assine

Newsletter

Receba as novidades, cadastre-se

Tratamento para calvície

Publicado em 13 de Jul de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Preocupação comum entre os homens, a queda de cabelo pode ter várias causas que devem ser investigadas. Em alguns casos ela pode ser tratada



Texto: Nathalie Ayres / Foto: Shutterstock / Adaptação: Ana Paula Ferreira

 A calvície masculina é um quadro que está apenas relacionado aos fatores hereditários e ao

DNA. “Qualquer outro tipo de queda capilar não genética não pode ser chamado assim.

Foto: Shutterstock

Aqueles que acreditam que apenas as mulheres ligam para os cabelos estão muito enganados. Nada como uma queda para acertar em cheio a autoestima dos homens e levá-la a nocaute. A coisa é como mexer na juba de um leão. Quando os fios começam a cair, eles se preocupam em buscar alternativas para evitar o processo ou encontram formas de disfarçar, como raspar totalmente a cabeça ou tentar esconder as falhas com penteados e outros recursos. E parece que a calvície é muito mais comum neles. O que, de fato, é verdadeiro. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), 50% da ala masculina apresentará esse problema até os 50 anos, contra 30% das mulheres, que o manifestarão até chegar aos 70.

Culpa da genética

A calvície masculina é um quadro que está apenas relacionado aos fatores hereditários e ao DNA. “Qualquer outro tipo de queda capilar não genética não pode ser chamado assim”, frisa o dermatologista Ademir Jr., professor de Tricologia da PósGraduação das Faculdades Oswaldo Cruz (SP). Isso porque eles herdam dos pais uma maior conversão da testosterona em DHT, substância que ao entrar em contato com o couro cabeludo, causa a maior perda dos fios. Até o nome científico da calvície é ligado ao universo masculino: alopecia androgenética. Neles, os fios caem primeiro nas chamadas entradas. E enquanto o problema masculino inicia-se frequentemente logo após a puberdade, nas mulheres, se ele ocorrer, será entre os 30 e 40 anos.

As várias causas

Mas ao falar apenas em perda de cabelo, muitos fatores são candidatos ao título de culpados. “Um deles é a oleosidade excessiva, que pode contribuir para a oxidação e maior queda dos fios”, explica Jardis Volpe, dermatologista e membro titular da (SBD). Além disso, aspectos da vida moderna, como estresse, e também má alimentação aumentam ainda mais o problema. “A perda, possivelmente, é um sintoma de alterações do funcionamento intestinal, por exemplo. Por outro lado, já se sabe que uma das vitaminas mais importantes para a formação do fio de cabelo é a biotina, que é produzida por bactérias saudáveis presentes em nosso trato digestório”, observa a nutricionista Alessandra Feltre Kalid, da Clínica Speciale de Tricologia (MG).

Mas é sabido que essa combinação pode se relacionar à época do eflúvio telógeno, uma fase do ciclo capilar em que os fios caem mais, e por isso ela apresenta maior potencialização. Além disso, a queda também se relaciona a determinados problemas de saúde, como anemia por ausência de ferro, hipotireoidismo, infecções... O fenômeno pode ser considerado ainda o reflexo de tratamentos, como cirurgias, e até sintoma de depressão.

Dá para reverter?

Em casos de queda apenas, sim! Ainda assim, não totalmente. “Na grande maioria das vezes a recuperação é parcial, mesmo nos casos leves e moderados”, ressalta Ademir Jr. Isso porque os folículos capilares, onde nascem os pelos, podem já estar deteriorados. Mas em qualquer caso, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores as chances de melhora. E mesmo que os fios perdidos não voltem a crescer, dá para evitar que os outros caiam, assim como tentar revitalizar os que ainda têm salvação.

O tratamento é feito com remédios de via oral, xampus e loções para fortalecer os fios e diminuir a oleosidade e vitaminas para nutrir os cabelos. Já no consultório há opções como lasers de baixa intensidade, aplicação de ativos diretamente no couro cabeludo, carboxiterapia e uso de microagulhas. Se a perda for muito pronunciada ou estiver em um estágio irreversível, técnicas como implante ou transplante capilar são indicadas pelos especialistas.

Por mais que você imagine que a causa da calvície seja genética, procure um dermatologista. Ele diagnosticará se há outros fatores de queda e ajudará a retardar ou diminuir a perda dos fios. A não ser que se queira conferir se é dos carecas que as mulheres gostam mais.

O cabelo em três fases

Quem disse que os fios não têm vida? Os cabelos nascem, crescem e caem. Todos os dias alguns deles são perdidos, mas o esperado é que sejam de 60 a 100 fios por dia, alguns especialistas até estimam 150. Mais do que isso, já é considerado preocupante. Veja mais sobre cada uma das fases do ciclo de vida capilar:

Anágena: Fase de crescimento e proliferação que dura cerca de 6 a 8 anos. 80% a 90% dos pelos estão nessa processo

Catágena: Há parada no crescimento dos pelos com involução do folículo. Esta fase dura 3 semanas e 1% dos fios encontram-se nela.

Telógena: Ocorre a queda dos pelos, ao mesmo tempo em que um novo ciclo se inicia. Dura três meses e 10% a 15% dos pelos estão passando por ela.

Revista VivaSaúde edição 111

 



COMENTE!