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Tratamentos para a doença renal crônica

Publicado em 28 de Nov de 2014 por Clara Ribeiro | Comente!

Embora existam várias causas que possam levar a uma DRC, de longe, as duas principais vilãs são o diabetes e a hipertensão. Saiba quais são os tratamentos para a doença



Texto: Rose Mercatelli / Ilustração: Luiz Lentini / Adaptação: Clara Ribeiro 

Até que tenham perdido cerca de 50% de sua função renal, os pacientes

permanecem quase que sem sintomas.

Ilustração: Luiz Lentini

O tratamento para uma DRC - doença renal crônica - deve ser feito de acordo com fatores como: o tempo em que está instalada no organismo, a quantidade da perda da função renal e, principalmente, a doença de base que causou a disfunção. Dessa maneira, ao mesmo tempo que a anemia renal é tratada com administração de medicamentos como o hormônio eritropoietina, por exemplo, é fundamental que o diabetes seja controlado, não só com dieta, mas com insulina, se for o caso. O mesmo deve acontecer quando a causa de fundo é uma hipertensão. É necessário, antes de tudo, controlar o aumento da pressão sanguínea com medicamentos, dietas e exercícios.

Até que tenham perdido cerca de 50% de sua função renal, os pacientes permanecem quase que sem sintomas. Mesmo quando estes existem, nem sempre incomodam a ponto de o paciente procurar ajuda médica. Assim, anemia leve, pressão alta, edema (inchaço) dos olhos e pés, mudança nos hábitos de urinar, urina clara ou com a presença de sangue devem ser tratadas com medicação apropriada e dietas especiais, com restrição de minerais, como o cloreto de sódio (sal de cozinha), por exemplo, e de alimentos protéicos para não sobrecarregar o trabalho dos rins. 

Alguns tratamentos como a diálise ou até mesmo o transplante só são indicados quando a perda da função renal chega a níveis críticos, abaixo de 10%. Conheça os procedimentos:

DIÁLISE

É um tratamento que visa a substituir as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas, o excesso de água e sais minerais do organismo. Existem dois tipos: a hemodiálise retira as substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo pela passagem do sangue por um filtro. Em geral, é realizada três vezes por semana, em sessões com duração de três a quatro horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas ou hospitais.

DIÁLISE PERITONEAL

Ao invés de utilizar um filtro artificial para limpar o sangue, usa o peritônio, membrana localizada dentro do abdome que reveste os órgãos internos para esse fim. É feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal por meio de um cateter colocado na região. Esse líquido entra em contato com o peritônio e permanece por um tempo dentro da cavidade abdominal. Assim, o líquido ficará saturado de substâncias tóxicas. Ele então é retirado e substituído pela infusão de um novo líquido.

TRANSPLANTE

É feito por meio de uma cirurgia que retira o órgão doente e o substitui por outro que esteja sadio. Existem, porém, dois grandes problemas nesse procedimento. O primeiro é encontrar um órgão compatível, o que nem sempre é fácil. Essa análise minuciosa de compatibilidade diminui os riscos de haver o segundo grande X da questão que é a rejeição do novo órgão pelo organismo do paciente que sofreu o transplante.

Revista VivaSaúde - Edição 66



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