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Vírus sincicial respiratório é ameaça a bebês prematuros

Publicado em 08 de Apr de 2015 por Clara Ribeiro | Comente!

De caráter sazonal o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) ataca principalmente bebês prematuros



Vírus sincicial é ameaça a bebês prematuros

Foto: Shutterstock

Estima-se que, atualmente, cerca de 9,2%% dos nascimentos no Brasil ocorrem antes do período considerado normal (a partir de 37 semanas) – porcentagem que cresce a cada ano. Os bebês prematuros têm maior risco de serem hospitalizados em decorrência do Vírus Sincicial Respiratório.

“Para os bebês prematuros, a infecção pelo VSR é um problema sério e de saúde pública”, afirma Renato Kfouri, médico da Sociedade Brasileira de Imunizações. “De todos os bebês infectados pelo vírus, 30% terão problemas por longo prazo, como crises de chiado repetidas e asma. Os problemas causados pelo vírus sincicial respiratório podem ser prevenidos e é importante que os médicos orientem as famílias sobre isso”.

O VSR é de caráter sazonal e sua circulação pode variar de região para região no país. Dados oficiais do sistema de vigilância epidemiológica para influenza demonstram picos de circulação do VSR entre os meses de janeiro a junho com maior circulação desse vírus nos meses de abril a maio nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. No Sul, o pico de VSR ocorre mais tardiamente, entre junho e julho. Na região nordeste o VSR circula especialmente no primeiro semestre, no período de chuva intensa na região, com pico de ocorrência no mês de abril.

Para crianças acima de dois anos de idade ou adultos com condições normais de saúde, a infecção por VSR pode ser confundida com um simples resfriado. Mas em crianças prematuras ou portadoras de doenças cardíacas congênitas e displasia broncopulmonar (DBP), o vírus pode dobrar o tempo de hospitalização da criança, ou sua permanência em unidades de tratamento intensivo, devido a problemas respiratórios.

Bronquiolite e pneumonia são as consequências mais comuns e pode levar também a um chiado recorrente, que pode perdurar até os 13 anos de idade. “Como o vírus pode ser facilmente transmitido de uma pessoa para outra, pelo contato com secreções, quando um caso surge numa unidade neonatal, o número de casos pode crescer rapidamente”, afirma o especialista.

A Sociedade Brasileira de Imunização e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a imunização contra o VSR, que reduz em 55% o risco de internação dos bebês prematuros, incluindo aqueles com DBP e reduz em 45% o risco de internação dos bebês com cardiopatia congênita. A vacina está disponível pelo SUS, em todos os Estados brasileiros e é recomendada nos meses de maior circulação do vírus.



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