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Sintomas da queda de cabelo

Publicado em 12 de Aug de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Parte natural do ciclo de crescimento dos fios, o problema só deve preocupar quando é excessivo. Conheça os principais sintomas da queda de cabelo



Texto: Cristina Almeida / Ilustração: Airon / Adaptação: Ana Paula Ferreira

No período da gestação, o aumento dos níveis dos hormônios femininos (estrógenos) prolonga a

fase de crescimento dos fios, o que significa que a queda natural se torna mais lenta. Após o

nascimento do bebê, as alterações hormonais provocam uma queda maior pois os folículos que

permaneceram em repouso, no pós-parto caem juntamente com os demais. Ilustração: Airon

Entenda o problema

O couro cabeludo contém cerca de 100 mil fios de cabelo. Mais de 90% deles estão crescendo. Essa fase, denominada anagênica, é acompanhada por outro ciclo, catagênico, que dura duas semanas. Segue-se a fase telogênica, de repouso, cuja duração é de três meses: o cabelo então cai naturalmente e, por isso, é comum perder até 100 fios ao dia. Quando a queda é abundante, ela sempre é notada, por causa de seu acúmulo nas roupas, no pente ou na escova. Várias condições médicas se manifestam por meio desse sintoma, e, percebida alguma mudança significativa, o médico indicado para avaliar o problema é o dermatologista.

Carência de vitaminas

Uma dieta bem equilibrada fornece todos os nutrientes que garantem a qualidade dos fios dos cabelos. São eles: a vitamina A, que regula a ceratinização (composição) da epiderme, reorganiza as camadas celulares da pele e da secreção sebácea, cujo excesso promove a queda; vitamina B8, atua no controle da seborreia; vitaminas B5-B6, principais fontes de energia dos folículos pilosos; vitamina B12, importante para a divisão celular cutânea e na produção de hemácias e, portanto, no equilíbrio sanguíneo, que influencia a saúde dos fios; vitamina C, aumenta a absorção intestinal de ferro e favorece sua incorporação à hemoglobina e seu armazenamento sob forma de ferritina (ferro corporal); vitamina D, reguladora do metabolismo fósforo-cálcio, prevenindo o aumento da queda no verão e no outono. O diagnóstico é feito pela análise do histórico do paciente. O tratamento prevê a introdução de complexos vitamínicos, além de maior cuidado com a alimentação.

Pode ser estresse

Quando o organismo é exposto a estímulos como o estresse, os níveis dos hormônios cortisona e adrenalina aumentam, inibindo a fase de crescimento dos fios. A consequência é a queda excessiva.  Para identificar o problema, o médico deverá ouvir a história do paciente, observando seu estado psicológico. O exame físico também é necessário para verificar se há queda facilitada dos cabelos no instante em que são tracionados. Para complementar o diagnóstico, o dermatologista solicita um teste chamado tricograma, útil para identificar o tipo de queda em questão. O tratamento pressupõe medidas que estimulem o paciente a melhorar seus níveis de estresse, além do uso de medicamentos estimulantes do crescimento dos fios (tópicos ou orais). Para prevenir, o conselho médico é evitar, se possível, o estresse.

Acontece no  período pós-parto

No período da gestação, o aumento dos níveis dos hormônios femininos (estrógenos) prolonga a fase de crescimento dos fios, o que significa que a queda natural se torna mais lenta. Após o nascimento do bebê, as alterações hormonais provocam uma queda maior, pois os folículos que permaneceram em repouso, no pós-parto caem juntamente com os demais. O diagnóstico é simples e bastará para o médico conhecer a história da paciente, que será confirmada pelo tricograma. Após alguns meses, o quadro se estabiliza e a queda cede, mas se for necessário algum tratamento, ele se resume à administração de substâncias tópicas estimulantes (após o término da amamentação), bem como à prescrição dos complexos vitamínicos usados durante a gestação. Não há prevenção nesse caso, pois todas as mulheres passam por esse processo natural.

Previna a anemia

A carência de ferro é uma causa comum da anemia e afeta a saúde dos cabelos (principalmente das mulheres), pois esse mineral age diretamente na oxigenação dos tecidos. Para diagnosticar o problema, o médico analisará o histórico do paciente e solicitará exame hematológico para controle da dosagem de ferretina (estoque corporal de ferro). O tratamento é medicamentoso. Para prevenir, observe as perdas de sangue durante a menstruação e aumente o consumo de alimentos ricos em ferro como folhas verde-escuras (agrião, espinafre, salsa), grãos integrais, amêndoas, nozes, castanha de caju, frutas secas (damascos, passas, ameixas), brócolis, ervilhas, feijões, sementes como gergelim e girassol, algas marinhas, etc. Se acompanhadas de frutas e verduras frescas, que contêm vitamina C, a absorção do ferro é maior.

É resultado do processo de envelhecimento

A queda de cabelos faz parte do processo normal do envelhecimento. Porém, algumas pessoas podem vivenciá-la de forma mais acentuada por motivos genéticos (alopecia androgenética) e por desníveis de testosterona. Exame dermatológico e tricograma ajudam no diagnóstico e o tratamento é feito com medicações antiandrogênicas para mulheres e tópicos estimulantes. No caso dos homens, o fármaco utilizado é a finasterida, capaz de inibir a transformação da testosterona em dehidrotestoterona (DHT). Para prevenir, as mesmas medicações são indicadas.

Revista VivaSaúde edição 84

 



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