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Dança: no ritmo certo Com a elegância do tango ou a alegria do axé, você acerta os passos que lhe garantem uma vida mais saudável
POR DANIELA TALAMONI FOTOS FERNANDO GARDINALI
ESCOLHA SEU ESTLO
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| À moda argentina: harmonia, concentração e alongamento |
TANGO
O RITMO: Alongar e deslizar a perna no chão e simular pequenos
chutes no ar transformam esse elegante estilo de dança num espetáculo. O
rebolado fica de fora. Só as pernas se entrelaçam, os quadris pernanecem
encaixados e a coluna, alinhada. Sua origem ainda gera discussões, mas a
Argentina o tem como riqueza nacional. INDICADO PARA: Amantes
das músicas que remetem a sentimentos como paixão, tristeza e melancolia.
Pessoas mais clássicas e saudosistas, que gostem de ritmos sensuais, ou
ainda as introspectivas e de temperamento forte. Vale até para quem é desengonçado
ou diz ter problemas de coordenação motora.
BENEFÍCIOS: Para manter o equilíbrio e a postura, os músculos
do abdômen de quem dança tango ficam naturalmente contraídos o tempo todo.
Uma aula, portanto, poderia substituir aquela sessão puxada de exercícios
abdominais. Os passos complexos também exigem concentração, como uma forma
de manter o casal em harmonia e sincronizado. Os braços praticamente não
se mexem. Em compensação, o alongamento e a flexibilidade das pernas são
bastante explorados. E uma hora de tango manda embora 240 calorias.
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| Embalo baiano: mexe com músculos e articulações |
AXÉ
O RITMO: Apesar dos passos básicos que exigem a movimentação
de braços, pernas, quadris e pescoço, o estilo mais solto e despojado
permite que cada dançarino abuse da criatividade para incrementar a dança.
É uma mistura das batidas africanas com as tradições nordestinas.
INDICADO PARA: Pessoas que curtem música brasileira e
agitada e que tenham bastante fôlego. Quem já tem habilidade para dançar
pode inventar movimentos e tirar maior proveito.
BENEFÍCIOS: É a que mais queima calorias - cerca de 300
por hora. Agachar, requebrar os quadris e os braços para frente, para
trás e para os lados fazem do axé o ritmo que explora o maior número de
músculos e articulações do corpo. Seu estilo leve e descontraído, no entanto,
é confundido com um tipo de dança que não requer nenhuma técnica. Na verdade,
ao realizar os movimentos, sem torná-los desengonçados, o aluno automaticamente
estimula a coordenação, a agilidade e o equilíbrio. Para que os passos
básicos sejam cumpridos, as regiões mais trabalhadas são o abdômen e as
costas. A possibilidade de cantar as letras das músicas e a alegria contagiante
das aulas também levantam o astral e aliviam as tensões.
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