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Saiba mais sobre a fotofobia

Publicado em 16 de Apr de 2017 por Kelly Miyazato | Comente!

O incômodo que causa além da dor e o lacrimejamento provocado pela aversão à luz pode ser desencadeado por diversos fatores. Fique por dentro e saiba mais sobre afotofobia!



 


Saiba mais sobre a fotofobia

  • Pode ser astigmatismo

Trata-se de um defeito de refração no olho, cujo foco se dá em duas posições diferentes, provocando o embaçamento da visão. Mudanças na córnea e no cristalino distorcem as estruturas oculares e causam o distúrbio. São também fatores desencadeantes: alterações anatômicas normais, problemas genéticos e processos cicatriciais. O diagnóstico prevê exame de refração (o típico exame para óculos), estudo de imagens da superfície ocular (topografia corneana), ou do olho (ultrassom), além de exame biomicroscópico com lâmpada de fenda, aparelho que avalia as estruturas e camadas do órgão. O tratamento requer o uso de óculos ou lentes de contato. Graus mais avançados exigem o uso de lentes siliconadas ou fluorcarbonadas; nas distorções severas, a solução pode ser a cirurgia. Não há prevenção para esses casos, exceção feita à ceratocone, doença corneana na qual o paciente, ao coçar os olhos, pode agravar o problema, desencadeando o aumento do astigmatismo.

Essa inflamação acomete a conjuntiva e tem como causa infecções, doenças autoimunes (alergia e olho seco), traumas ou intoxicação. Neste último caso, o problema se dá pela exposição a agentes irritantes, que podem ser colírios ou produtos químicos. Para realizar o diagnóstico, o médico avalia o histórico e examina o olho do paciente com a lâmpada de fenda. Exames laboratoriais raramente são solicitados, e o tratamento dependerá do tipo de infecção. Se for viral, compressas de água gelada e uso de anti inflamatórios não hormonais são indicados; para as bacterianas, são receitados colírios antibióticos; para as alérgicas, a conduta é usar estabilizantes de células envolvidas no processo alérgico, bem como bloqueadores de histamina, substância química causadora da coceira.

  • Talvez, até uma enxaqueca...

Várias áreas cerebrais entram em ação em situações de fortes dores de cabeça, provocando o aumento da sensibilidade a estímulos visuais, olfativos e auditivos. Por isso, ao ouvir o histórico do paciente, o médico poderá confirmar a suspeita de que a fotofobia se relaciona à enxaqueca. Como é impossível dissociar o sintoma da dor de cabeça, não há tratamento específico, e é preciso cuidar do incômodo. Pode acontecer de algumas pessoas serem fotofóbicas fora das crises. A razão para isso está ligada a disfunções nos neurotransmissores envolvidos na doença. Apesar disso, a prevenção eficaz das crises ajuda a melhorar a fotofobia. Os medicamentos usados para esse fim são os betabloqueadores, antidepressivos tricíclicos, neuromoduladores etc. Outra indicação é sempre usar óculos escuros, para proteger-se da claridade. Para os que têm fotofobia somente durante as crises, a conjunção de triptano e anti-inflamatório é a forma mais eficaz de se aplacar o sintoma.

  • Uso de medicamentos

O uso de determinadas drogas e medicamentos (anfetaminas, cocaína, anti-histamínicos, anticonvulsivantes e analgésicos) pode desencadear ou exacerbar a fotofobia, pois estes são causadores da midríase (dilatação das pupilas), o que permite maior entrada de luz no olho. Para fazer o diagnóstico, o oftalmologista deve ouvir a história do paciente e indagar sobre o uso de algum desses remédios. Uma vez constatada a dilatação da pupila e confirmado o uso da medicação que sabidamente causa esse efeito, a solução é rever a dose, ou descontinuar o seu uso, caso seja possível.

  • De olho nos pequenos

Em crianças, este sinal requer maior atenção, pois elas podem não ser capazes de reclamar da dor ou da baixa visão. Recém-nascidos com fotofobia podem ser portadores de glaucoma congênito, e nesses casos o tratamento deve ser imediato. Nas artrites reumatoides juvenis, a fotofobia pode ser o único sinal da doença. O sintoma é, também, indício de traumas oculares (acidentais ou propositais) que os pequenos deixam de relatar, por medo ou incapacidade de se expressarem.

 

*Por Cristina Almeida / Ilustração Airon / Adaptação Kelly Miyazato.

 

Revista VivaSaúde | Ed. 81

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