se colágeno! A proteína, importante para firmeza da pele, pode ser estimulada a partir do consumo de nutrientes no seu dia a dia. Saiba quais são eles



Texto Natasha Franco / Foto: Shutterstock 

Colágeno

(Foto: Shutterstock)

Entre os grandes desejos da humanidade, a eterna juventude é um dos mais aclamados! E hoje, a medicina estética cada vez mais nos aproximada aparência mais jovem, com diversos tratamentos como peelings, botox, entre outros. E todos eles têm um principal objetivo: deixar a pele mais firme e mais jovem. Tudo isso gira em torno de uma proteína chamada colágeno, a melhor amiga da pele. “Ele está presente no corpo ao longo da vida por meio de células chamadas fibroblastos e compõe o que chamamos de matriz extracelular, ou seja, o espaço entre as células, formando fibras cuja principal função é dar suporte e sustentar essa estrutura”, ensina a dermatologista Eloisa Ayres, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e especialista da Fundação Municipal de Saúde de Niterói (RJ). Ela compõe cerca de 90% das proteínas da pele, mas por volta dos 30 anos de idade, a produção dessa substância diminui no organismo, o que faz com que a pele perca seu tônus.

Saúde em jogo

Além de deixar a pele mais firme e jovial, essa substância é importante para a função dos tecidos. “O colágeno é responsável pela sustentação das células, também atua na cicatrização dos tecidos. Como uma proteína estrutural, ele ainda contribui para a integridade e o funcionamento normal dos ossos, músculos e cartilagens. Unindo e fortalecendo os tecidos conjuntivos, o colágeno garante força, saúde e mobilidade para diferentes partes do corpo, quesitos essenciais para uma vida saudável”, fala a farmacêutica Vivian Zague, da Universidade de São Paulo (USP).

Sua falta pode levar a diversos problemas: “Os sintomas da falta de colágeno podem variar desde o surgimento de rugas, artroses, até síndromes raras pela defi ciência da formação do colágeno, caracterizadas pela hipermobilidade e pele elástica, além de doenças inflamatórias, como artrtite reumatoide e lúpus”, lista a nutróloga Isolda Prado, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Alimentação no páreo

Acontece que o colágeno pode ser obtido de fontes naturais. Por ser uma proteína, acredita-se que consumir alimentos de origem animal possa estimular sua produção. Mas a ingestão de proteínas, no entanto, é controversa para essa finalidade. “Esse colágeno seria degradado na digestão e forneceria os nutrientes para a produção de mais dessa substância. Porém, não se sabe se a ingestão dessa fonte estimula tal efeito”, diz a nutricionista Fabiana Honda (SP).

Mas a alimentação pode ajudar. Para que o colágeno seja produzido, o organismo precisa contar com outros nutrientes. “Tanto para a síntese quanto para a preservação do colágeno é necessária a participação de silício, cromo, zinco, selênio, cobre, das vitaminas A e E, além de vitaminas do complexo B, como a piridoxina, o ácido pantotênico e a biotina”, enumera a nutricionista Clarissa Fujiwara (SP).

Quando é hora de suplementar?

Todos costumam ter uma redução do colágeno no corpo após os 30 anos, mas para as mulheres essa diminuição é ainda mais acentuada depois da menopausa. De modo geral, ele deve ser suplementado quando seus níveis no corpo começam a cair e há aumento de flacidez da pele, rugas e artroses no corpo. “Estudos clínicos suportam a suplementação de 2 g a 10 g de colágeno e redução de osteoporose e da dor em pacientes com osteoartrite de joelhos”, explica a nutróloga Isolda Prado, membro da ABRAN. As quantidades devem ser indicadas pelo médico, que pode ser um dermatologista ou um nutrólogo.

Revista VivaSaúde/ Edição 147



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