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Dia dos Namorados: veja a reação do organismo durante um relacionamento amoroso

Publicado em 12 de Jun de 2017 por Kelly Miyazato | Comente!

Quer saber como funciona um cérebro apaixonado? No Dia dos Namorados, consultamos especialistas para esclarecer as dúvidas sobre como o organismo reage durante um relacionamento amoroso. Fique por dentro!



 

Dia dos Namorados: veja a reação do organismo durante um relacionamento amoroso

Frio na barriga, ansiedade e felicidade sem-fim. Estas são algumas das sensações que a paixão e o amor podem causar nas pessoas. Os neurocientistas, profissionais que estudam o sistema nervoso, afirmam que esses sentimentos constituem um processo complexo e ao mesmo tempo integral, pois envolve o ser humano no âmbito biológico, psicológico e também social. O que já se sabe é que pessoas amorosamente envolvidas têm menores chances de desenvolver doenças cardiovasculares, doenças crônicas como o diabetes e a hipertensão, além de serem mais longevos e terem melhor qualidade de vida. A explicação para isso é simples: o amor é um dos maiores reguladores fisiológicos. Isso porque ele é capaz de controlar os níveis dos hormônios do estresse (adrenalina, noradrenalina e cortisol), deixar o sistema imunológico mais resistente, diminuir os índices de ansiedade e depressão e ainda despertar sensação de bem-estar e plenitude.

 

  • O amor a partir do cérebro

  • (1) Hipocampo
  • (2) Ínsula
  • (3) Córtex Cingulado Anterior

- Estas três partes do cérebro ajudam a regular o sentimento de recompensa. Elas também são responsáveis pelo desenvolvimento “do amor”.

  • (4) Hipófise

- Regula os hormônios e os segrega para dentro do corpo.

  • (5) Hipotálamo

- Produz dopamina, ocitocina e vasopressina, todos essenciais para apaixonar-se.

  • (6) Amígdal

- Modera o medo e o estresse.

 

  • O passo a passo do processo do enamoramento

- Encantamento: o hipotálamo libera dopamina que leva aos sentimentos de êxtase e emoção.

Penso só nisso: como os níveis de dopamina aumentam, diminuem os níveis de serotonina, isso pode resultar em obsessão ou paixão.

- Preciso disso: junto à dopamina, o corpo produz uma substância chamada fator de crescimento neural, prevalente em pessoas recém-apaixonadas. Casais em um relacionamento de longo prazo têm baixos níveis dessa substância.

- Junto e misturado: a ocitocina e a vasopressina são responsáveis por sentimentos de ligação e compromisso. O hipotálamo produz esses dois hormônios. Eles são, em seguida, armazenados na glândula pituitária, que segrega hormônios no corpo. Em tempos de extrema paixão – como durante o orgasmo – esses hormônios entram na corrente sanguínea. A presença dos dois produtos químicos é muitas vezes atribuída ao sucesso de relações de longo prazo.

- O amor é azul: esses hormônios afetam diferentes partes do cérebro. Com isso a pessoa sente menos estresse e medo e aumenta a sensação de unidade entre o casal.

 

  • Reações específicas

- Mulheres cheias de amor: o hormônio de maior influência é a ocitocina, relacionado ao prazer. Elas vivem as emoções de forma intensa, por questões fisiológicas.

- Homens apaixonados: o hormônio mais evidente é a testosterona, relacionado ao prazer. Eles se tornam mais impulsivos e eufóricos.

 

*Texto: Tayane Garcia e Cristina Almeida, colaborou Priscila Pegatin | Fontes: Marina Massi, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP); Luciana Ramalho Pimentel da Silva, bióloga e doutoranda em neurociência; Jéssica Elias Vicentin, Psicóloga, mestranda em neurociência (Unicamp).

*Fontes: Hélio Castello, cardiologista e membro da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI - SP), e Leandro Teles, neurologista e membro da Academia Brasileira de Neurologia (ABN -SP). Ilustração: Shutterstock | Adaptação: Kelly Miyazzato.

 

Revista VivaSaúde | Edição 146

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