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Três formas de tratar a incontinência urinária

Publicado em 28 de Jan de 2015 por Clara Ribeiro | Comente!

Além do incômodo físico, o problema afeta a qualidade de vida, pois leva as pessoas ao isolamento social. Porém, com ajuda especializada é possível reverter essa situação



Texto: Letícia Ronche / Foto: Shutterstock / Adaptação: Clara Ribeiro

Há várias causas para a incontinência urinária, problema que atinge crianças, adultos e idosos.
Conheça três maneiras de tratá-lo!

Foto: Shutterstock 

Trata-se da perda espontânea de urina, fora do desejo e do momento correto. As causas nas mulheres podem estar associadas ao envelhecimento. Já nos homens, os motivos podem estar relacionados a sequelas de tratamento para doenças da próstata, principalmente o câncer. Hiperatividade da bexiga, traumatismos e doenças medulares, AVC, doença de Parkinson e o diabetes também estão na lista de culpados. Mas atenção: a incontinência leva a um impacto severo na qualidade de vida dos pacientes, estando associado à depressão.

Além disso, o contato da urina com a pele pode levar a lesões dermatológicas e favorecer a infecção urinária. O tratamento depende da causa. É importante avaliar com precisão o motivo desse distúrbio. Podem-se utilizar medicamentos, fisioterapia, aplicações de substância na bexiga, cirurgia com telas e até o implantede próteses mais complexas.
André Guilherme Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia Regional (SBU-RJ).

Saiba mais sobre a incontinência urinária:

A fisioterapia é um dos tratamentos mais indicados, já que não oferece risco algum ao paciente, não existem efeitos colaterais e a recuperação pode ser completa, sem necessidade de cirurgia ou medicamentos. Existem diversas formas de tratá-la. Caso seja uma incontinência decorrente de esforço, trabalhar a musculatura local é indicado. Isso se faz por meio de estímulos elétricos na região perineal, que favorece a retomada da força e continência.

A ginástica hipopressiva, que é uma combinação de movimentos dos músculos abdominais e do assoalho pélvico por meio de uma respiração diafragmática, é um exemplo de exercício dirigido e costuma trazer ótimos resultados em pouco tempo. Já sintomas de incontinência com urgência urinária também podem ser tratados pela fisioterapia por meio de eletroterapia, por exemplo, inibindo contrações não desejadas da bexiga.
Nathalia Moura, é fisioterapeuta, pós-graduada em Fisioterapia Uroginecológica/Pélvica (RJ).

Consideramos dois tipos de incontinência urinária, a monossintomática e a não monossintomática. Na primeira, a pessoa apresenta como característica básica apenas a falta de controle noturno, ou seja, ela urina na cama à noite, mas não de dia. A causa, nesse caso, é a falta de produção do hormônio ADH, antidiurético, que regula a quantidade de água no organismo, somada à dificuldade de despertar aos sinais de bexiga cheia.

Já na segunda, não se tem controle urinário tanto de dia como de noite, descontrole que pode ter várias determinantes, inclusive de ordem psicológica. O tratamento pode ser feito usando um aparelho de alarme que auxilia o paciente a acordar quando inicia o processo de molhar a cama. Ou seja, ele dá um sinal sonoro que indica quando a bexiga está cheia. Com o tempo, o corpo passa a produzir o hormônio, dispensando o aparelho. Ainda que existam outras formas de tratamento pela psicologia, a prática que utiliza o alarme pode ser útil.
Edwiges Ferreira de Mattos Silvares, psicóloga, professora titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP).

Revista VivaSaúde - Edição 134