Viva Saúde
Edição 2 - Junho/2004
 
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  Dança: no ritmo certo
Com a elegância do tango ou a alegria do axé, você acerta os passos que lhe garantem uma vida mais saudável

POR DANIELA TALAMONI
FOTOS FERNANDO GARDINALI

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À moda argentina: harmonia, concentração e alongamento
TANGO
O RITMO:
Alongar e deslizar a perna no chão e simular pequenos chutes no ar transformam esse elegante estilo de dança num espetáculo. O rebolado fica de fora. Só as pernas se entrelaçam, os quadris pernanecem encaixados e a coluna, alinhada. Sua origem ainda gera discussões, mas a Argentina o tem como riqueza nacional.
INDICADO PARA: Amantes das músicas que remetem a sentimentos como paixão, tristeza e melancolia. Pessoas mais clássicas e saudosistas, que gostem de ritmos sensuais, ou ainda as introspectivas e de temperamento forte. Vale até para quem é desengonçado ou diz ter problemas de coordenação motora.
BENEFÍCIOS: Para manter o equilíbrio e a postura, os músculos do abdômen de quem dança tango ficam naturalmente contraídos o tempo todo. Uma aula, portanto, poderia substituir aquela sessão puxada de exercícios abdominais. Os passos complexos também exigem concentração, como uma forma de manter o casal em harmonia e sincronizado. Os braços praticamente não se mexem. Em compensação, o alongamento e a flexibilidade das pernas são bastante explorados. E uma hora de tango manda embora 240 calorias.

Embalo baiano: mexe com músculos e articulações
AXÉ
O RITMO:
Apesar dos passos básicos que exigem a movimentação de braços, pernas, quadris e pescoço, o estilo mais solto e despojado permite que cada dançarino abuse da criatividade para incrementar a dança. É uma mistura das batidas africanas com as tradições nordestinas.
INDICADO PARA: Pessoas que curtem música brasileira e agitada e que tenham bastante fôlego. Quem já tem habilidade para dançar pode inventar movimentos e tirar maior proveito.
BENEFÍCIOS: É a que mais queima calorias - cerca de 300 por hora. Agachar, requebrar os quadris e os braços para frente, para trás e para os lados fazem do axé o ritmo que explora o maior número de músculos e articulações do corpo. Seu estilo leve e descontraído, no entanto, é confundido com um tipo de dança que não requer nenhuma técnica. Na verdade, ao realizar os movimentos, sem torná-los desengonçados, o aluno automaticamente estimula a coordenação, a agilidade e o equilíbrio. Para que os passos básicos sejam cumpridos, as regiões mais trabalhadas são o abdômen e as costas. A possibilidade de cantar as letras das músicas e a alegria contagiante das aulas também levantam o astral e aliviam as tensões.
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