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Mamadeira ou copo para os bebês?

Publicado em 17 de May de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

Na hora de mudar a forma de alimentar a criança os pais sempre ficam em dúvida de escolher entre a mamadeira e o copo. Veja o que especialistas indicam para a saúde do seu bebê



Texto: Ivan Alves e Diego Benine/ Foto: Shuttestock/ Adaptação: Letícia Maciel

Ao contrário que muitos pais pensam, as crianças podem ser alimentadas com o copo já nos
primeiros meses de vida.
Foto: Shutterstock

Muitos pais ficam com dúvidas sobre qual método usar quando a fonte de alimento do bebê deixa de ser exclusivamente o peito da mãe: a mamadeira ou o copo. Porém pesquisas e o relato das mães mostraram que crianças que experimentam a mamadeira tendem a abandonar o seio materno precocemente, uma vez que o ato de sugar o bico do produto industrializado é mais fácil. Por isso, para aquelas que podem amamentar o filho por mais tempo — e assim prevenir inconvenientes no futuro — o copo é a opção ideal, pois não compromete a formação da arcada dentária, a fala ou o desenvolvimento facial da criança.  Ao contrário do que os adultos pensam, as crianças podem aprender a se alimentar com o copo já nos primeiros dias de vida. Recém-nascidos que utilizam o utensílio em bancos de leite comprovam tal capacidade. Para casos em que a mamadeira é insubstituível, prefira as de bico ortodôntico. O pediatra e presidente do Hospital Infantil Sabará (SP) José Luiz Setúbal  alerta sobre o uso de copos plásticos: ”Verifique se há a inclusão de bisfenol na fabricação do produto, pois existe um movimento mundial para controlar o uso dessa substância que pode causar danos à saúde. Em último caso, opte por uma de vidro.”

Cuidados com o bisfenol

Uma pesquisa elaborada pelo Centro para a Saúde Ambiental Infantil, da Columbia University (EUA), apontou que a exposição precoce ao bisfenol-A (BPA) — componente de alguns plásticos e embalagens — pode elevar o risco de asma em crianças pequenas. A concentração de BPA foi determinada pela análise de amostras de urina das mães no terceiro trimestre de gravidez, bem como das crianças quando estas atingiram as idades de 3, 5 e 7 anos.  Posteriormente, algumas delas foram diagnosticadas como portadoras de asma. Após descartarem os casos que envolviam fumo passivo e outros fatores que provocam a doença, os cientistas descobriram que quanto maior os níveis de BPA no organismo, mais chiado e sintomas de asma as crianças apresentavam. Além disso, constatou-se que os níveis elevados de BPA nas mães, durante o terceiro trimestre de gestação, não tinham relação com chiados em crianças com 5 anos de idade. Isso contraria estudo anterior realizado pelo departamento, o qual apontou que a exposição ao produto químico na gravidez elevaria os riscos da doença.

O passo a passo para evitar o contato das crianças com o bisfenol

A asma é apenas um dos muitos problemas de saúde relacionados ao bisfenol-A (BPA). Presente em brinquedos, mamadeiras, copos de plástico e outros  utensílios do cotidiano, ele é apontado como causador de distúrbios de comportamento, doenças do coração e até obesidade. No Brasil, a ANVISA proibiu a venda de mamadeiras que trazem BPA em sua composição. Confira abaixo algumas dicas para minimizar o contato das crianças com a substância no dia a dia:

  • Quando for comprar um produto de policarbonato plástico, dê preferência aos que possuem o rótulo BPA-free.
  • Utilize recipientes de vidro, porcelana ou aço inoxidável para guardar alimentos quentes e líquidos.
  • Se não for possível substituir os recipientes de plástico, fique atento ao desgaste destes na hora de colocá-los no micro-ondas. O calor excessivo pode provocar rachaduras, liberando BPA na comida.
  • Procure diminuir o consumo de enlatados, já que muitas latas são revestidas com o componente. Higienize os produtos com detergente.

 

Revista VivaSaúde Edição 120



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