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Principais causas da tontura

Publicado em 07 de Aug de 2013 por Ana Paula Ferreira | Comente!

Embora o sintoma seja comum, é preciso estar atento à sua frequência e sob quais circunstâncias aconteceu o evento para traçar um diagnóstico mais preciso. Confira as principais causas da tontura



Texto: Ivan Alves / Ilustração: Airon / Adaptação: Ana Paula Ferreira

A labirintite ocorre quando há infecção ou inflamação no labirinto, estrutura interna localizada na

região das orelhas responsável pela audição e um dos principais mecanismos pelo equilíbrio

corporal. Por isso, quem sobre com este problema tem tonturas. Foto: Shutterstock

Como é feito o diagnóstico

A tontura é caracterizada pela perda de equilíbrio que pode ser seguida por um descontrole momentâneo da visão, como perda de foco, ver objetos e pessoas flutuando ou ter a impressão de que vão desaparecer, com uma forte sensação de que os sentidos estão sumindo. Embora o sintoma seja comum, é preciso estar atento aos fatores relacionados ao evento. Anote com que frequência ela ocorre, qual era a posição do paciente (sentado, em pé, deitado ou ao se levantar) e sua alimentação antes do problema aparecer. Esses dados serão úteis para que a equipe médica trace um diagnóstico mais preciso e saiba reconhecer situações mais graves. Veja quais são os principais deles.

Labirintite

Ocorre quando há infecção ou inflamação no labirinto, estrutura interna localizada na região das orelhas responsável pela audição e um dos principais mecanismos pelo equilíbrio corporal. Ele detecta a posição do corpo e envia sinais ao cérebro, por isso, quem sofre de labirintite tem a sensação de queda ou vertigem conforme se mexe. Náusea, perda de audição, zumbido na orelha e movimento involuntário dos olhos são outros sintomas da disfunção no labirinto. A alteração no funcionamento do aparelho pode ser de origem viral, por problemas no metabolismo, lesão ou efeitos colaterais de medicamentos. Exercícios físicos e restrições alimentares são recursos terapêuticos eficientes. Já a inclusão de fármacos no tratamento dependerá da gravidade do problema apresentado.

Síndrome da hiperventilação

Uma tensão ansiosa pode causar quadros de síndrome de hiperventilação (SHV). O organismo humano reage de diversas formas sob situações de estresse ou traumáticas. Um indivíduo nessas condições pode hiperventilar, ou seja, ter a respiração mais rápida e intensa que o normal (respira muito mais com o tórax do que com o diafragma, o que dificulta o processo). Ao respirar dessa forma, aumenta a oxigenação no sangue e, consequentemente, diminui os níveis de gás carbônico (CO2) no sangue, o que causa a tontura. É a chamada síndrome da hiperventilação. Palpitações, fraqueza, formigamentos, tremores e suor excessivo são outros sintomas da SHV.

Arritmia cardíaca

Este é um caso grave que pode passar despercebido em pacientes diagnosticados com labirintite . É possível que um indivíduo conviva anos com o problema sem tratamento ideal, confundindo os sintomas. A arritmia cardíaca, como seu nome sugere, é caracterizada por uma falha no ritmo dos batimentos cardíacos e faz que falte sangue no cérebro, o que vai causar a tontura. Quando a disfunção é mais grave, o paciente pode apresentar confusão mental, fraqueza, hipotensão (queda de pressão arterial) e dores no peito. Esse tipo de situação pode levar o paciente à morte, por isso requer tratamento médico imediato. O diagnóstico é feito pelo histórico e avaliação do pulso do paciente e por exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e estudo eletro fisiológico.

Hipoglicemia

É caracterizada pelo baixo nível de glicose no sangue, que pode, dependendo da gravidade, causar o óbito ou levar um paciente a um estado de coma. A hipoglicemia, por si só, não é uma doença, mas sim um efeito colateral a outras doenças ou ao uso de medicamentos para baixar o nível de glicose no sangue, como no tratamento contra o diabetes. Em jejum, a taxa de glicose no sangue (glicemia) normal varia de 60 a 99 mg/dl. Abaixo de 55 mg/dl já caracteriza um quadro de hipoglicemia. A glicose é a principal fonte de energia para o cérebro, por isso, os principais sintomas são relacionados ao sistema nervoso central, como tontura, fadiga e náusea, entre outros.

Revista VivaSaúde edição 86

 



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