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Magnésio: mineral importante das células vivas

Publicado em 23 de Oct de 2015 por Marília Alencar | Comente!

Ele é um dos minerais-chave para o organismo. Além de melhorar o funcionamento do intestino, o magnésio apresenta outros benefícios. Reconheça suas fontes naturais e garanta maior equilíbrio para seu corpo



Texto Letícia Ronche / Foto: Marcelo Nogueira

Alimentos ricos em magnésio

(Foto: Marcelo Nogueira)

Já passou da hora de valorizar o magnésio! Depois do potássio, ele é o mineral mais importante das células vivas. E muitas vezes ele passa despercebido dentre tantos outros nutrientes e minerais. Um exemplo de sua importância foi resultado de um estudo da Universidadede Tel Aviv (Israel) que sugere que o magnésio seja um nutriente-chave para o funcionamento da memória, e pode ser crítico para os neurônios de crianças e as células cerebrais saudáveis em adultos.

Quando o organismo sente falta do nutriente, ele responde com mau humor, convulsões, arritmias cardíacas, osteoporose, doenças cardiovasculares, insônia e alguns estudos sugerem que pode desencadear comportamentos depressivos e de ansiedade. Segundo Marcela Voris, médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), essa deficiência é chamada de hipomagnesemia e ela determina diferentes desordens. “A ausência grave de magnésio ainda pode provocar espasmo muscular, tremor, anorexia, náusea e vômito”, completa Flavia Salvitti, nutricionistado Hospital San Paolo (SP).

Deve fazer parte de você

Liliane Opperman, nutróloga e membro da ABRAN, diz que ele é um nutriente que age no funcionamento cerebral, ósseo e em outras reações metabólicas, sem contar sua ação no intestino. “Os efeitos são de relaxar os músculos do intestino e também atrair água, servindo de ‘lubrificante’ do cólon, facilitando passagem das fezes pelo canal retal”, diz. Ela explica também que o mineral possui ação para a formação de serotonina, que é um transmissor relacionado à sensação de prazer, bem-estar e regularização do sono. Ou seja, a vida de seu corpo é mais “colorida” com o magnésio. Isso porque, além de exercer seu papel, o consumo apresenta benefícios. “Alguns deles são a prevenção de doenças cardiovasculares, do diabetes melittus e osteoporose”, conta Liliane.

Outros pontos positivos do mineral incluem boa formação dos ossos, prevenção de sintomas associados ao mau humor, tensão pré-menstrual (TPM), auxilia no tratamento da hiperatividade, dores de cabeça, melhora o funcionamento do intestino, evita cãibras musculares e ameniza contusões.

Consumo na medida certa

Para garantir tudo isso que apresentamos, é importante manter o consumo diário entre 310 mg e 420 mg. Para obtê-los, a nutricionista indica as leguminosas (soja, feijão, lentilha, sementes, grão-de-bico), cereais integrais, castanhas, vegetais e algumas frutas, como o damasco, a banana e o abacate. Além desses, a nutróloga Liliane lista ainda as plantas verdes.

“O magnésio faz parte da clorofila, que é o pigmento que dá cor às plantas, como couve-manteiga, espinafre e acelga”, exemplifica. Em alguns casos, é necessário suplementar o nutriente. “Fatores como baixa ingestão desses alimentos, alteração na absorção de nutrientes, prática de exercícios físicos intensos, alcoolismo, tabagismo e disfunções endócrinas, como o diabetes, são decisivos na hora de decidir por essa estratégia”, afirma Marcela. Outra situação em que a suplementação é necessária, lembrada por Flávia, é a de contrações uterinas precoces durante a gestação e em casos em que há demasiados vômitos ou diarreias. Mas a suplementação só pode ser feita com o auxílio de um médico ou nutricionista após uma avaliação.

  • QUIABO 74 mg (1 xícara)
  • BATATA 57 mg (1 xícara) com casca 
  • ERVILHAS 71 mg (1 xícara)
  • MILHO 48 mg (1 xícara)
  • ABÓBORA 56 mg (1 xícara)
  • ESPINAFRE 163 mg (1 copo) melhor jeito de ingerir é in natura, sem cozimento.
  • BETERRABA 98 mg (1 xícara)


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