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Cuidados na hora de trocar a fralda do bebê

Publicado em 15 de May de 2013 por Leticia Maciel | Comente!

As fraudas descartavéis facilitam a vida dos pais, mas é preciso ter alguns cuidados com a pele do bebe. Veja as dicas do especialista



Texto: Fernanda Emmerick e Letícia Maciel/ Foto: Shutterstock

A fralda descartável tem que ser dispensável várias vezes durante o dia para evitar inflamações
na pele do bebê.

Foto Shutterstock

Pior com elas ou sem elas? As fraldas descartáveis facilitaram a vida dos pais e do bebê, mas se usadas de forma incorreta podem trazer mais dores de cabeça do que praticidade.  A dermatite de contato afeta, em geral, crianças do 3.° ao 18.° mês, sendo o pico do problema entre o 7.° e 8.° mês de vida, de acordo com estatísticas. Ao contrário do senso comum, na maioria dos casos não se trata de uma alergia, mas de uma inflamação da pele. Mas não é difícil de solucionar o problema. A fralda é um produto descartável, por isso tem de ser dispensado várias vezes ao longo do dia. Para evitar a assadura ou a dermatite de contato irritativa, o pediatra e presidente do Hospital Infantil  de Sabará (SP) José Luiz Setúbal, dá instruções e dicas de cuidados na hora de trocar a fralda do bebê:

  • A troca ser feita com frequência para evitar que a pele do bebê fique em contato com a urina ou as fezes.
  • Na hora da limpeza, o mais correto é optar por água morna. Em raras exceções, deve-se recorrer aos lenços umedecidos, pois esses produtos contêm substâncias que podem irritar ainda mais a pele.
  • Na hora das compras, o caminho é optar por aquelas com material acrílico absorvente. Por fim, abuse dos cremes anti-assaduras, em geral compostos por óxido de zinco, que protegem a pele.

E o xixi na cama?

Fazer xixi na cama antes dos 5 anos é comum, afinal o sistema urinário dos pequenos não está amadurecido. Após esse período, os pais devem ficar atentos, pois pode se tratar de enurese noturna. A perda involuntária de urina envolve causas físicas, quando a bexiga se contrai involuntariamente. Há também a poliúria noturna, quando aumenta a quantidade de urina durante a noite pela falta de um determinado hormônio. E ainda a dificuldade no despertar ou de reconhecer a sensação de bexiga cheia. “Outro fator envolve hereditariedade: se um dos pais passaram pelo problema as chances de seus herdeiros molharem a cama são altas. O alívio é saber que todos os casos têm solução. A atitude dos adultos de tolerância é fundamental para o sucesso do tratamento, é preciso entender que a criança não faz de propósito. Intervenções comportamentais simples, como evitar a ingestão de líquidos antes de dormir” indica Setúbal. Molhar a cama também pode esconder outros males, como o diabetes, doença renal crônica e condições psicológicas, como estresse, depressão e ansiedade. Nada que doses de paciência e compreensão não resolvam.

 

 

Revista VivaSaúde Edição 94



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