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Mangostão, o fruto milagreiro

Publicado em 23 de Jul de 2015 por Marília Alencar | Comente!

Embora seu consumo ainda seja discreto no País, ele é conhecido por fortalecer o sistema imunológico, ser anti-inflamatório e auxiliar no tratamento do diabetes



Consultoria: Adriana Javorsky, nutricionista clínica (PR)/NutririonalJournal. Colaborou: Romulo Osthues/ Foto: Shutterstock 

Mangostão

(Foto: Shutterstock)

É um remédio natural

Verdade

Consumir mangostão ajuda em processos inflamatórios como artrites, reumatismos e dores musculares devido à presença abundante de xantonas. Além disso, ajuda na prevenção e no fortalecimento do sistema imunológico, auxiliando o tratamento de alergias respiratórias, ateroscleroses, dermatites, gengivites e refluxos gastroesofágicos. O mangostão tem ainda fibras, cálcio, fósforo, potássio, vitaminas C e algumas do complexo B.

Tem ação vasodilatadora

Verdade

Para os diabéticos tipo 2, o mangostão favorece a regulação da glicose, diminuindo a resistência à insulina. Mas fique atento: como baixa a glicemia, pessoas diabéticas devem se precaver contra a hipoglicemia, ou seja, redução drástica de açúcar no sangue. E se fizer uso de anticoagulantes, também deverá ter cautela, pois algumas substâncias do mangostão têm ação vasodilatadora.

É bom para a pele

Verdade 

O fruto foi usado durante séculos na medicina popular para tratar problemas de pele, como inflamações, seborreias e danos causados pelo sol. “O mangostão tem sido utilizado com sucesso em aplicações cutâneas para fungos. Verifiquei que, em adultos com infecção do canal da orelha (otite externa), a gaze embebida em mangostão é mais eficaz do que gotas de anti-inflamatórios e antibióticos prescritos”, diz o médico canadense J. Frederic Templeman, especialista em cuidados primários, autor do livro "Plano de Ação de 90 Dias com Mangostão" (em livre tradução).

Causa alergias

Mito

Pelo contrário! Na verdade, o mangostão possui substâncias denominadas alfa-mangostão e gama-mangostão, que inibem a liberação de histaminas e a síntese de prostaglandinas, responsáveis por alguns efeitos das reações alérgicas.

Aumenta o colesterol

Mito

Substâncias presentes no mangostão, as catequinas, destacam o fruto pela sua grande capacidade antioxidante, prevenindo o envelhecimento e qualquer processo degenerativo. “O consumo desse fruto dá mais elasticidade aos vasos sanguíneos, o que dificulta a oxidação das gorduras (evitando que se convertam em colesterol). Colabora, portanto, com a redução do colesterol e evita acidentes cardiovasculares”, explica a nutricionista AdrianaJavorsky, do Instituto MedPrev (PR).

Seu cultivo é perigoso

Mito

Para melhorar o seu cultivo, alguns agricultores usam uma espécie de fungo. Só que, por possuir quinoas e fenóis, que agem contra tais seres, além de vírus e bactérias, a prática de beneficiamento do mangostão não é prejudicial. “Consome-se apenas o seu interior. Como a casca é dura e não é digerida, aquela é a parte comestível. Ele já possui um efeito fungicida e, com isso, o fungo que é inoculado no cultivo não fará mal a quem consuma o sumo da fruta”, diz a nutricionista.

Revista VivaSaúde/ Edição 146



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