
QUANTA VARIEDADE!
CEREAIS COM FRUTAS: em geral cada barra de 95 a 110 calorias. Pode incluir em sua receita cereais (como aveia e flocos de arroz), frutas secas, mel, açúcar mascavo. É uma boa pedida para o lanche entre as refeições ou antes da atividade física. "O ideal é que tenham mais carboidratos (16 gramas ou mais para cada barrinha) e fibras (mais de 3 gramas)", explica Fabiana Casé, nutricionista da Clínica Terapêutica Harmonya, do Rio de Janeiro.
LIGHT: ela não é sinônimo de menos calorias. Para ser considerado light, por lei, o alimento tem que ter 25% menos de um ingrediente qualquer ou 25% menos de calorias. Daí que é preciso muita atenção nessa hora: a barra pode ter 25% menos de açúcar mas possuir mais gordura e, ainda assim, ser considerada light - mesmo com mais calorias que uma barra convencional. Por isso, antes de achar que tudo o que reluz é ouro, leia o rótulo, veja a composição e a quantidade de calorias. Compare com o similar convencional. Não existe fórmula mágica. A barra pode ter valor calórico reduzido, mas sua composição de carboidratos complexos pode ser menor que a da barra tradicional de cereal que, nesse caso, é mais benéfica. "Comer a versão light aparentemente é melhor para quem faz dieta", diz a nutricionista Késia Diego Quintaes. Mas fique de olho no peso do produto: se o motivo de ter menos calorias é porque ele é mais leve, você pode acabar comendo mais de uma barrinha, ou seja, mais calorias no final.
DIET: nessa categoria, é retirado totalmente um ingrediente - em geral o açúcar. Esse tipo de barra é indicado para quem faz dieta de restrição de açúcar, como os diabéticos. Se a quantidade de gordura também for pequena, pode ser uma opção para complementar o cardápio daqueles que querem emagrecer.
SALGADA: existem opções que misturam cereais com sementes e nozes ou castanhas (oleaginosas). A vantagem é que elas provavelmente serão ricas em ácidos graxos ômega 6 ou 9, que são as gorduras insaturadas, boas para o coração. Hoje há uma tendência muito forte de se incluir nozes, castanhas e sementes na alimentação de quem quer controlar o peso. Essa opção de barra é indicada para o lanche da tarde, pois pode contribuir para prolongar a sensação de saciedade, evitando que se coma demais nas refeições. O outro tipo de barra salgada é a 'saladinha', com ingredientes compactados: vegetais, tomate seco, orégano, manjericão e até alface desidratada.
Mas ela não substitui uma autêntica salada - por ser processada e seca perde nos quesitos umidade e fibras para a comida de verdade. Vale como lanchinho ou complemento de uma salada mesmo.
ENERGÉTICA: é a barra de carboidratos, moda importada dos Estados Unidos e bastante comum em academias. Mais calórica, tem em geral 250 calorias. A textura é massuda, feita de carboidratos de rápida absorção que dão um choque de glicose no organismo. Tem uso específico - é indicada apenas para atletas. Deve-se consumir só com orientação de médico ou nutricionista.
PROTEÍNAS: é uma barra de proteína isolada, em geral de soja, com adição de sabor e cor. A proteína isolada não precisa se transformar durante a digestão, já que é absorvida direto pelo organismo. É mais calórica e feita para quem está em programa de 'construção de músculos', como atletas, sempre com supervisão nutricional e nunca por longos períodos. "No máximo por três ou quatro meses", recomenda Késia Diego Quintaes. Em geral, uma barra dessas tem 17 gramas de proteína - a metade do que se pode comer em um dia inteiro. Como proteína em excesso pode causar lesão renal, é preciso um nutricionista para calcular quanto desse nutriente a pessoa está comendo nos demais alimentos - ovos, leite e derivados, carne, peixe - para manter o consumo em níveis seguros.
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