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Videogame para combater a dislexia dos filhos

Publicado em 17 de Jun de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

O videogame é a diversão preferida da garotada. Uma recente pesquisa comprovou que os videogames podem combater a dislexia, entenda como funciona



Texto: Diego Benine/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Letícia Maciel

Jogar videogame pode melhorar a habilidade de leitura dos portadores de dislexia, mas é preciso
ter cuidado com a frequência que os filhos jogam videogame
Foto: Shutterstock

Não é novidade que os videogames estimulam a criatividade e aumentam o repertório cultural dos pequenos. Um estudo publicado no jornal Current Biology revelou outro potencial desse tipo de jogo: melhorar as habilidades de leitura de portadores de dislexia. Realizada por cientistas da Universidade de Pádua, na Itália, a pesquisa envolveu dois grupos com 10 crianças disléxicas cada. No início, testes fonoaudiólogos, de Q.I e de leitura revelaram que todos os voluntários tinham dificuldades semelhantes. Ao longo do experimento, um dos grupos jogou games de ação durante nove sessões de 80 minutos, enquanto que o outro seguiu a mesma rotina, mas com jogos eletrônicos de outros gêneros. Terminado o procedimento, os pesquisadores observaram que o primeiro marcou mais pontos nas avaliações propostas, as quais levavam em conta precisão, tempo de reação, velocidade e o reconhecimento de pseudo-palavras formadas por letras aleatórias. Segundo a equipe que avaliou os testes, a melhoria na leitura está diretamente ligada ao aumento do nível de atenção dos pimpolhos ante aos estímulos auditivos e visuais — recursos abundantes nos jogos de ação.

É preciso ter cuidado na hora de jogar

"O filho deixa de jantar com os pais, não vai à aula porque ficou jogando durante a noite toda e começa a se afastar dos amigos por causa do tempo que passa on-line. É assim que a compulsão por videogame e jogos on line comprometem a saúde do jogador prejudicando inclusive, as atividades acadêmicas e profissionais", alerta a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do Programa de Álcool, Drogas e outros Transtornos de Impulso da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. O desenvolvimento de distúrbios psiquiátricos e crises de abstinência  também estão associados ao vício. "Quando eles não podem jogar, ficam irritradiços, inquietos e até deprimidos. Se saem com os pais no fim de semana, ficam péssimos porque querem logo voltar pra casa", explica Analice.

 

 

Revista VivaSaúde Edição 121



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