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  Prepare-se para o verão
Em dias muito quentes, é comum sentirmos cansaço e tonturas. Mas o excesso de calor também pode provocar cãibras, dores de cabeça e, até mesmo, alterações no funcionamento cardíaco. Conheça os riscos, as dicas e a melhor dieta para enfrentar uma temperatura que beira os 40°C

POR CRISTINA ALMEIDA, CORRESPONDENTE EM MILÃO / FOTOS FABIO MANGABEIRA

Se na próxima vez em que você ligar a TV para saber a previsão do tempo e o apresentador do programa for um médico, não se espante! Em alguns países da Europa e nos EUA, o aquecimento do planeta tem mobilizado os sistemas de saúde e meteorológico, a mídia e a própria população. Todos trabalham em conjunto para divulgar rapidamente informações sobre determinada condição climática desfavorável (temperatura, umidade relativa do ar, pressão atmosférica, vento), evitando ou diminuindo os males relacionados às altas temperaturas: sensação de cansaço, pressão baixa, tontura, falta de energia, entre outras doenças que se agravam com o calor.

Apesar de não sabermos ainda quais ações o Brasil adotará para reduzir os gases do efeito estufa, o fato é que, no período compreendido entre 1995 e 2006, o país viveu 11 dos 12 anos mais quentes desde 1850. Com a proximidade do verão e, portanto, diante da certeza de dias mais longos, com temperaturas acima da média, umidade do ar em níveis insuportáveis e possíveis inversões térmicas, é importante entender como nosso corpo reage a essas mudanças e quais são as melhores estratégias para enfrentar verões cada vez mais intensos.

Vincenzo Condemi, diretor do Laboratório de Biometeorologia da Università degli Studi di Milano, médico especialista em Biometeorologia, Bioclimatologia médica, mudanças climáticas e saúde humana, explica que o organismo possui um sistema termorregulador comandado pelo hipotálamo; sua função é manter o corpo numa temperatura ideal de 36,5ºC. Quando exposto a altas temperaturas ou a drásticas oscilações térmicas, esse sistema se ressente porque recebe a informação de que há um desequilíbrio a ser reparado. Enquanto essa adaptação não acontece, nosso corpo apresenta dificuldades para o repouso e o reordenamento de várias de suas funções biológicas: inicia-se aqui a sensação de desânimo que pode se agravar ao longo da estação.

COMO ENFRENTAR O CALOR NO TRÂNSITO
Se o calor já é difícil de suportar, imagina fazê-lo dentro de um carro, preso em um congestionamento. Mesmo nessa situação limite, é possível contornar o desconforto. Veja as dicas do especialista Vincenzo Condemi.
Nunca se esqueça de levar água consigo, principalmente quando as previsões indicarem altas temperaturas e ar seco.
Alguns minutos antes de sair com o carro, abra as portas para facilitar a ventilação.
Se a temperatura não é superior a 25°C, evite o uso do ar-condicionado no carro. Se o calor for muito intenso e for imprescindível usá-lo, mantenhao até 5°C abaixo da temperatura externa. O ar-condicionado do carro é mais direcionado, o que faz com que a pessoa esteja mais exposta ao ar frio. Se a viagem for demorada, por causa do tráfego, essa exposição pode ser exagerada e acarretar doenças do aparelho respiratório (faringite, bronquite, pulmonite etc.).
Evite posicionar as saídas de ar-condicionado diretamente sobre o passageiro ou sobre si mesmo. Verifique sempre se a cadeirinha das crianças está recebendo o ar diretamente ou se está muito exposta ao sol.
Nunca deixe pessoas no interior do carro, mesmo se for por breves períodos, principalmente se estacionar ao sol.
Se puder, evite sair de carro nas horas em que o sol está mais forte. Para viagens prolongadas, prefira os horários noturnos.
Adote o uso de protetores solares para os vidros laterais dos automóveis: trata-se de uma atitude que pode atenuar o mal-estar dos passageiros durante percursos mais longos.

Mudança de horário

Condemi explica que as ondas de calor têm se antecipado ao início oficial do verão, exatamente quando muitas pessoas ainda estão tentando se adaptar ao horário de verão legal. Assim, a sensação de cansaço generalizado pode aumentar em razão dessa circunstância. Quem é metódico e tem sono regular, sofre menos; quem, ao contrário, tem dificuldade habitual no ciclo de sono-vigília, se verá numa espiral de escassa eficiência física e desempenho geral prejudicado. Não são raras as queixas de dor de cabeça, falta de apetite, distúrbios na capacidade de concentração e atenção e, às vezes, dor de barriga. Todos esses indícios são considerados como relacionados ao calor, mas podem ser também um efeito atenuado de Jet Leg (uma condição fisiológica que é conseqüência de alterações no ritmo circadiano, processo que ocorre no organismo todos os dias mais ou menos à mesma hora). Nesses casos, a prática regular de técnicas de respiração e relaxamento melhora a capacidade de adaptação, diminuindo a sensação de mal-estar.

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