assine

Newsletter

Receba as novidades, cadastre-se

Dicas de cuidados com as crianças durante o verão

Publicado em 20 de Dec de 2016 por Kelly Miyazato | Comente!

Você sabia? Não proteger os pequenos do sol pode causar queimaduras solares, fotoenvelhecimento e até câncer. Por isso, fique atento e aposte nas dicas de cuidados com as crianças durante o verão



 

Veja as dicas de cuidados com as crianças durante o verão


Segurança

Se o seu roteiro, nas férias, inclui o mar ou a piscina, atenção:“os pequenos podem se afogar em profundidades de 2,5 cm de água quando caem com o rosto e não conseguem levantar a cabeça”, fala Marislaine Lumena de Mendonça, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). De acordo com a médica, isso acontece de forma rápida e silenciosa. “A cena da criança se debatendo e gritando é rara. O tempo sem supervisão é breve, e não ultrapassa cinco minutos”.

Dicas

  • As crianças pequenas devem usar equipamento pessoal de flutuação quando estiverem em barco ou brincando perto de rios, lagos e mar.
  • A natação oferece benefícios, mas ensinar menores de quatro anos a nadar, não reduz os riscos de submersão.
  •  Não permita que brinquedos dirigidos pelas crianças sejam utilizados próximos a piscinas.

Temperatura ambiente

A mudança de temperatura é perigosa em qualquer idade, e é comum a entrada e saída de ambientes muito frios e vice-versa. “Devido a sua imaturidade orgânica, a criança tem limitada capacidade para a termorregulação”, explica a pediatra Darci Boneto, assessora de saúde ambiental da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Dicas

  • Ao sair de um ambiente muito quente para outro frio, é necessário colocar agasalho antes. Fique atento a isso!
  • Evite transitar com a criança em ambientes de diferentes temperaturas. A prática favorece o aparecimento de doenças principalmente as do tipo respiratórias.  

Sol

De acordo com Kersin Abagge, pediatra do Departamento Científico de Dermatologia da SBP, não proteger os pequenos do sol pode causar queimaduras solares, fotoenvelhecimento e até câncer. “É importante lembrar que queimaduras com bolhas na infância ou adolescência aumentam o risco de câncer de pele na idade adulta. “Se houver queimaduras leves, o tratamento prevê o uso de compressas frias, ingestão de líquidos. Visite o médico nos casos graves.

Dicas

  • Até os seis meses use chapéus, roupas e guarda-sol.
  • A partir dessa idade, é indicado o uso de protetor solar corporal.
  • Preste atenção no tamanho da sombra: quanto menor ela for, pior é o horário. Quando a sombra da criança esta grande no chão quer dizer que a incidência de sol é menor.

Insetos

“As reações variam. Existem as agudas, que todas as crianças podem ter e cuja intensidade muda de acordo com o inseto, e as alérgicas, que se manifestam em crianças que reagem de maneira importante a apenas uma picada”, conta Kersin. Os principais riscos são as reações anafiláticas, que exigem atendimento emergencial. “Estes acontecem em crianças previamente sensibilizadas a abelhas, vespas ou formigas”, esclarece. Outros riscos são as infecções bacterianas que podem ocorrer sobre picadas ou reações inflamatórias. Quanto ao tratamento, o pediatra orientará a melhor terapia em cada caso. Normalmente, usam-se antialérgicos orais e cremes com corticoide. “Os pais devem se informar antes de viajar, para já terem em mãos as medicações necessárias”, diz Kersin.

Dicas

  • Até os dois anos a proteção deve ser com o uso de mosquiteiros, fechando a casa cedo e colocando telas nas janelas. 
  • A partir dessa idade podem ser usados repelentes infantis, que devem ser aplicados apelas pelos pais e nas áreas expostas, com reaplicação a cada quatro horas.

Hidratação

Durante o verão, a criança perde mais água. “Conforme o grau da desidratação, podem haver riscos para a saúde”, fala Valmin Ramos, membro do Departamento Científico de Nutrologia e Suporte Nutricional da SBP. Ofereça líquidos, frutas e pequenas porções de alimentos aos pequenos.

Dicas

  • Atenção às mucosas da boca: devem estar úmidas e a saliva fluida 
  • Repare também se existe abundância de lágrimas durante o choro e se a urina está clara e com frequência normal. 

 

*Por Letícia Ronche / Foto Shutterstock / Adaptação Kelly Miyazzato.

 

 

Revista VivaSaúde / Edição 129

Assine já e garanta 6 meses grátis de outro título

 

 

 

 

 

 

 

 

 



COMENTE!