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Quem toma omeprazol pode desenvolver câncer no estômago?

Publicado em 10 de Nov de 2017 por Kelly Miyazato | Comente!

Para esclarecer as dúvidas sobre a associação do desenvolvimento de câncer de estômago para quem toma omeprazol, consultamos uma especialista. Fique por dentro!



 

Omeprazol: vilão ou mocinho?

Você faz uso contínuo de IBPs - Inibidores da bomba de protões ou prótons, que são um grupo de fármacos, utilizados no tratamento de úlceras gastrointestinais, como por exemplo, o omeprazol? Segundo um artigo científico publicado por pesquisadores da Universidade de Hong Kong, no último dia 31, o medicamento têm 2,4 vezes mais chances de desenvolver câncer de estômago.

Ficou preocupado com a notícia? Para entender mais e trazer para a nossa realidade, consultamos Maria de Lourdes Lopes de Oliveira, oncologista clínica do Grupo Oncologia D’Or, especializada em tumores gástricos, que fez as seguintes considerações:

- Esse foi um estudo retrospectivo, observacional, não randomizado, e como tal, deve ser analisado com muita atenção e cautela, pois esse tipo de estudo pode sugerir associação, mas não causa e efeito;

- É fundamental entender que, nesse estudo, os dois grupos pesquisados (num usando IBP e noutro não) os pacientes não foram comparáveis em relação aos fatores de risco para câncer gástrico, tais como, dieta, histórico familiar e estado socioeconômico. Bem como, não foram avaliados outros fatores de aumento de prevalência da doença, como, fumantes, uso excessivo de bebidas alcoólicas e obesidade;

- Não há menção da avaliação histopatológica da mucosa gástrica, estudo de como uma doença específica afeta um conjunto de células (tecido), nos pacientes de ambos os grupos, no início da pesquisa e no seu seguimento;

- A incidência de câncer gástrico em Hong Kong é maior do que a no Brasil e uma das elevadas do mundo.

“Os IBPs revolucionaram o tratamento das doenças ácido dependentes, trazendo resultados excelentes para a cura e a qualidade de vida dos seus portadores. Foi comprovado também, que os principais efeitos colaterais dos IBPs estão relacionados à dose total utilizada nos tratamentos”, conclui.

Vale ressaltar que para saber se deve ou não utilizar quaisquer medicamentos, é necessário procurar sempre a orientação de um especialista.

 

*Por Kelly Miyazzato | Foto Shutterstock | Agradecimentos à Maria de Lourdes Lopes de Oliveira, oncologista clínica do Grupo Oncologia D’Or.

 

 

 

 

 

 

 

 



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