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Mitos e verdades sobre a amamentação

Publicado em 30 de Jun de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Tiramos dúvidas sobre o aleitamento materno, que faz muito bem para saúde do bebê e da mamãe também. Confira:



Texto: Nathalie Ayres/ Foto: Reprodução/ Adaptação: Letícia Maciel 

A amamentação reduz os riscos de câncer de mama e é fundamental para o desenvolvimento 
do filho
Foto: Reprodução  

Não basta ser mãe, tem de amamentar. E hoje sabemos que essa é uma das melhores atitudes para a saúde do bebê. “O leite materno é feito sob medida para a criança. Ele tem todos os nutrientes e os anticorpos que previnem diarreias, pneumonias, otites, infecções comuns, etc.”, ensina Silvia Herrera, ginecologista e coordenadora de medicina fetal do  Diagnósticos (SP). Mas é normal que surjam dúvidas sobre o assunto, afinal existem vários mitos circulando através do boca a boca por aí. Veja o que é verdadeiro e falso sobre o tema:

Amamentar faz bem para a saúde da mãe

VERDADEIRO. Dar de mamar traz uma série de benefícios para a mulher. “Quem amamenta tem redução de risco de câncer de mama em 5% a cada ano de aleitamento”, revela o mastologista Anastasio Berrettini, presidente da Comissão de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Mastologia (SP). Além disso, colabora para o emagrecimento e ainda tem efeito anticoncepcional na lactante, devido ao efeito da prolactina, hormônio liberado nessa fase que atua na produção do leite.

Plásticas nos seios podem impedir a amamentação 

FALSO. Hoje em dia tanto a redução das mamas quanto o aumento com o uso de silicone são procedimentos feitos com cuidado para não danificar as estruturas mamárias e prejudicar um futuro aleitamento materno. A perda só ocorre em casos mais graves de intervenção: “Já as cirurgias radicais, principalmente devidas ao câncer de mama, usualmente impedem a amamentação pela falta de tecido mamário”, explica o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da MBA Pediatria (SP).

A alimentação da mãe influencia na qualidade do leite

VERDADEIRO. Quanto mais saudável o cardápio da mulher, mais nutrientes ela irá transmitir ao bebê através do leite. Porém, uma mãe mal nutrida não tem prejuízos em seu leite, mas pode trazê-los para si mesma. “Na falta de determinado composto, o organismo o retira de qualquer lugar onde ele esteja estocado. Por exemplo, mães mal nutridas podem apresentar osteoporose devido ao fato de seu organismo retirar o cálcio necessário para o bebê de seu sistema ósseo”, descreve Barros. É importante que a lactante ingira muitos líquidos, pois a água é essencial para formação do leite. Mas nada de álcool, que pode fazer mal à criança.

Amamentar pode causar dor

DEPENDE. Algumas mulheres apresentam mais incômodos nesse momento do que outras. O desconforto pode ter diversas causas. “A do no mamilo é comum quando a pega está errada, o bebê precisa abocanhar toda a aréola e não só o mamilo”, esclarece Silvia. Retirar a criança do peito também pode machucar. A dica da especialista é colocar a ponta do dedo mínimo na boca dela, para não causar mal-estares.

Mamadeiras e chupetas podem atrapalhar o aleitamento

VERDADEIRO. Sugar o leite direto do seio da mãe requer mais força do que usar uma mamadeira ou chupar uma chupeta. “Essa diferença pode levar ao abandono do aleitamento materno”, frisa Barros. Por isso, se a mãe sair da licença maternidade e retirar seu próprio leite para a criança tomar enquanto ela está fora, ele deve ser dado de colher ou xícara. Além disso, o uso de mamadeiras e chupetas pode trazer problemas fonoaudiológicos e odontológicos para a criança no futuro, se forem usados por muito tempo.

A criança deve mamar apenas em um seio de cada vez

FALSO. O ideal é que o bebê sugue os dois seios a cada mamada, um de cada vez, até ficar satisfeito, iniciando pela mama mais cheia, como ressalta Berrettini. Na próxima vez, sempre dar primeiro o peito em que ele mamou por último. Se sobrar um pouco de leite, é importante que a mãe o retire (um processo chamado ordenha), manualmente ao apertar as mamas ou com uso de aparelhos. “Senão ele empedra, o que, depois de algumas horas, pode causar inchaço e infecção nos seios”, alerta o mastologista.

 

Revista VivaSaúde Edição 116



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