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Edição 8 - Dezembro/2004
 
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  Bate, bate, bate coração!
Diagnóstico em terceira dimensão, desfibrilador implantável, sistema de eletrocardiograma portátil que aciona o médico a qualquer hora, tratamento com células-tronco... Se dependesse dos avanços da medicina, nada abalaria o nosso amigo do peito. Mas só isso não basta

POR DANIELA TALAMONI
FOTO FERNANDO GARDINALI

Foto: Símbolo Imagens (vinho). BRINDE À PREVENÇÃO
Se você já examinou o coração este ano, provou que ele não apresenta nenhum fator de risco, o que espera para brindar? Recente pesquisa brasileira, apresentada no Congresso Europeu de Cardiologia, na Alemanha, comprovou que duas taças de vinho tinto ou dois copos de suco de uvas vermelhas, todos os dias, podem proteger ainda mais o seu amigo do peito. Durante 14 dias, 24 pacientes com níveis de colesterol alto e sem nenhum outro tipo de fator de risco, tomaram as bebidas e foram avaliados. "Notamos que os vasos sangüíneos desses voluntários dilataram de 8% para 14%, uma ótima notícia. Essa vasodilatação quando comprometida e reduzida é o primeiro passo para a formação de placas de gordura", explica a cardiologista que coordenou o estudo, Silmara Regina Coimbra, da Unidade de Aterosclerose do InCor. Segundo a médica, o responsável por esse feito é o resveratrol, um antioxidante encontrado em abundância na casca das uvas vermelhas. Aos amantes de um bom vinho, no entanto, vale um alerta importante: álcool em excesso nunca é bem-vindo. Além disso, quem tem hipertensão arterial, por exemplo, pode aumentar as chances de desenvolver um problema cardiovascular. Portanto, é bom ir devagar com a dose!

SEMPRE QUIS SABER...
 


...aspirina faz bem ao coração?
Sim. O mais recente estudo foi desenvolvido pela pesquisadora Nina Grosser, do Departamento de Farmacologia, da Universidade Martin Luther, na Alemanha. Para a estudiosa, o ácido acetilsalicílico atuaria na proteção do endotélio. "Ela estimula a produção de óxido nítrico, ajudando a proteger as paredes das artérias da deterioração causada pela oxidação natural, que o é acúmulo de radicais livres", explica a farmacêutica. No entanto, para prevenção de problemas cardiovasculares o remédio só deve ser receitado por médicos.

...todo infarto em jovens é fulminante?
Não. Em pessoas mais velhas, o coração, cansado de 'apanhar', vai criando, ao longo dos anos, uma circulação colateral para ajudá-lo a suprir as limitações das artérias. Já pessoas com menos de 35 anos não contam com essa ajuda extra.

...homens morrem mais do coração do que mulheres?
Em termos. Para cada seis homens existem quatro mulheres com problemas cardiovasculares. "Até a menopausa, elas estão mais protegidas por conta dos hormônios. Depois disso as chances de morrer do coração tendem a ser as mesmas", explica o cardiologista Carlos Hossri.

...é possível prevenir um ataque cardíaco?
Sim, por meio do cultivo de hábitos saudáveis, da realização de exames freqüentes e, se necessário, do uso de medicações ou acessórios como o marcapasso.

...quanto custa um desfibrilador portátil?
Por volta de R$ 6 mil a R$ 10 mil, dependendo dos recursos que oferece. Alguns modelos mais caros orientam o usuário por meio de comandos de voz.

   

PEQUENO DICIONÁRIO
Angina: famosa dor no peito que ocorre pela falta de irrigação adequada de sangue no coração. As artérias coronárias estão estreitas e prejudicadas, mas não obstruídas.
Arritmia: alteração anormal no ritmo dos batimentos cardíacos. O coração sadio bate em média 70 vezes por minuto. Em pessoas com arritmia, essa freqüência fica abaixo de 50 batimentos por minuto ou acima de 100.
Aterosclerose: acúmulo de gordura na parede das artérias que faz com que elas percam a dilatação e endureça.
Coronárias: artérias que saem da aorta e irrigam o coração.
Desfibrilador: aparelho que emite choques elétricos para ser usado em emergências com parada cardiorrespiratória. Na maioria desses incidentes, ocorre um fenômeno conhecido por fibrilação ventricular. O coração 'fibrila', ou seja, contrai até 700 vezes por minuto, mas não tem força para bombear o sangue. O choque faz os batimentos voltarem ao normal.
Ecocardiograma: esse exame é capaz de analisar as estruturas do coração, para identificar defeitos congênitos, como a má formação de ventrículos e átrios.
Eletrocardiograma: avalia o ritmo cardíaco em repouso. Serve para diagnosticar arritmias, por exemplo.
Endotélio: camada que reveste os vasos sangüíneos. Sua função, além de proteger, é controlar as reações químicas que impedem a coagulação do sangue e manter o fluxo adequado.
Fibrilação ventricular: é definida como ativação caótica, assincrônica e fracionada do músculo cardíaco capaz de incapacitar o coração de bombear sangue para todo o corpo.
Holter: trata-se de um eletrocardiograma 24 horas. Para avaliação cardíaca durante vários períodos do dia.
Infarto: é quando uma das artérias coronárias é obstruída e interrompe totalmente a passagem de sangue para parte do coração. A região do músculo cardíaco atingida morre.
Morte súbita: parada cardiorrespiratória provocada em 80% dos casos por uma fibrilação ventricular.
Pontes: método cirúrgico de revascularização para recuperar as artérias obstruídas por um infarto. Nos locais atingidos são colocados partes das veias safenas, mamárias e radiais.
Sopro: consiste no ruído provocado pela passagem turbulenta do sangue em alguns pontos do coração.
Testes ergométrico e cardiopulmonar: registram o comportamento do coração submetido a esforço físico.

FONTES: CARDIOLOGISTAS ARI TIMERMAN, CARLOS ALBERTO PASTORE, CARLOS HOSSRI, JOSÉ CARLOS PACHÓN E NABIL GHORAYEB

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