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Brincadeiras de acordo com a idade da criança

Publicado em 11 de Oct de 2014 por Marília Alencar | Comente!

Descubra qual a brincadeira certa de acordo com a idade de seu filho. Brincar é extremamente importante para o desenvolvimento intelectual e físico



Texto Janete Tir/ Foto: Shutterstock/ Adaptação: Marília Alencar

Crianças
(Foto: Shutterstock)

Existe uma ligação estreita entre brincadeiras e inteligência. A pesquisa feita pela University College de Londres, publicada na revista The Lancet, mostra isso claramente. Os cientistas trabalharam programas de brincadeiras com crianças de países pobres que têm, além de desnutrição, falta de estímulo, o que compromete fortemente o desenvolvimento cognitivo. Comprovaram que só por meio das brincadeiras o quociente intelectual (QI) dessas crianças aumentou nove pontos. Que brincar é essencial para a infância e desenvolvimento dos pequenos, não há dúvida. Mas você sabe qual a brincadeira certa para cada idade? De acordo com o livro Criando Filhos em Tempos Difíceis, de Elizabeth Monteiro, o cérebro age de acordo com os anos de vida. Confira a seguir:

Até 3 meses

A primeira brincadeira de uma criança é olhar atentamente as mãos, os seus dedinhos que se mexem e balbuciar sons numa tentativa de repetir o que ouve.

5 meses

Começa a explorar o ambiente ao seu redor, pegar e segurar objetos e levar o pé à boca. A coordenação motora está mais desenvolvida e a criança já consegue ficar sentada. A brincadeira é pegar um objeto e passar de uma mão à outra, ou segurar a colher na hora da papinha e tentar encontrar a boca.

8 meses

Já tem capacidade de compreender uma proibição e quer testar limites. Os bebês pegam algo proibido, mas antes olham para a mãe esperando que ela diga não. Outra brincadeira é se esconder e ser encontrado, às vezes só com um paninho no rosto, é uma forma de controle emocional para lidar com a ausência da mãe.

1 ano

O equilíbrio está a caminho e a criança começa a andar. É nessa fase que ela deve começar a brincar com areia, água e terra, e assim aliviar tensões e desenvolver a psicomotricidade, a inteligência e a capacidade cognitiva. Alguns bebês não se desgrudam de um paninho, uma fraldinha ou um cobertor. É o chamado objeto transacional que o tranquiliza porque representa a mãe e estrutura o seu psiquismo.

2 anos

A partir dessa idade os jogos começam a se tornar mais organizados e o desenho é uma atividade lúdica quando a criança conhece o poder de criar e recriar imagens. Também gosta de encher e esvaziar vasilhas com água ou areia, o que vai ajudá-la a aprender a controlar o xixi e o cocô.

3 anos

Treinam para ser pais e mães com bichos de pelúcia ou bonecos que simbolizam filhos imaginários. Os melhores brinquedos são aqueles que permitem a criança construir e destruir algo, como os blocos. Essas brincadeiras estimulam a criatividade, descarregam a agressividade e desenvolvemo conceito de reversibilidade.

4 anos

Já têm capacidade para dramatizar cenas do dia-a-dia, como brincar de médico ou vendedor, papai e mamãe. Também começam a se entender com outras crianças e é comum as brincadeiras com caráter sexual, como conhecer o corpo do outro, as diferenças e semelhanças com o seu.

5 anos

Os interesses voltam-se aos quebra-cabeças, costura, carpintaria, andar de bicicleta. Meninos e meninas fazem muito mais jogos dramáticos, como brincadeiras de super-heróis, e as fantasias entre o bem e o mal são uma tendência à autoafirmação. Nessa época um caixote cheio de roupas velhas é diversão garantida para as crianças assumirem diversos papéis.

6 anos

Época em que as atividades corporais são diversas: sobem, pulam, correm com bastante domínio motor. Ao mesmo tempo, começam a se interessar por jogos de estratégia que combinam aptidões, sorte e regras.

7 a 9 anos

As crianças agora brincam em grupos maiores e se agrupam com os colegas do próprio sexo. O corpo tem um papel fundamental com lutas, pega-pega, esconde-esconde, cabra-cega e os esportes com bola, natação e competições de uma forma geral.

10 anos

Os brinquedos deixam de ser fundamentais porque elas se interessam mais por pessoas e situações sociais. Os esportes continuam emalta, jogos de reflexão, oficinas de criatividade, como teatro, conjuntos musicais e coleções.

Revista VivaSaúde/ Edição 69



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